Polícia Civil cumpre mandados na manhã desta terça-feira (19). Servidores, suspeitos de corrupção, foram afastados e vão usar tornozeleira eletrônica
Raphael Guerra
Publicado em 19/08/2025 às 9:08
| Atualizado em 19/08/2025 às 14:19
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Um novo escândalo envolvendo o sistema prisional de Pernambuco vem à tona. Operação da Polícia Civil, na manhã desta terça-feira (19), cumpriu mandados de busca e apreensão contra gestores da Penitenciária Dr. Edvaldo Gomes, localizada em Petrolina, no Sertão. Os alvos foram afastados das funções públicas, por determinação judicial, e vão usar tornozeleiras eletrônicas.
A operação, chamada de Publicanos, é comandada pela Delegacia de Crimes Contra a Ordem Tributária e pelo Grupo de Operações Especiais (GOE). Equipes foram à penitenciária e fizeram apreensões. Detentos também foram alvos da operação, segundo informações extraoficiais.
De acordo com a Polícia Civil, a investigação foi iniciada em maio de 2024, com o objetivo de identificar e desarticular uma organização criminosa voltada à prática de corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e introdução de aparelho telefônico de comunicação móvel em presídio.
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Os nomes dos investigados e cargos ocupados por eles estão sendo mantidos em sigilo.

Penitenciária de Petrolina, no Sertão de Pernambuco – SERES/ARQUIVO
Ao todo, foram cumpridos 16 mandados de busca e apreensão, afastamento de funções e bloqueio judicial de ativos financeiros, todos expedidos pelo Juízo da Primeira Vara Criminal da Comarca de Petrolina. Várias armas de fogo foram apreendidas nas residências de suspeitos.
A operação, com mais de 100 policiais, ainda contou com apoio da Polícia Civil da Bahia.
Em nota à imprensa, nesta tarde, a Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (SEAP) declarou apenas que “não compactua com quaisquer atos ilícitos dentro do sistema prisional de Pernambuco”. E disse que “segue à disposição e colaborando com todas as investigações policiais”.
CORRUPÇÃO NO PRESÍDIO DE IGARASSU
A penitenciária de Petrolina não é a primeira a ser alvo de operação em 2025. O Presídio de Igarassu, o mais superlotado e precário do Estado, entrou na mira da Polícia Federal em duas operações realizadas em fevereiro e abril para combater o forte esquema de corrupção.
Na primeira fase, o ex-diretor Charles Belarmino de Queiroz e sete policiais penais foram presos preventivamente. Outros dois servidores, incluindo uma dentista, também foram alvos.
Já na segunda fase, o ex-secretário-executivo de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap) André de Araújo Albuquerque foi preso após a Polícia Federal encontrar imagens que mostram ele recebendo dinheiro e guardando em uma sacola na sala da diretoria do presídio. Para os investigadores, a quantia se tratava de propina.
A investigação apontou que os ex-gestores e policiais penais recebiam dinheiro e até comida para liberar a entrada de drogas, celulares, bebidas alcoólicas e garotas de programa na unidade prisional. Festas também eram autorizadas, segundo diálogos de WhatsApp analisados por peritos federais.
O inquérito policial destacou que o esquema de corrupção ocorreu pelo menos entre os anos de 2018 e 2024, quando Charles estava à frente da direção do presídio. Ele e André foram exonerados dos cargos no final do ano passado, em meio ao avanço das investigações.





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