O Alto Comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Turk, expressou sua preocupação com a violência desencadeada nos países europeus
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O Alto Comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Turk, expressou nesta terça-feira (20) sua preocupação com a violência desencadeada em decorrência dos protestos em massa que estão ocorrendo atualmente na Albânia, Bélgica, França, Itália e Portugal, embora tenha exortado tanto os governos quanto os manifestantes a reduzirem as tensões.
Os protestos em massa realizados nesses cinco países “suscitam preocupação em matéria de direitos humanos”, alertou ele em um comunicado no qual destaca “as denúncias de uso desnecessário e excessivo da força contra os manifestantes, inclusive crianças”.
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O diplomata austríaco lembrou que “as pessoas têm o direito de se manifestar pacificamente e de ter sua voz ouvida” e que os Estados têm o dever de “facilitar o exercício desses direitos” , bem como de “garantir que qualquer resposta das forças de segurança seja lícita, necessária e proporcional”.
Turk instou as autoridades a investigarem “de forma rápida, eficaz e independente, com prestação de contas e recursos efetivos para as vítimas” as denúncias apresentadas sobre o uso “ilícito” da força.
Apesar disso, ele reconheceu “algumas medidas já adotadas pelas autoridades para investigar os incidentes e amenizar as tensões” e instou os governos a apostarem no diálogo com os manifestantes, como a “melhor e única maneira de avançar”.
Nesse sentido, ele precisou que o diálogo deve ser “significativo, inclusivo e construtivo” e deve ter como objetivo “abordar as preocupações legítimas e fundamentais em matéria de direitos humanos relacionadas à educação, aos serviços públicos, à moradia, ao aumento do custo de vida e à desigualdade”.
No entanto, Turk fez questão de condenar “todos os atos de violência” e instou “todas as partes envolvidas a reduzirem as tensões e evitarem novos atos de violência”.
“Lamento as ações daqueles que se aproveitam dos protestos para cometer atos de violência e vandalismo contra bens públicos e privados. Eles devem responder individualmente por seus atos”, afirmou, referindo-se aos distúrbios registrados nesses países, que incluem a queima de prédios públicos e a pilhagem de lojas.














