Lançamento de programa bilionário a poucos meses das urnas e do fim do mandato constitui mais uma mostra de mania política brasileira
JC
Publicado em 14/05/2026 às 0:00
Notícia
É o fato ou acontecimento de interesse jornalístico. Pode ser uma informação nova ou recente. Também
diz respeito a uma novidade de uma situação já conhecida.
Artigo
Texto predominantemente opinativo. Expressa a visão do autor, mas não necessariamente a opinião do
jornal. Pode ser escrito por jornalistas ou especialistas de áreas diversas.
Investigativa
Reportagem que traz à tona fatos ou episódios desconhecidos, com forte teor de denúncia. Exige
técnicas e recursos específicos.
Content Commerce
Conteúdo editorial que oferece ao leitor ambiente de compras.
Análise
É a interpretação da notícia, levando em consideração informações que vão além dos fatos narrados.
Faz uso de dados, traz desdobramentos e projeções de cenário, assim como contextos passados.
Editorial
Texto analítico que traduz a posição oficial do veículo em relação aos fatos abordados.
Patrocinada
É a matéria institucional, que aborda assunto de interesse da empresa que patrocina a reportagem.
Checagem de fatos
Conteúdo que faz a verificação da veracidade e da autencidade de uma informação ou fato divulgado.
Contexto
É a matéria que traz subsídios, dados históricos e informações relevantes para ajudar a entender um
fato ou notícia.
Especial
Reportagem de fôlego, que aborda, de forma aprofundada, vários aspectos e desdobramentos de um
determinado assunto. Traz dados, estatísticas, contexto histórico, além de histórias de personagens
que são afetados ou têm relação direta com o tema abordado.
Entrevista
Abordagem sobre determinado assunto, em que o tema é apresentado em formato de perguntas e
respostas. Outra forma de publicar a entrevista é por meio de tópicos, com a resposta do
entrevistado reproduzida entre aspas.
Crítica
Texto com análise detalhada e de caráter opinativo a respeito de produtos, serviços e produções
artísticas, nas mais diversas áreas, como literatura, música, cinema e artes visuais.
Clique aqui e escute a matéria
Uma das preocupações mais fortes do povo brasileiro demanda soluções urgentes e viáveis faz muito tempo, e não surgiu agora. Portanto, poderia ter sido objeto de um programa como o anunciado, dias atrás, desde o primeiro mandato do presidente Lula, há mais de duas décadas. Pode-se imaginar até que o crescimento do crime organizado no país, com tentáculos em diversos estados e contaminação de ambientes institucionais, talvez tivesse sido evitado, caso a atenção devida ao problema não demorasse tanto – e não se sabe se o foco é verdadeiro, neste instante, ou apenas deriva da necessidade imposta pela agenda eleitoral, com o presidente Lula mirando o seu quarto mandato.
Até porque uma das manias mais fortes da política nacional é anunciar programas e projetos de maneira grandiloquente, armando solenidades festivas como se a promessa já representasse o resultado alcançado. Infelizmente, a história demonstra que as boas ou calculadas intenções, não raro, empacam na partida ou no meio do caminho, por falta de planejamento, de dinheiro ou de vontade política para dar continuidade ao que foi anunciado com pompa e circunstância. Quando não atrasam tanto e são tão mal executadas que suscitam processos nos órgãos de controle por suspeitas de desvio ou péssimo uso dos recursos públicos.
O programa de segurança voltado ao combate ao crime organizado no Brasil, anunciado pelo presidente Lula com entusiasmo, parece mais do mesmo na história recente do país. Não é por acaso que sobre a novidade que se apresenta em velhas roupagens, sobram mais desconfianças do que otimismo. Para o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o que é proposto vem de pauta antiga de reivindicações dos especialistas no setor, como articulação institucional entre os entes federativos e o combate à lavagem de dinheiro efetuada pelas organizações do crime, com a participação de empresas e até de gestores públicos.
Os quatro eixos apontados para a aplicação de R$ 11 bilhões, condicionados à capacidade de endividamento dos estados, são: asfixia financeira das organizações criminosas; fortalecimento da segurança no sistema prisional; qualificação da investigação e do esclarecimento de homicídios; combate ao tráfico de armas. Temas, repita-se, repetidos à exaustão na área de segurança pública. Restaria saber por que nada disso foi feito nos governos petistas no Planalto, incluindo os de Lula e Dilma Rousseff – e qual seria a motivação para o caráter emergencial da proposta, a praticamente quatro meses das eleições. Se nem se dispõe de tempo para o plano ser posto em prática, as intenções expressas nele servem de cacife eleitoral do governo em fim de mandato, a título de postulação de renovação nas urnas.
Uma das mais interessantes promessas é a segurança máxima para mais de uma centena de presídios estaduais. O que poderia constar do programa de governo do candidato à reeleição, foi antecipado à agenda do presidente em curso. O programa anunciado pode não surtir efeito sem o esperado Sistema Único de Segurança Pública, e da integração nacional do combate ao crime, sabidamente necessária para impedir o domínio territorial ainda maior dos bandidos em muitas cidades brasileiras.

/catracalivre.com.br/wp-content/uploads/2026/05/magnific-diamante-amarelo-bruto-de-2975857400.jpg?w=300&resize=300,300&ssl=1)



/catracalivre.com.br/wp-content/uploads/2026/05/magnific-cabelo-volumoso-com-frizz-2975750044.jpg?w=300&resize=300,300&ssl=1)







/catracalivre.com.br/wp-content/uploads/2026/05/magnific-diamante-amarelo-bruto-de-2975857400.jpg?w=150&resize=150,150&ssl=1)



/catracalivre.com.br/wp-content/uploads/2026/05/magnific-cabelo-volumoso-com-frizz-2975750044.jpg?w=150&resize=150,150&ssl=1)