POLITICA
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Até o final da noite da sexta, sete lideranças, representando as diversas correntes partidárias, se inscreveram para disputar a presidencia estadual
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O PT de Pernambuco se encaminha para a eleição interna do dia 06 de julho, quando serão formados uma nova executiva e um novo diretório estadual, com uma profusão de candidatos jamais vista. Até o final da noite da última sexta-feira sete lideranças, representando as diversas correntes partidárias, se inscreveram para disputar a presidência estadual, entre elas o deputado federal Carlos Veras, que havia dito que não seria candidato se não fosse de consenso enquanto sua própria tendência, a CNB, que é majoritária na legenda e tem como principal expoente no estado o senador Humberto Costa, inscreveu dois nomes além do dele: o atual secretário-geral do partido, Sérgio Goiana e a prefeita de Serra Talhada, Márcia Conrado.
– “Fui convencido pelas lideranças que me apoiam a me inscrever mesmo assim. Temos o propósito de trabalhar para conseguir um consenso até julho, mas se não for possível a eleição é em dois turnos e ele virá de todo jeito, ou no primeiro ou no segundo turnos”- afirmou. Os demais candidatos, além dos três da CNB, são o ex-deputado federal Fernando Ferro; o ex-presidente da CUT Messias Melo, apoiado pela senadora Teresa Leitão; o vereador do Recife, Osmar Ricardo e a militante do PT/Recife, Maria dos Prazeres.
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Carlos Veras, que ocupa atualmente a 1.a secretaria da Câmara dos Deputados e se duvidava de sua candidatura sob o pretexto de que ele não teria tempo de cuidar das atividades em Brasília e no estado, diz que se eleito nada vai impedir sua dedicação ao PT em Pernambuco: “como 1.o secretário da Câmara cuido da administração mas fico impedido de presidir ou participar de comissões, participo do colégio de líderes e eventualmente posso assumir o comando de sessões de forma que terei tempo disponível.
Além disso penso em um consenso progressivo no PT pois precisamos de todas as forças partidárias para reorganizar a legenda para o pós-Lula. Temos consciência que só vamos ter Lula candidato em 2026. Depois ele continuará sendo um grande líder mas disputaremos sem sua imagem na urna. Para estes novos tempos a nossa união será fundamental e vou lutar por isso”.
Teresa e a bandeira branca
Um empecilho para a unidade poderia ser a senadora Teresa Leitão que se distanciou do grupo do senador Humberto Costa no Recife, apoiando o atual presidente Cirilo Mota – o candidato de Humberto é o ex-vereador Jairo Brito – e que apoia para presidente estadual Messias Melo mas ela já se adiantou que está disposta a sentar à mesa, como afirmou a este blog, mesmo com a CNB tendo apresentado três candidaturas. Carlos Veras cita todos os demais candidatos e diz que é próximo de todos. “Meu primeiro voto para federal foi em Fernando Ferro, trabalhei junto com Messias na CUT e devo a ele muito do que aprendi sobre o movimento sindical, com Osmar Ricardo estivemos juntos também na área sindical, Sérgio Goiana é um grande companheiro, um amigo, Márcia é da área onde mais atuo, que é o sertão e Prazeres luta conosco no partido”.
PT plural
Ele fala em um PT “plural e democrático”. E diz que a legenda viverá até 06 de julho “um debate saudável”. Defende que haja “uma sacudida no partido com o resgate de nossa militância que precisa ser chamada para participar ativamente deste momento”. Entende que o fato das duas principais correntes políticas do estado (a governadora Raquel Lyra e o prefeito João Campos) estarem buscando uma aliança com a legenda é sinal “da importância que o nosso partido tem, o que aumenta a nossa responsabilidade em busca da união de todas as nossas forças’.
Pergunta que não quer calar
O PT de Pernambuco vai conseguir se entender depois de ficar tão dividido?












