Praia teve movimento fraco na manhã do primeiro dia do ano, uma semana após agressão a turistas de Mato Grosso e denúncias de cobrança irregular
JC
Publicado em 01/01/2026 às 16:23
| Atualizado em 01/01/2026 às 16:24
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Com informações do repórter Waldson Balbino, da TV Jornal
A movimentação na praia de Porto de Galinhas, no município de Ipojuca, no litoral Sul de Pernambuco, foi tímida na manhã desta quarta-feira (1º), primeiro dia de 2026, uma semana após a confusão envolvendo barraqueiros da orla e um casal de turistas do Mato Grosso.
Por volta das 10h, era possível encontrar cadeiras vazias, guarda-sóis disponíveis e pouca adesão ao serviço das barracas. Um condutor de turistas que atua na região relatou que, na mesma data em 2025, o espaço estava significativamente mais cheio, com maior circulação de visitantes e uso intenso da estrutura comercial da praia.
A redução do fluxo reflete o receio de parte dos turistas após o episódio de agressão de barraqueiros ao casal de turista registrado no último dia 27 de dezembro. O caso se soma a denúncias recorrentes de cobranças abusivas, como consumação mínima e venda casada, práticas que vinham sendo alvo de reclamações de frequentadores.
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Mesmo com famílias presentes na praia, houve turistas que optaram por não utilizar as barracas e permanecer apenas na faixa de areia, levando seus próprios itens.
Após a repercussão da violência praticada na praia, a prefeitura de Ipojuca publicou um decreto que endurece as regras para o comércio na orla de Porto de Galinhas.
A norma proíbe a cobrança de consumação mínima, taxas indevidas e a prática de venda casada, além de prever punições às barracas que descumprirem as determinações e ampliar a fiscalização na praia.
Apesar da publicação do decreto, uma turista relatou à TV Jornal ter sido cobrada por consumação mínima mesmo após a entrada em vigor das novas regras. Em contrapartida, outro visitante informou que escolheu utilizar uma barraca e não teve qualquer exigência desse tipo, indicando aplicação irregular das normas no primeiro dia do ano.
Agressão em Porto de Galinhas
Um casal de turistas do Mato Grosso relatou ter sido agredido por cerca de 30 pessoas na praia de Porto de Galinhas após se recusar a pagar pela utilização de cadeiras e guarda-sol. Segundo as vítimas, o valor combinado inicialmente era de R$ 50, mas, no momento do pagamento, o garçom teria cobrado R$ 80, o que deu início à confusão.
De acordo com o relato, o casal precisou pedir ajuda às equipes de guarda-vidas civis que atuavam na praia. Para garantir a retirada das vítimas do local, os agentes as colocaram na caçamba da viatura, impedindo que os comerciantes se aproximassem.
Imagens gravadas por banhistas mostram o momento da retirada e indicam que os agressores também jogaram areia no rosto dos turistas durante a confusão.
Os barraqueiros se manifestaram posteriormente e negaram que o episódio tenha sido motivado por homofobia. Em publicação nas redes sociais, o grupo afirmou que não houve cobrança acima do valor combinado.
Nas imagens que circulam do caso, o garçom Erivaldo dos Santos, identificado como Dinho, afirma que também teria sido agredido por um dos turistas após a recusa em pagar os R$ 80, alegando que os preços do aluguel das cadeiras estavam informados no verso do cardápio da barraca.
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