No Recife, presidente de Portugal exalta a democracia: ‘faz parte acertar, errar e corrigir’

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No Recife, presidente de Portugal exalta a democracia: ‘faz parte acertar, errar e corrigir’


Em evento na UFPE nesta segunda-feira (17), Marcelo Rebelo de Sousa enfatizou que “a melhor das ditaduras não é comparável com a pior das democracias”


Publicado em 17/02/2025 às 18:59
| Atualizado em 17/02/2025 às 19:04



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O presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, participou de evento na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), nesta segunda-feira (17), onde recebeu o título de Doutor Honoris Causa da instituição pernambucana, em cerimônia que contou com a presença da governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSDB). Rebelo de Sousa cumpre agendas no Brasil até a próxima quarta-feira (19), incluindo um encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Após a cerimônia, atendendo a imprensa, Rebelo de Sousa refletiu sobre sua trajetória na política e exaltou a importância da democracia, citando a participação na Revolução dos Cravos, de 1975, que marcou o fim da ditadura salazarista e restabeleceu a democracia em Portugal. 

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“Uma parte mais significativa da minha vida nos últimos 50 anos foi uma vida vivida na construção da democracia, da liberdade, do estado de direito e de um estado de direito social também. Social, econômico e cultural. […] Foi a Revolução que marcou a minha geração, que justificou a minha candidatura à Constituinte. Foi a Revolução, a democracia e a liberdade que justificaram a votação da Constituição”, afirmou.

Ainda recordando sua trajetória a partir da Revolução dos Cravos e as participações nas discussões sobre a Constituição portuguesa, como ministro de Estado, líder de oposição e presidente de Portugal, Rebelo de Sousa reafirmou sua defesa da democracia, enfatizando que a democracia tem o “mérito que a ditadura não tem”, por poder ser corrigida. 

“A democracia tem esse mérito que a ditadura não tem: a democracia é corrigível, faz parte da lógica da democracia acertar, errar e poder corrigir. A ditadura, por definição, nunca reconhece que erra e, portanto, nunca corrige”, enfatizou.

“Isso é uma riqueza única e quem viveu em ditadura e viveu em democracia sabe que a melhor das ditaduras não é comparável com a pior das democracias”, complementou.

Encontro com Lula

Após a agenda no Recife, Rebelo de Sousa e a comitiva portuguesa seguem para Brasília, onde terá encontro com o presidente Lula e chefes de outros poderes, além da realização da 14ª Cimeira Brasil-Portugal, onde Lula receberá o primeiro-ministro de Portugal, Luís Montenegro, onde irão discutir temas como defesa, segurança, justiça, ciência, comércio, saúde, meio ambiente e cultura.

Rebelo de Sousa destacou “grande expectativa” pelo encontro com Lula, enfatizando que será um “salto muito grande” nas relações entre Brasil e Portugal.

“É uma grande expectativa a dois títulos. O primeiro título, porque os temas vamos tratar internos e internacionais, são o que há de mais urgente, mais preocupante, mais instante, neste momento no mundo. Em segundo lugar, porque a cimeira que vai haver entre o Presidente Lula e o Primeiro Ministro de Portugal, Luís Montenegro, vai ser uma cimeira única com 15 ministros de um lado e 11 do outro, que significa um salto em frente muito grande das relações entre os países”, disse.





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