Resultados foram apresentados nesta quarta-feira (30), no 8º Fórum de Políticas Públicas da Saúde na Infância, realizado em São Paulo
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SÃO PAULO – Quase 90% da população brasileira acredita que crianças e adolescentes estão muito vulneráveis a violências quando estão usando a internet. A constatação faz parte da nova etapa da pesquisa realizada pelo Instituto Futuro é Infância Saudável (Infinis) em parceria com a Quaest.
Os resultados do estudo foram apresentados nesta quarta-feira (30), no 8º Fórum de Políticas Públicas da Saúde na Infância, realizado no Centro de Convenções Frei Caneca, em São Paulo. O tema central desta edição do evento é justamente a prevenção às violências contra crianças e adolescentes.
A pesquisa “Atitudes e percepções sobre a infância e violência contra crianças e adolescentes no Brasil” teve como finalidade identificar como os brasileiros percebem a proteção do público infantojuvenil em espaços de convivência e socialização, como a internet e a escola, além de compreender como a população brasileira percebe, vivencia e reage às diferentes formas de violência.
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Na avaliação de 89% dos brasileiros ouvidos no estudo, crianças e adolescentes estão muito vulneráveis a crimes e violências na internet. Essa percepção é elevada em todas as regiões do país: 93% no Centro-Oeste e 92% no Sudeste, seguidos por 88% no Nordeste, 86% no Sul e 82% no Norte.
Os dados foram coletados entre 29 de maio e 7 de junho de 2026. Foram entrevistados 2.202 brasileiros com 18 anos ou mais, em 128 municípios. A margem de erro estimada é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.
Um em cada três brasileiros disse conhecer alguma criança ou adolescente que já foi humilhado, xingado ou sofreu bullying ou constrangimento social na internet. No infográfico a seguir, veja outros detalhes da pesquisa:

Infográfico – JC
PROTEÇÃO CONTRA VIOLÊNCIAS NA INTERNET
Segundo a pesquisa, 96% dos entrevistados consideram que as crianças e adolescentes devem ser acompanhados pelas famílias quando estão interagindo pela internet, sobretudo nos primeiros anos.
Mais da metade dos brasileiros (56%) consideram que conteúdos perigosos nas redes sociais devem ser bloqueados pelos pais para evitar o acesso entre crianças de até 11 anos. Em relação aos adolescentes, 49% acreditam que também deve haver essa restrição.
“A sanção do ECA Digital representa um avanço importante diante dos desafios trazidos pela exposição cada vez mais precoce e intensa às telas e redes sociais. A infância e adolescência merecem atenção especial, por ser um período de profundas transformações físicas, emocionais e identitárias e ainda pouco priorizado nas políticas públicas”, avaliou Márcia Kalvon, diretora-executiva do Infinis.
O ECA Digital entrou em vigor em março deste ano, estabelecendo novas normas de proteção para crianças e adolescentes no ambiente digital. Aplicativos, redes sociais e sites de conteúdos restritos, por exemplo, não podem apenas perguntar se o usuário tem 18 anos. Devem usar métodos reais para identificar a idade e, se necessário, impedir o acesso.
PERCEPÇÃO DE INSEGURANÇA NAS ESCOLAS
A percepção sobre a proteção nas escolas também é negativa para a maioria dos brasileiros entrevistados. O estudo indicou que 73% deles consideram pouco ou nada seguras para crianças e adolescentes.
Esse índice chega a 76% no Sudeste, seguido por 73% no Norte, 72% no Centro-Oeste, 70% no Nordeste e 66% no Sul.
Entre aqueles que avaliam o ambiente escolar como pouco ou nada seguro, 70% apontam a violência entre os alunos como um dos motivos, 8% citam a praticada por professores ou outros profissionais contra estudantes e 18% mencionam as duas situações.
O titular da coluna Segurança viajou a convite do Infinis














