Professores de Olinda decretam estado de greve após rejeitarem proposta de reajuste

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Professores de Olinda decretam estado de greve após rejeitarem proposta de reajuste


Aumento de 2,7% oferecido pela prefeitura foi recusado pela categoria, que cobra aplicação do piso salarial nacional, que prevê reajuste de 5,4%

Por

Cristiane Ribeiro


Publicado em 08/06/2026 às 9:12
| Atualizado em 08/06/2026 às 10:41


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Professores da rede municipal de Olinda decretaram estado de greve após rejeitarem a proposta de reajuste salarial de 2,7% apresentada pela prefeitura. A classe cobra aplicação do piso nacional, de 5,4%.

Categoria cobra cumprimento do piso nacional

A proposta da gestão municipal foi apresentada durante reunião da mesa de negociações realizada na última quinta-feira (4). Além do percentual abaixo do reivindicado pelos docentes, o pagamento retroativo previsto pela prefeitura contemplaria apenas o mês de maio.

Em assembleia realizada na sexta-feira (5), a categoria aprovou o estado de greve e um calendário de mobilizações para os próximos meses. A presidente do Sindicato dos Professores da Rede Municipal de Olinda (Sinpmol) Márcia Vieira afirmou que a decisão representa uma resposta à proposta apresentada pela prefeitura.

Ainda de acordo com o sindicato, Olinda é um dos únicos municípios da Região Metropolitana do Recife (RMR) que ainda não concedeu o reajuste anual dos professores.

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Queixas incluem carreira e infraestrutura escolar

Além da questão salarial, os docentes apontam problemas relacionados à valorização profissional, ao que classificam como desmonte da carreira, casos de assédio, descumprimento de direitos trabalhistas e falta de infraestrutura nas escolas da rede municipal.

Entre as pautas, estão:

  • Reajuste salarial de 5,4%, conforme o piso nacional do magistério;
  • Melhoria das condições de trabalho dos docentes;
  • Valorização da carreira profissional;
  • Cumprimento de direitos trabalhistas;
  • Melhorias na infraestrutura das escolas municipais;
  • Continuidade das negociações com a gestão municipal.

“A categoria não aceitará o desmonte da carreira nem abrirá mão de seus direitos. O reajuste do piso é lei e deve ser cumprido. Respeito, valorização e condições dignas de trabalho não são favores. São obrigações“, afirma Vieira.

De acordo com o sindicato, ainda não há uma data definida para a próxima reunião da mesa de negociação entre representantes dos professores e a Prefeitura de Olinda.

O que diz a Prefeitura de Olinda

Em nota enviada À reportagem do Jornal do Commercio, a gestão municipal informou a que a proposta recusada incluía o “compromisso de viabilizar recursos para conceder mais 2,7% em outubro, totalizando 5,4% de reajuste”. Confira a nota na íntegra:

“A Prefeitura de Olinda, por meio da Secretaria de Educação, informa que na última quinta-feira (4), em assembleia com a categoria, apresentou uma proposta de reajuste salarial de 2,7% retroativo a maio, com compromisso de viabilizar recursos para conceder mais 2,7% em outubro, totalizando 5,4% de reajuste – percentual almejado pela categoria. A proposta foi recusada pelo sindicato.

A Prefeitura mantém diálogo aberto e busca atender às demandas da categoria, apesar das limitações financeiras. A gestão está monitorando as unidades escolares para garantir o cumprimento da carga horária mínima do ano letivo.

A gestão municipal reconhece a importância da categoria para a educação e formação de cidadãos e não vai medir esforços para resolver a situação.”

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