Com salto na captação de recursos, modernização de Suape e o avanço de obras como o Arco Metropolitano, Estado busca desenvolvimento sustentável
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No Fórum Regional “Ações, Atualizações e Oportunidades para Pernambuco”, promovido pelo Lide Pernambuco, nesta segunda-feira (13), o Governo do Estado apresentou ao empresariado local suas ações de reestruturação da carteira de projetos e apostas econômicas para desenvolvimento no médio e longo prazo. Sob a coordenação de um escritório de projetos que reúne 241 profissionais, Pernambuco elevou a média histórica de seus investimentos estruturantes para R$ 12 bilhões nos últimos três anos e sete meses.
Esse esforço reflete um planejamento voltado para a estruturação de projetos numa cadeia que se alinha à demanda de mercado. “O estado joga o ‘jogo do infinito’, pensando no longo prazo a partir de eixos de infraestrutura, desenvolvimento humano e sustentabilidade”, afirmou a secretária de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco, Danielle Jar Souto.
Os reflexos dessa postura aparecem nos indicadores econômicos de 2026. Com mais de R$ 41 bilhões captados em investimentos privados e simplificação para abertura de empresas, o Estado ocupa a oitava posição no ranking nacional de competitividade. Em abril, a produção industrial pernambucana cresceu 19,7% (11 vezes a média nacional) e ajudou a consolidar um saldo de 197 mil novos empregos com carteira assinada. A expectativa é que o PIB estadual atinja R$ 340 bilhões até o fim do ano, com renda per capita chegando a R$ R$ 35.500.
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A responsabilidade fiscal permitiu que o governo aplicasse mais de R$ 2 bilhões na educação. Na saúde, todos os seis grandes hospitais passam por reformas, incluindo uma intervenção de R$ 65 milhões no Hospital da Restauração. No saneamento, um aporte recente de R$ 500 milhões viabilizou o início de obras em adutoras no interior, segundo a secretária de Projetos Estratégicos, Simone Nunes.
“Saímos de uma média histórica que não alcançava R$ 7 bilhões para expressivos R$ 12 bilhões em investimentos estruturantes em pouco mais de três anos. Isso é fruto de planejamento técnico rígido, responsabilidade fiscal e, acima de tudo, capacidade de tirar grandes obras do papel”, afirma. Ainda segundo Simone, Pernambuco totaliza atualmente cerca de R$ 26 bilhões em recursos garantidos e em execução de projetos.
No campo da energia limpa, o Estado se projeta como polo de descarbonização. Entre as prioridades estão a criação de uma linha de transmissão de leste a oeste e o mapeamento do potencial logístico para combustíveis verdes como etanol e metanol.
Suape e o impacto logístico do Arco Metropolitano
O Porto de Suape registrou crescimento de 20% em sua movimentação no primeiro semestre de 2026, impulsionado pela Refinaria Abreu e Lima, que projeta dobrar sua capacidade para 260 mil barris diários até 2028. Para acompanhar esse ritmo, o canal externo do porto foi homologado com 20 metros de calado e o canal interno foi aprofundado com investimento de R$ 248 milhões. A relevância do complexo atraiu o novo terminal da APM Terminals — um projeto de R$ 2 bilhões que será o primeiro 100% eletrificado da América Latina, ampliando a capacidade de contêineres na região em 55%.
“Não estamos falando apenas de movimentar cargas, mas de liderar a vanguarda ambiental global. Ao ingressar na seleta rota dos corredores verdes e atrair investimentos pesados para a produção de hidrogênio verde e metanol, Suape se consolida como o grande porto da descarbonização da indústria naval na América do Sul”, explica o diretor-presidente do Complexo Industrial Portuário de Suape, Armando Monteiro Bisneto.
O Estado estrutura ainda a governança unificada para viabilizar a Zona de Processamento de Exportação (ZPE) em Suape e aprovou, junto à Antaq, um teste de pirólise para transformar biomassa e resíduos plásticos em energia limpa.
Para integrar toda essa cadeia produtiva e aliviar o tráfego urbano, o estado destacou que é executa um plano de recuperação de estradas com meta de entregar 3.600 km de rodovias recuperadas até o fim do ano. A grande estrela desse planejamento é o Arco Metropolitano. Orçada em R$ 632 milhões, a rodovia foi projetada para ligar diretamente a BR-232 à BR-101.












