Apesar do alívio para frutas e açúcar, setores industriais de Pernambuco seguem com sobretaxa de 40%, reduzindo exportações e pressionando empresas
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O presidente da Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (FIEPE), Bruno Veloso, celebrou a retirada das tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos agrícolas brasileiros, medida que trouxe alívio imediato para segmentos como frutas e açúcar.
No entanto, apesar da conquista, Bruno alerta que grande parte das exportações industriais do Estado permanece sob a mesma sobretaxa, mantendo em risco setores estratégicos e reduzindo embarques para o mercado americano.
De acordo com Bruno Veloso, em contato com o JC, a mudança do governo norte-americano ocorre em um contexto de reindustrialização e de tentativa de controlar a inflação interna, agravada quando os Estados Unidos passaram a sobretaxar produtos que não conseguem produzir internamente.
“Recebemos com muito bom grado essa retirada para o setor agrícola. Mas mais da metade dos produtos brasileiros continua sobretaxada”, afirmou.
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Alívio para frutas e açúcar evita perdas e desemprego
A redução das tarifas beneficia diretamente a fruticultura do Vale do São Francisco, especialmente uva e manga – produtos perecíveis e com alto custo de produção, processamento e embalagem. Com a sobretaxa, esses itens corriam risco de perda, já que o mercado interno brasileiro não absorveria os volumes nem os preços praticados para exportação.
Durante o período em que as tarifas ainda estavam vigentes, produtores, exportadores e distribuidores dos Estados Unidos chegaram a dividir entre si o impacto financeiro para evitar que cargas deixassem de ser embarcadas.
“Foi um momento de apreensão, porque fruta não espera. Mas houve um acordo e, por sorte, países concorrentes tiveram quebra de safra, o que ajudou a absorver o preço lá fora”, disse Veloso.
A retirada da tarifa também dá fôlego às exportações de açúcar, importante item da balança comercial pernambucana. A expectativa da FIEPE é de manutenção do ritmo de embarques, sem redução de safra ou cortes de postos de trabalho.
“O que vai acontecer é um ajuste na margem de lucro das usinas, mas elas vão continuar exportando. Não veremos desemprego nesse caso”, avaliou.
Indústrias estratégicas seguem sob tarifa de 40%
O quadro é diferente para os setores industrializados do Estado. Permanecem na lista de sobretaxa as chapas de PET (usadas para a fabricação de garrafas ), o ferro fundido e o aço. Apenas essas duas indústrias de Pernambuco, sozinhas, respondem por um volume de exportação semelhante ao das cadeias de manga e uva juntas, mas seguem enfrentando barreiras de 40%.
“Esses setores caíram substancialmente nas exportações. E é muito difícil encontrar novos mercados para produtos tão específicos”, explicou Veloso.
Ele também citou o exemplo de peças industriais que são produzidas sob medida para a indústria americana.
“Se eu produzo uma tampa que só serve para uma garrafa feita nos Estados Unidos, eu não tenho como redirecionar isso para outro país. A fábrica teria que se reinventar”, exemplificou.
“Quando você tem uma sobretaxa de determinados materiais, determinados produtos, que são específicos para compor um produto industrializado americano, aquela empresa que está dimensionada para isso, ela não vai poder pegar o seu produto e mandar para outro campo, porque é algo muito específico”, afirmou, detalhando a dificuldade de garantir mercados alternativos dentro do contexto atual para os setores afetados da indústria.
Mobilização de Pernambuco e do setor produtivo
De acordo com com Bruno Veloso, desde o início da crise provocada pelo tarifaço, a FIEPE articulou reuniões com o Consulado dos Estados Unidos, com a governadora de Pernambuco Raquel Lyra, e também com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações (Apex), além de entidades como a Abrafrutas e a Confederação Nacional da Indústria (CNI).
Representantes de Pernambuco também participaram de uma comitiva que esteve no Palácio do Planalto e em visitas oficiais aos Estados Unidos para apresentar dados e defender a revisão das tarifas.
“O setor produtivo se mobilizou muito. Levamos informações para todos os níveis, aqui e lá fora. Mas sabemos que agora esse tema está muito restrito à Casa Branca e poucas pessoas estão tratando disso”, relatou Veloso.
Interesse americano definirá próximos passos, diz presidente da FIEPE
Para o presidente da FIEPE, os próximos movimentos dos Estados Unidos dependerão exclusivamente do impacto para o consumidor americano, e não de negociações diplomáticas mais amplas.
“O governo dos EUA está mexendo apenas naquilo que interessa diretamente a ele. A retirada das tarifas agrícolas é um avanço, mas ainda insuficiente para proteger a indústria pernambucana”, concluiu.
A entidade seguirá acompanhando o tema e pressionando por novas revisões, sobretudo para os setores industrializados que seguem com tarifa elevada e enfrentam redução de exportações.


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