Pré-campanha de Flávio Bolsonaro afirma ao TSE que senador é alvo de 20 mil perfis falsos

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Pré-campanha de Flávio Bolsonaro afirma ao TSE que senador é alvo de 20 mil perfis falsos


Pré-campanha presidencial pede ao TSE providências contra suposta rede de perfis falsos usada para disseminar desinformação nas redes


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Representantes da pré-campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se encontraram ontem com o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, para pedir providências contra uma articulação de perfis falsos contra o pré-candidato ao Palácio do Planalto.

O coordenador da pré-campanha, senador Rogério Marinho (PL-RN), e a advogada da equipe, Maria Cláudia Bucchianeri, ex-ministra do TSE, disseram ter levado a Nunes Marques um relatório com o detalhamento dos perfis criados para fazer os ataques. Eles entraram com uma representação especial na Corte.

Segundo os aliados de Flávio, cerca de 20 mil perfis inautênticos vêm fazendo ataques impulsionados com conteúdo “desqualificante”, por meio de pagamentos no Brasil e no exterior, o que é vedado pela legislação eleitoral. A pré-campanha quer a quebra de sigilo das pessoas por trás das contas.

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“Viemos pedir o auxílio da Justiça Eleitoral para que a investigação aconteça e possamos identificar quem são aqueles que estão financiando esse atentado à democracia. As pessoas têm o direito de buscar suas caras, e não buscar o anonimato para tentar desqualificar os adversários”, afirmou Marinho. O senador disse ter pedido ao TSE uma decisão liminar para haver uma “ampla investigação, a retirada dos perfis e a apuração de quem está por trás disso”.

Os bolsonaristas descrevem o seguinte padrão: contas em redes sociais da Meta são criadas (“com até 30, 50 seguidores”), pagam até R$ 200 mil em impulsionamento de conteúdo contra Flávio e são excluídas em seguida.

Os governadores de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), são outros alvos, dizem eles. Os ataques coordenados teriam começado em fevereiro, impulsionados por pagamentos em real, peso colombiano e dólar.

APAGADOS

“Eles nascem, impulsionam e, logo depois, desaparecem. Sinceramente, não tenho esperança de que algum deles estará ativo hoje. É muito possível que a grande maioria dos perfis que trouxemos aqui já tenha sido apagada”, disse Maria Cláudia.

A equipe de Flávio evitou atribuir os ataques a adversários, mas disse haver no conteúdo veiculado publicações positivas sobre o “atual governo”, segundo a advogada. A pré-campanha informou ainda não ter procurado a Meta, por avaliar ser preciso uma decisão judicial para ter acesso aos dados dos perfis.

Desde 2018, as eleições brasileiras vêm presenciando ataques coordenados contra campanhas políticas. Naquele ano, uma ação foi aberta contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) após reportagens do jornal Folha de S.Paulo apontarem suposto impulsionamento irregular em benefício do então candidato. Em 2022, as campanhas do PT e do PL recorreram ao TSE para derrubar conteúdo com desinformação e ataques a candidatos.






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