Imagens fazem parte da Coleção Waldemar Valente e serão expostas na nova exposição de longa duração do equipamento, no segundo semestre deste ano
Laís Nascimento
Publicado em 01/04/2026 às 14:06
| Atualizado em 01/04/2026 às 14:18
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Dezenas de desenhos da década de 1950 revelam ritos e tradições de terreiros de candomblé de Pernambuco. No traçado, o culto nagô é revelado pelas vestimentas e pelos movimentos de pessoas majoritariamente negras exaltando a fé e a cultura no Recife.
As imagens, que fazem parte da Coleção Waldemar Valente, serão expostas na nova exposição de longa duração do Museu do Homem do Nordeste (Muhne), no segundo semestre deste ano.
Atualmente, o acervo está em processo de catalogação pelo Centro de Documentação e de Estudos da História Brasileira Rodrigo Melo Franco de Andrade (Cehibra) da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj).
Os itens são de artistas integrantes do Ateliê Coletivo do Recife. Fundado em 1952, o grupo surgiu como fruto da Sociedade de Arte Moderna do Recife (SAMR), criado quatro anos antes.
Sob o comando do artista plástico pernambucano Abelardo da Hora, que dirigiu o ateliê durante cinco anos, vários artistas passaram pelo coletivo. Entre os nomes cujas obras serão expostas na nova exposição do Muhne estão Celina Lima, Beatriz Calábria, Célida Peregrino e Adão Pinheiro, que registraram em desenhos e gravuras rituais do candomblé.
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Veja algumas das obras:



Nova exposição
Na nova exposição, serão selecionados ainda manuscritos e fotografias relacionados às pesquisas sobre religiões afro-brasileiras feitas por Waldemar Valente.
Além da reforma física do espaço expositivo e da apresentação de nova curadoria e projeto expográfico, o equipamento vai exibir obras inéditas do acervo da Fundaj.
Segundo o coordenador-geral do Museu do Homem do Nordeste, Moacir dos Anjos, as imagens foram localizadas durante a pesquisa para a elaboração da nova exposição. Esta será a primeira vez que esses desenhos serão apresentados ao público em uma exposição.
“Essa é uma produção que teve origem no convite feito pelo antropólogo Waldemar Valente para que esses artistas o acompanhasse nas visitas que fazia aos terreiros de candomblé no Recife e registrassem os rituais para os orixás praticados na cidade naquela época”, explica Moacir dos Anjos.
O antropólogo visitou terreiros na Região Metropolitana do Recife no processo de elaboração do seu livro “Sincretismo religioso afro-brasileiro”, publicado em 1955, e a artista Beatriz Calábria ilustrou a primeira edição da obra com alguns de seus desenhos.
O novo conjunto de desenhos fará parte de uma ampliação das representações de tradições e religiões de matriz africana e indígena no Muhne, que incluirá, além de peças e imagens relacionadas ao candomblé, artefatos associados à jurema sagrada e outros aos rituais do Toré.
Anunciada no ano passado, a reforma do Museu do Homem do Nordeste vai expandir a exposição de longa duração, que ocupará o térreo e o primeiro andar do edifício, no bairro de Casa Forte.
“Revigorar o caráter brasileiro”
Criado e dirigido pelo escultor Abelardo da Hora, entre 1952 e 1957, o Ateliê Coletivo foi um dos mais importantes movimentos artísticos de Pernambuco e tinha o objetivo de romper com o sistema acadêmico implantado pela Escola de Belas Artes local.
Além de Abelardo, o grupo era formado por artistas como Hélio Feijó, Ladjane Bandeira, Gilvan Samico, Ionaldo, Wilton de Souza, Ivan Carneiro, Wellington Virgolino e Reynaldo Fonseca.
Segundo seu diretor, o Ateliê Coletivo tinha como objetivo central “valorizar a arte e revigorar o caráter brasileiro de nossa criação artística”.
As modalidades artísticas praticadas pelo grupo eram diversas, incluindo desenho com modelo vivo, pintura, escultura e gravura – principalmente linoleogravura.
A gravura era inspirada nos Clubes de Gravura, como o de Porto Alegre, dirigido por Carlos Scliar, e na cultura popular nordestina, com temas sociais e políticos. O Ateliê Coletivo também foi influenciado pelo muralismo mexicano, que marca a obra de Abelardo da Hora.
Sobre o Museu do Homem do Nordeste

PATRIMÔNIO O Canavial, criado em 1961 por Francisco Brennand, decora a fachada do Museu do Homem do Nordeste – Malu Didier/Divulgação
Fundado em 1979, pelo sociólogo Gilberto Freyre, o Museu do Homem do Nordeste (Muhne) é um museu federal vinculado à Fundaj e ao Ministério da Educação e nasceu da junção de três extintos museus: Museu de Antropologia, Museu de Arte Popular e Museu do Açúcar.
Abrigando cerca de 16 mil peças, que retratam heranças culturais de povos indígenas, do colonizador europeu e do africano escravizado na formação do Nordeste brasileiro, tem um acervo que inclui:
- Materiais de construção utilizados nos séculos XVIII e XIX e presentes nos mocambos do século XX;
- Ex-votos católicos;
- Objetos de cultos afro-negros;
- Bonecas de pano e brinquedos populares;
- Cerâmica regional de Vitalino, Nhô Caboclo, Zé Rodrigues, Porfírio Faustino e de outros notáveis e artistas anônimos;
- Tecnologias do trabalho no açúcar;
- Objetos que registram as desigualdades de vida em casas grandes e senzalas.


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