Imagine seu ex entrando com um pedido de habeas corpus para voltar a morar na casa que no passado dividiu com você. Finalmente, CPMI vai sair do papel
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ERRANDO O ALVO
Em um desses eventos “instagramáveis” — cheios de firulas e com inúmeras possibilidades de recortes para as redes sociais — o presidente Lula da Silva (PT) anunciou um pacote de medidas estimado em R$ 30 bilhões para “socorrer” empresas afetadas pelo tarifaço do governo norte-americano.
NO ESCURO
“Pense! Não dá nem para início de conversa”, reclamou um empresário, apontando que o governo “anda tão perdido” que não faz a menor ideia — sequer — das taxas de juros que pretende cobrar.
MAIS MÉDICOS
O país pode até — e deve — questionar o Mais Médicos e seu viés ideológico, mas “cancelar” Mozart Sales por ter trazido o programa para o Brasil, já beira o ridículo.
‘TRABALHO FORÇADO’
O governo norte-americano — que não é exatamente exemplo de garantia de direitos trabalhistas — alegou que o programa Mais Médicos “explora trabalhadores médicos cubanos por meio de trabalho forçado”. Além do ex-vereador petista Alberto Kleiman, ex-assessores de Relações Internacionais do Ministério da Saúde também teve o visto revogado.
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ERA SÓ O QUE FALTAVA
Um caso considerado “inusitado” pelo ministro Paulo Dias de Moura, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), provocou gargalhadas no plenário da Corte. Um cidadão paranaense entrou com um pedido de habeas corpus para ter direito de morar com a ex-esposa. “Aqui [no STJ] a gente vê de tudo”, comentou o presidente do tribunal, ao arquivar o HC.
DEZ VEZES MENOS
De posse do Atlas da Violência, o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), rebateu as acusações feitas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que classificou Brasília como “um exemplo de capital violenta”. Segundo o chefe do Executivo, a capital do país é “a terceira com menor índice de violência entre todas as capitais do país”. O governo norte-americano enfiou a viola no saco e não voltou a se pronunciar sobre um assunto de que não tem a menor informação.
A CONTRAGOSTO
Até a deputada Érica Kokay (PT) discursou contra Trump e a favor de Ibaneis — com quem, aliás, a petista não se dá. O Planalto não gostou da defesa enfática de Érica às medidas de enfrentamento da violência tomadas pelos governador do Distrito Federal.
TROCA DE FARPAS
A sabatina da advogada Verônica Abdalla Sterman, indicada pelo presidente Lula para o Superior Tribunal Militar (STM), foi marcada por críticas, denúncia de fraude, mas a turma do “deixa disso” contemporizou, e a ex-advogada de petistas graúdos — como a ministra Gleisi Hoffmann, das Relações Institucionais — teve o nome aprovado.
MESTRANDA
Para o senador Carlos Portinho (PL-RJ) há uma “inconsistência” no currículo da futura ministra. “Ora ela diz que tem mestrado, ora que não concluiu o curso”. “Isso é o de menos”, minimizou o governista Renan Calheiros (MDB-AL).
SAINDO DO PAPEL
O senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) anunciou, para a próxima semana, a instalação da CPMI do INSS. Mas, diante da demora dos partidos em fazer as respectivas indicações para compor a comissão, já dá até para ligar pro o motoboy, pedindo dezenas de pizzas. [A minha pode ser de quatro queijos].
‘ILAÇÕES’ E ‘MASSACRE MIDIÁTICO’
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) negou que tivesse operado para impedir a posse do presidente Lula, dizendo que “sempre defendeu a democracia” e que tudo não passa de “ilações” e “ações descontextualizadas”. Em sua defesa no Supremo Tribunal Federal (STF), Bolsonaro alegou ser vítima de “um julgamento antecipado” e que vem sofrendo um “massacre midiático”.
PENSE NISSO!
Não é exagero acreditar que o governo desconhece o país que comanda. No Ministério da Fazenda, assessores próximos ao ministro Fernando Haddad reconhecem que o programa Brasil Soberano é tão cheio de “buracos” que em breve, será considerado inócuo. “O buraco é ainda maior do que aparenta”, comentou um empresário.
Ora, falar em comprar frutas produzidas em Petrolina (PE) para disponibilizá-las na merenda escolar é de uma falta de noção inimaginável.
Outra inconsistência gritante é que o pacote de medidas anunciado nesta quarta-feira (13) omite informação importante: a taxa de juros. “Não é possível antecipar [a taxa] porque nós vamos construir isso na reunião do Conselho Monetário com o Banco Central.
Dinheiro tem, mas o “emprestador” não sabe a taxa, nem quem vai pegar o empréstimo tem a menor noção de quanto estará devendo até o fim do exercício.
Pense nisso!

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