Policial militar réu por feminicídio de comerciante no Grande Recife é excluído da corporação

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Policial militar réu por feminicídio de comerciante no Grande Recife é excluído da corporação


O 3º sargento Leonardo Vieira Gomes, de 41 anos, acusado pelo feminicídio de uma comerciante no Grande Recife, foi excluído da Polícia Militar de Pernambuco. A decisão foi publicada na edição desta terça-feira (9) do Diário Oficial do Estado, quase um ano e três meses após o crime. 

A vítima foi Amanda Carolina Pacheco Pereira, 34, que também era estudante de gastronomia. Segundo as investigações, ela foi morta com um tiro na altura do pescoço no apartamento da madrinha, no bairro de Piedade, Jaboatão dos Guararapes, em 12 de abril de 2025. A vítima e Leonardo estariam juntos havia quatro meses.

Parentes contaram que a comerciante saiu com o namorado e amigos horas antes de ser morta. Durante a madrugada, o casal retornou ao apartamento e continuou bebendo. Já por volta das 7h, ao abrir a porta, a madrinha encontrou o corpo da mulher. Havia uma arma de fogo na mão direita da vítima.

Amanda Carolina Pacheco Pereira, de 34 anos, foi vítima de feminicídio. O acusado é o ex-PM Leonardo Vieira Gomes – ACERVO PESSOAL

FRAUDE PROCESSUAL NO FEMINICÍDIO

De acordo com portaria, assinada pelo secretário de Defesa Social, Alessandro Carvalho, a investigação da Corregedoria indicou que o militar não prestou socorro à vitima e “alterou dolosamente a cena do crime, posicionando sua pistola pessoal na mão da vítima com o intuito de simular um suicídio e induzir a erro os peritos e as autoridades da Polícia Civil”. 

O documento ainda apontou que essas atitudes configuram fraude processual e “clara violação ao dever de proteção à vida e à dignidade, sendo atitudes inaceitáveis para um agente garantidor da legalidade e revelando-se condutas gravíssimas e incompatíveis com a função policial militar”. 

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LIBERDADE NO DIA DO FLAGRANTE

No dia do crime, Leonardo chegou a ser preso em flagrante, mas a Justiça autorizou que ele fosse solto na audiência de custódia.

Na ocasião, o Ministério Público opinou pela liberdade após apontar que o acusado não tinha antecedentes criminais e pela até então dúvida se a morte da comerciante era um suicídio ou feminicídio. Com o oferecimento da denúncia, houve novo pedido de prisão. 

Além de feminicídio, Leonardo também responde criminalmente por fraude processual. Ainda não há data para julgamento. 



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