No Recife, cerca de 30 mil educandos são certificados em jornada de alfabetização

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No Recife, cerca de 30 mil educandos são certificados em jornada de alfabetização


Os formandos são do EJA Nordeste, voltado às áreas de assentamento, e das turmas do projeto Mãos Solidárias, implementadas em comunidades periféricas



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Cerca de 30 mil educandos e educandas serão simbolicamente certificados, neste sábado (28), durante ato no Ginásio de Esportes Geraldo Magalhães, o Geraldão, no Recife.

A cerimônia, marcada para as 14h, celebra a conclusão da Jornada de Alfabetização iniciada no primeiro semestre de 2025, contemplando duas frentes: o EJA Nordeste, voltado às áreas de assentamento, e as turmas do projeto Mãos Solidárias, implementadas em comunidades periféricas de todo o país.

Ao longo do processo, foram formadas milhares de turmas em diferentes estados, com foco na alfabetização e na promoção da continuidade dos estudos. A expectativa é que a iniciativa contribua para ampliar o acesso à educação básica entre jovens e adultos historicamente excluídos desse direito.

“O trabalho busca fomentar, ainda no processo de alfabetização, a importância do conhecimento, de forma que as pessoas não parem quando aprendem a escrever o próprio nome ou a ler e escrever, mas que isso as desafie a continuar estudando. Também atuamos para pressionar o poder público a garantir condições para que essas pessoas sigam na trajetória escolar”, afirmou Rubneuza Leandro, integrante da coordenação do setor de Educação do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), em conversa com a coluna Enem e Educação.

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Esse processo também impacta a qualificação das organizações. Segundo Rubneuza, o Mãos Solidárias, por exemplo, não se limita à distribuição de alimentos. O projeto promove a organização dos sujeitos envolvidos, aliando alfabetização, formação e o debate sobre questões próprias das comunidades e a superação de seus desafios.

“É um processo de qualificar as ações que já vêm sendo realizadas, dando mais estrutura às periferias e aos sujeitos envolvidos. Isso qualifica tanto as equipes que preparam a comida quanto aqueles que se alimentam a partir dessas cozinhas solidárias”, disse.

As iniciativas integram o Pacto de Superação do Analfabetismo e Qualificação de Jovens e Adultos, coordenado pelo Ministério da Educação (MEC), em articulação com o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), o Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera), o MST e o Projeto Mãos Solidárias.

Certificação e lançamento

De acordo com a organização do evento, embora o ato reúna cerca de 7 mil participantes presencialmente, a certificação representa o conjunto dos aproximadamente 30 mil educandos e educandas envolvidos nas ações nos nove estados do Nordeste (Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia) e em dois do Sudeste (São Paulo e Minas Gerais).

A formatura contará com a participação da secretária de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi), Zara Figueiredo; do coordenador nacional do MST, João Pedro Stedile; de Clarice dos Santos, da coordenação nacional do Pronera; e de José Ubiratan, diretor de Desenvolvimento do Incra.

Durante o evento neste sábado, também será lançado o Cadastro da Educação de Jovens e Adultos (CadEJA), ferramenta do governo federal que apoiará o levantamento da demanda por turmas da EJA e a implementação de novos referenciais para a política tanto no campo quanto nas cidades.

A plataforma deve simplificar o processo de matrícula para pessoas com 15 anos ou mais interessadas em concluir os estudos.

O sistema contará ainda com um painel voltado a gestores públicos, permitindo a visualização georreferenciada da oferta e um acompanhamento mais qualificado da demanda, contribuindo para a organização das matrículas e a ampliação do acesso à educação.

 






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