Mortalidade diminui

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Mortalidade diminui



Menor índice de mortalidade infantil em mais de três décadas é apontado pelo Unicef como um importante avanço no país da desigualdade

Por

JC


Publicado em 20/03/2026 às 0:00

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Antes mesmo do nascimento, o cuidado necessário com a vida que está chegando é essencial para garantir as melhores condições para os primeiros dias e meses de um bebê no mundo. Sem a atenção devida no período pré-natal, no entanto, torna-se maior a chance de quem nasce passar pouco tempo na experiência do corpo que acaba de surgir. A prematuridade, anomalias congênitas e complicações no parto foram as principais causas de morte em idade neonatal no Brasil, em 2024 – todas essas condições podem ser bem tratadas com a observação da agenda pré-natal.
E vêm sendo. No ano referido, segundo o Fundo das Nações Unidas para a Infância – Unicef – o país apresentou o menor índice de mortalidade neonatal, nos primeiros 28 dias de vida, e de mortalidade de crianças com idade abaixo de cinco anos, na comparação com os últimos 34 anos. Ao longo desse intervalo de pouco mais de três décadas, a taxa de mortalidade neonatal caiu de 25 para 7 mortes a cada mil nascidos vivos, e a mortalidade de crianças de até cinco anos saiu de 63 para 14, para cada mil nascidos vivos. Assim, os brasileiros já vivem num lugar em que as metas de desenvolvimento sustentável da ONU para 2030, nos dois indicadores, já foram atingidas.
Mesmo que não configure um fenômeno nacional isolado, pois é reconhecida a tendência global na redução da mortalidade infantil, a implementação de políticas públicas voltadas para a gestação e a primeira infância tem feito a diferença para termos, também aqui, bons resultados em prol da saúde das mães, dos bebês, crianças e adolescentes. Apesar dos fossos de desigualdade que perduram, a população brasileira pode comemorar os frutos dos investimentos na área.
Mas é preciso seguir cobrando, sobretudo a responsabilidade compartilhada entre a família, a escola e os gestores públicos, por exemplo, no que diz respeito à cobertura vacinal. O sarampo ainda mata mais crianças de até 5 anos de idade do que poderia matar, se as vacinas fossem aplicadas dentro dos calendários especificados. O acompanhamento da alimentação nessa faixa etária é igualmente importante, a fim de evitar a desnutrição ou a falta de nutrientes que abrem a porta para doenças oportunistas. O papel crucial do ambiente escolar, neste sentido, colabora para que uma merenda adequada faça parte dos fatores de redução de risco da mortalidade infantil.
Para o Unicef, é preciso continuar investindo em sistemas de atenção primária à saúde para evitar a morte entre crianças. No Brasil e no mundo, o desafio continua sendo a priorização da vida de todos, diante de quadros de pobreza e miséria que, na maioria dos casos, são definidores dos destinos de mães esquecidas pela sociedade e pelos governos, e de seus filhos e filhas que levam, desde o ventre das mães, a chaga da desatenção que pode abreviar cruelmente o tempo da vida.



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