No Recife, Lula reforça campanha de João Campos sem fazer críticas a Raquel Lyra

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No Recife, Lula reforça campanha de João Campos sem fazer críticas a Raquel Lyra


A ausência de críticas ocorre em um contexto no qual Raquel não tem tomado partido na disputa presidencial

Por

JC


Publicado em 25/09/2026 às 16:45
| Atualizado em 25/09/2026 às 17:06


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Em sua primeira passagem por Pernambuco durante as eleições de 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reforçou, nesta sexta-feira (25), a aliança e o apoio à candidatura de João Campos (PSB) ao Governo do Estado. No Recife, Lula participou de um ato ao lado do socialista, mas não fez críticas à governadora Raquel Lyra (PSD), que disputa a reeleição.

A ausência de críticas a Raquel ocorre em um contexto de relação institucional entre a governadora e o governo federal. Raquel não tem tomado partido na disputa presidencial e também não tem feito ataques ao governo Lula, além de publicar interações nas redes sociais do presidente, defendendo propostas dele, como o fim das bets no país.

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O cenário também ocorre em meio à disputa pelo eleitorado de esquerda em Pernambuco. Segundo pesquisa Quaest divulgada nesta semana, Raquel Lyra registra 28% das intenções de voto entre eleitores de esquerda. João Campos aparece com 57%.

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Lula no Recife


Severino Soares/JC IMAGEM

Lula no Recife em ato com João Campos – Severino Soares/JC IMAGEM

Sob chuva, apoiadores participaram da concentração antes da caminhada. Lula deixou o Novotel em um carro e seguiu pelo percurso ao lado de João Campos, dos candidatos ao Senado Humberto Costa (PT) e Marília Arraes (PDT), além de candidatos a deputado, lideranças e militantes da Frente Popular. O ato terminou no Marco Zero, onde foi realizado um comício em um trio elétrico.

Durante o discurso, João Campos destacou ações dos governos Lula e defendeu a retomada de grandes projetos em parceria entre Pernambuco e a União. “A gente está pronto para fazer um novo ciclo. A gente está pronto para fazer Pernambuco voltar a liderar o Nordeste”, afirmou.

Lula, por sua vez, citou obras e políticas federais com impacto em Pernambuco e na região, como a Transposição do São Francisco, a expansão das universidades e dos institutos federais, o Minha Casa, Minha Vida e a Farmácia Popular. Também lembrou a visita que fez à comunidade de Brasília Teimosa, no Recife, no início do primeiro mandato presidencial.

Ao pedir votos para João, Lula afirmou: “Vocês não podem votar em alguém que não esteja alinhado comigo e com João”. Em outro momento, disse: “Quem gosta da educação, vota no Lula e no João. Quem gosta de saúde, vota no Lula e vota no João”.

O presidente também fez críticas ao senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) e o relacionou a Daniel Vorcaro, personagem central do caso Master. “A gente não pode permitir voltar, votar na família Bolsonaro é votar no Vorcaro”, afirmou. Na sequência, declarou: “Votar no Bolsonaro é votar na quadrilha que assaltou a Previdência Social”.

Evitando confrontos


Junior Souza/JC Imagem

Caminhada de Lula no Recife – Junior Souza/JC Imagem

A estratégia de evitar confronto com a governadora havia sido antecipada pela CNN. Segundo reportagem de Tainá Falcão publicada na quinta-feira (24), o presidente do PT, Edinho Silva, teria conversado com Raquel antes da passagem de Lula por Pernambuco.

De acordo com a publicação, as conversas buscavam evitar que os atos do presidente agravassem disputas locais e preservassem o diálogo com lideranças que mantêm relação com o Planalto.

A presença de Lula no Recife era aguardada pela campanha de João Campos, que via na agenda uma oportunidade de reforçar a associação entre os dois. Nos bastidores, aliados do candidato também interpretaram a vinda do presidente como uma derrota para o ex-ministro Rui Costa, apontado como aliado de Raquel e defensor de um palanque duplo de Lula em Pernambuco.

Ao longo do dia, apoiadores de Raquel estiveram no entorno do ato. Túlio Gadêlha, candidato ao Senado na chapa de Raquel, também participou da caminhada e levou apoiadores. Aliados de João afirmaram que a presença de apoiadores da governadora seria uma estratégia para gerar confusão entre os eleitores sobre o apoio de Lula a João.

Ao final do discurso, Lula se despediu afirmando: “Até a vitória minha e de João”.

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