Convenção estadual confirma apoio a Romeu Zema e Carlos Sant’Anna, defende impeachment de Alexandre de Moraes e intensifica críticas ao PSB
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A agenda política de Pernambuco ganhou mais um capítulo na noite da última terça-feira (21) com a realização da convenção estadual do Partido Novo. O encontro, que ocorreu na Madalena, na Zona Oeste do Recife, reuniu filiados, lideranças e apoiadores para oficializar as candidaturas da legenda às eleições de 2026, além de consolidar as estratégias que irão conduzir a sigla na disputa eleitoral deste ano.
Durante o evento, lideranças do Partido Novo defenderam a pré-candidatura do ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) à Presidência da República, além do advogado Carlos Sant’Anna, também do Novo, para a disputa ao Senado por Pernambuco.
Nos discursos, os integrantes da legenda também fizeram críticas a João Campos (PSB). O presidente estadual do partido, Técio Teles, afirma que a chapa do Novo é a que pensa em Pernambuco e não poupou palavras ao falar pré-candidato a governador, ressaltando que o lado dele era composto por atraso e corrupção.
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“Chapa completa de gente competente e decente, todo mundo anti João Campos, anti PT, anti PSB. Vamos também trabalhar para reeleger a governadora Raquel Lyra, entendendo que de um lado você tem o atraso, a corrupção, do outro lado você tem uma governadora trabalhadora e decente. Divergência ideológica a gente senta, conversa e segue em frente. O que a gente tem que pensar nesse momento agora é em Pernambuco. E é isso que a gente vai fazer”, pontuou.
O dirigente da legenda também afirmou que o pré-candidato do PSD ao Senado na chapa da governadora Raquel Lyra, Túlio Gadelha, que defende a reeleição do presidente Lula (PT), não contará com o apoio do Novo.
O Judiciário também não escapou das reprovações: defendem o impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e criticam decisões da Corte, reforçando o discurso adotado nacionalmente pelo partido em defesa do que sugerem ser os limites à atuação do Supremo.

Carlos Sant’Anna, candidato ao Senado Federal em Pernambuco pelo partido Novo – Mariana de Sousa/JC
Segundo Sant’anna, existe uma perseguição política contra representantes da direita no Brasil, além de julgamentos que considera arbitrários, motivados por divergências ideológicas em relação à esquerda. Ele também afirma que esse ‘protagonismo’ do Judiciário só existe porque não existe uma representação no Senado que defensa a sociedade.
“Só existe porque o Senado não exerce o seu papel, porque os senadores de Pernambuco não criticam a atuação dos ministros do Supremo Tribunal Federal. E isso só vai acontecer na hora que o Senado conseguir exercer o seu papel de equilíbrio dos poderes, conseguir tocar para frente o julgamento de processo de impeachment no Supremo Tribunal Federal e conseguir anistiar os perseguidos e injustiçados do 8 de janeiro. Isso deve ser corrigido pelo Senado da República”, discursa o candidato.
Raquel Lyra e a aliança com o Novo
Presente na convenção, a vice-governadora de Pernambuco Priscila Krause (PSD), reforça a aliança com o partido, ressaltando que a chapa traz grandes nomes comprometidos com o estado e a sociedade pernambucana.
“O Novo é um partido que vem se estruturando no Recife, em Pernambuco e no Brasil, e conta com dois vereadores na Câmara do Recife, que vem formando a sua chapa de pré-candidatos de deputados estaduais, deputados federais, com opções apresentando de senador, apresentando opções de pessoas comprometidas, com história, com bandeiras que dialogam com os anseios da sociedade pernambucana”, diz.
Ao comentar o cenário político atual, Krause também destacou que a aproximação entre o PSD e o Novo foi construída a partir das mesmas ideias de princípios e de uma visão comum para o desenvolvimento de Pernambuco.
Segundo a vice-chefe do Estado, a decisão da legenda de integrar o projeto político demonstra confiança no modelo de gestão adotado no estado e no compromisso de ampliar políticas públicas voltadas à população.
“Pernambuco vive um momento histórico de desenvolvimento, um momento de cuidado com as pessoas, o nosso estado volta a ser um lugar de oportunidades. E o Novo faz a opção por caminhar com esse projeto, um projeto que tem pessoas que respeitam o dinheiro público, que fazem com uma administração aberta com as pessoas e para essas pessoas”, destaca.
Críticas ao atual cenário político de Pernambuco
Ainda sobre a aliança, o vereador do Recife e candidato a deputado federal Eduardo Moura (Novo) saiu em defesa da governadora Raquel Lyra (PSD) e relembrou as dificuldades enfrentadas por ela desde o período eleitoral até os primeiros anos de gestão.
O vereador afirmou que a governadora foi alvo de críticas constantes e precisou lidar com desafios pessoais e administrativos, atribuindo ao governo atual a responsabilidade de reorganizar a máquina pública após assumir o Executivo estadual.

Convenção estadual do Partido Novo reúne lideranças e aliados em Pernambuco – Mariana de Sousa/JC
“Perdeu o marido no dia da votação, e nem isso respeitaram. Ela não teve direito de ter luto. Todo mundo falou que ela não ia aguentar. Todo mundo falou que ela não ia aguentar. Porque não é fácil não. Ela aguentou. Raquel aguentou. Dois anos só de porrada para limpar a sujeira do PSB, para limpar a roubalheira, os cargos comissionados. Só levando porrada. Para só agora começarem a entregar”, diz.
Projetando um cenário para as eleições de 2026, Moura também pediu apoio aos nomes da chapa majoritária. Ele afirmou que pretende fortalecer a base tanto na Câmara dos Deputados quanto na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), fazendo críticas à atuação da atual composição da Casa em relação ao governo estadual.
“Raquel governadora, Priscila vice, eu vou ser deputado federal, e aquela Assembleia Legislativa que dificultou Raquel Lyra e Priscila, a gente vai botar para torar, viu? Pernambuco vai ser bom de novo”, enfatizou.
O deputado estadual Renato Antunes (Novo), candidato à reeleição, fez críticas à gestão da Prefeitura do Recife e ao principal adversário do grupo político nas eleições estaduais. Segundo ele, a população estaria insatisfeita com o modelo de administração adotado na capital nos últimos anos e busca uma alternativa para o futuro de Pernambuco.
“Ninguém aceita mais política de maquiagem. Ninguém aceita mais política de palanque. Ninguém aceita mais política de cortes, como tem acontecido no Recife nos últimos 8 anos. Porque eu conheço o candidato que abandonou Recife, que está derretendo nas pesquisas”, comenta.
Ao reforçar o apoio às candidatas do PSD, destacou que, apesar das diferenças ideológicas entre o Novo e os partidos que integram a chapa majoritária, o apoio à governadora foi construído em torno de um objetivo comum: o desenvolvimento de Pernambuco.
“Nós temos divergências em algumas pautas, mas o que nos une é o que nos diverge, é o amor por Pernambuco. E todos que cada um que tem amor por Pernambuco escolhe Raquel Lyra, por tudo que fez em Pernambuco”, esclarece.
Renato Antunes ainda pediu apoio às candidaturas proporcionais do partido e defendeu a formação de uma bancada forte no Congresso Nacional, frisando que o fortalecimento da representação pernambucana será importante para ampliar o desenvolvimento do estado.
“Nós temos gente aqui competente e bem, que vai para a urna, que coloca à disposição para dizer: queremos mudar o Brasil, mas para mudar o Brasil vamos começar por Pernambuco. Se vamos trabalhar, porque no Brasil, Recife que cresce, Pernambuco que cresce, vamos fazer uma grande bancada federal”, finaliza.












