Presidente do TSE diz que ‘não há risco de interferência estrangeira’ nas eleições deste domingo

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Presidente do TSE diz que ‘não há risco de interferência estrangeira’ nas eleições deste domingo


Cansado de ser maltratado pelos candidatos, principalmente os dois mais bem pontuados, eleitor quer interromper martírio e liquidar fatura no 1º turno

Por

Romoaldo de Souza


Publicado em 03/10/2026 às 20:25
| Atualizado em 03/10/2026 às 20:41


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TUDO SOB CONTROLE
O presidente do TSE, ministro Nunes Marques, disse que “não há risco de interferência estrangeira” ou até mesmo do crime organizado nas eleições deste domingo. Segundo ele, “órgãos de inteligência” não encontraram “indícios de tentativa de comprometimento” das eleições.
— Nosso pleito não está sob ameaça concreta, seja internacional, seja do crime organizado. Os órgãos de inteligência que trabalham em parceria conosco não apontam qualquer indício disso, afirmou o presidente do TSE.

PARA MEDITAR
Em um país onde a média histórica da abstenção é de 20% e, segundo dados do IBGE, o Brasil tem 16 milhões de pessoas que dependem do transporte público, ônibus gratuito nos dias de votação tende a beneficiar candidatos com mais apelo popular. Lula da Silva (PT) ganha com a medida muito mais que Flávio Bolsonaro (PL).

ESCALA 6X1
Foi a principal promessa do candidato Lula, no último comício pelas ruas de São Paulo. A proposta vai à análise nesta semana, na retomada dos trabalhos no Senado Federal.

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MULHER NO STF
Flávio Bolsonaro prometeu que o Judiciário não terá mais um ministro “comunista” e, em motociata em Santa Bárbara d’Oeste (SP), o candidato de oposição assegurou que indicará uma mulher para a cadeira vaga no STF, desde outubro de 2025, com a renúncia de Luís Roberto Barroso.

‘TÁ DE BRINCADEIRA’
Faltando 12 horas para o início da votação, o ministro Floriano Marques, do TSEm barrou a candidatura de Deltan Dallagnol (Novo) ao Senado pelo Paraná. O ministro entendeu que Dallagnol está inelegível e os votos dados a ele serão considerados nulo e reverte o entendimento do TRE-PR, que havia autorizado a candidatura por 4 votos a 3.

PARA QUE ISSO?
Por que votar em um candidato ou candidata que você sabe que vai chegar ao Senado – porque já houve quem dissesse isso antes – mas que não vai aprovar a independência e a autonomia financeira do Banco Central, preferindo que seja um puxadinho do Palácio do Planalto?

IN MEMORIAM
Os jornalistas credenciados no TSE se somaram ao presidente do tribunal para lamentar a morte do jornalista Márcio Chaer, fundador do ConJur, portal especializado na cobertura do Poder Judiciário. Ele morreu de parada cardíaca quando perseguia a pé um bandido pelas ruas de São Paulo.
— Ele ajudou a mostrar à sociedade o valor das decisões e dos julgamentos da Justiça brasileira, destacou Nunes Marques.

MOVIMENTO DO VOTO ÚTIL
Os números da pesquisa Datafolha – Lula, 45%; Flávio, 42% – apontam uma diferença de três pontos percentuais e mostram que o voto útil deve prevalecer na disputa deste primeiro turno. Deu ruim para Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo), Renan Santos (Missão) e Augusto Cury (Avante).

AS VOLTAS QUE O MUNDO DÁ
Bolsonarista “das mais profundas raízes”, como ele mesmo dizia quando andava se arrastando atrás de Jair Bolsonaro (PL), o ex-deputado Alexandre Frota, atualmente com mandato de vereador em Cotia (SP), ontem foi uma “surpresa agradável”, segundo petistas, quando acompanhava o comício de Lula, paramentado de “esquerdista”: camisa, boné e adesivos, além de fazer o “L”, como convém.

PENSE NISSO!
Dá uma vontade danada de pagar a multa, R$ 3,51, e dar uma banana para esses políticos, principalmente os candidatos ao Poder Executivo. A campanha foi uma máquina de trucidar reputações, corroer a democracia e sepultar qualquer proposta para tirar do atoleiro o Brasil de que tanto gostamos.

Uns mais que outros, mas todos eles têm sua parcela de responsabilidade. Mas é mais cômodo bancar o honesto, fazer pose de estadista, quando, na verdade, estão longe desses conceitos tão elementares e tão necessários.

Flávio Bolsonaro e Lula da Silva, por ordem alfabética, não merecem o sacrifício de sair de casa para votar em suas faltas de propostas. Mas aí os novatos na cobertura de eleições, que chamam isso de “festa da democracia”, iriam me advertir, dizendo que pode ser que a Justiça Eleitoral encontre uma brecha para me incriminar.

Mas, em sã consciência, olhando bem, os dois principais candidatos ao comando do país nem fizeram nenhum esforço para conquistar votos. Pregaram o ódio, “semearam” a cizânia, propagaram mentiras.

PS: mas eu vou votar!

Pense nisso!






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