MIS exibe ‘O Estrangeiro’, adaptação de François Ozon do romance de Albert Camus

Facebook
Twitter
LinkedIn
Pinterest
Pocket
WhatsApp
MIS exibe ‘O Estrangeiro’, adaptação de François Ozon do romance de Albert Camus


Na terça-feira (13), às 19h, o Museu da Imagem e do Som, o MIS, exibe o filme “O Estrangeiro”, de François Ozon, adaptação do romance homônimo de Albert Camus, publicado em 1942. A sessão gratuita integra o Ciclo de Cinema e Psicanálise, parceria entre a Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo e o MIS, com apoio da Folha.

O debate, após a exibição, reúne o psicanalista e escritor Daniel Delouya e o escritor e tradutor Raphael Araújo, pesquisador da obra de Camus. A mediação é da psicanalista Luciana Saddi.

Na trama, Benjamin Voisin interpreta Meursault, francês que leva uma vida apática na Argélia colonial. Indiferente à morte da mãe e às relações afetivas, ele vê sua vida mudar após um episódio numa praia.

O clássico da literatura é marcado pela reflexão sobre o absurdo da existência humana e os limites da moralidade.

Ozon, que filmou em preto e branco, afirma que a opção estética buscava recriar a atmosfera da Argélia colonial e preservar a estranheza e a dimensão filosófica do romance.

“Aquele mundo do livro é um mundo perdido. Nós o redescobrimos, viajamos ao passado. E, pelo fato de ser um livro filosófico, eu tinha a sensação de que as cores nos perturbariam, afastando-nos da pureza, da abstração e do pensamento de Camus. Sem cores, seria mais fácil criar a atmosfera, o peso, o sol. E a estranheza também. Acho que em preto e branco, entramos no mundo do colonialismo”, disse à Folha.

A adaptação também atualiza o olhar sobre a obra ao dar maior visibilidade aos argelinos, quase anônimos no livro, sem abrir mão da ambiguidade que caracteriza o protagonista.

O escritor Raphael Araújo é autor de “A Estrela Invisível: Albert Camus e o Mito de Nêmesis“, publicado pela editora 7Letras, em 2025.

A partir de manuscritos inéditos e cadernos de Camus, a obra examina a figura de Nêmesis, deusa grega associada à justiça e à punição dos excessos, e a busca do escritor franco-argelino, Nobel de Literatura em 1957, por uma medida justa capaz de se opor aos abusos dos regimes totalitários e das ideologias extremistas.

O encontro acontece no auditório do MIS, na avenida Europa, 158, no Jardim Europa. Os ingressos, gratuitos, podem ser retirados na bilheteria do museu, com uma hora de antecedência.





Source link

Facebook
Twitter
LinkedIn
Pinterest
Pocket
WhatsApp

Nunca perca uma notícia importante

Ultimas notícias

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *