Entranhada na administração pública e na relação do Estado com a sociedade, a corrupção atrasa o desenvolvimento e enfraquece a economia
Publicado em 13/02/2025 às 0:00
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O crime organizado dos ladrões da República segue firme e forte no Brasil. Apesar dos discursos que prometem intolerância com os protagonistas de assaltos aos cofres públicos, e transparência para inibir a ação predatória de quem exerce o poder sobre os recursos que deveriam ser destinados a fins públicos, os corruptos continuam exercendo seu papel essencial na permanência das desigualdades no país. Se o problema é cultural e histórico, caberia aos atuais ocupantes dos Três Poderes a responsabilidade de, ao menos, buscar formas de reduzir a impunidade e os prejuízos à população. Pelo que se pode acompanhar, infelizmente, não é o que acontece – e assim como a subnotificação de doenças contagiosas, o tamanho da corrupção no Brasil é muito maior do que supomos em dado momento.
De acordo com o Índice de Percepção da Corrupção (IPC) da Transparência Internacional, os brasileiros se encontram no mesmo nível que a Turquia, a Tailândia, o Nepal e outros países, na 107ª posição no ranking 2024 do levantamento realizado pela organização. Trata-se da pior posição do Brasil desde 2012, quando o ranking foi iniciado. Ou seja, sem o registro do período do mensalão, ou de períodos anteriores, estamos em patamar pior do que durante o petrolão, quando se imaginava que a exposição dos esquemas a partir da Petrobras poderia significar um amadurecimento ético nas relações entre o público e o privado. Pura ilusão. Tudo pode estar não apenas como antes, mas ainda mais acintosamente corrompido.
Entre os fatores que colaboram para a avaliação negativa no IPC, está a retirada da corrupção da agenda do governo federal, com a menção direta à manutenção de um ministro do governo Lula no cargo, mesmo com a investigação em curso sobre sua conduta. No caso, o ministro das Comunicações, Juscelino Filho, indiciado pela Polícia Federal e preservado pelo presidente da República na função – há dois anos, como se não importassem os indícios levantados pela Polícia Federal do próprio governo. O desinteresse do Planalto pelo tema recorda momentos nada edificantes do PT no poder, seja na esfera federal, seja em outros níveis de gestão.
Além da queda para a omissão que facilita e pode dar oportunidade aos corruptos, o Brasil se alinha a países totalitários, como a Turquia, em regimes para os quais os valores democráticos – como ética e transparência no trato com a coisa pública – não fazem diferença. Desse modo, é importante deixar claro o risco da tentação autoritária, num país que deixa livre a entrada para os ladrões, e que possui na Justiça um empecilho, e não aliada, contra a impunidade.
O pronunciamento oficial do governo brasileiro, através do ministro da CGU, Vinicius Marques de Carvalho, preferiu desqualificar o trabalho da Transparência Internacional, ao invés de abraçar a autocrítica e mostrar o que está sendo feito contra a corrupção. A fala infeliz do ministro afronta uma pesquisa global, ao mesmo tempo em que reforça a impressão de indiferença do governo Lula sobre a questão.
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