Ex-prefeito de Petrolina e presidente do União Brasil-PE, afirma que cenário ainda é indefinido, defende cautela e cobra debate programático no país
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O presidente do União Brasil em Pernambuco e ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, evitou antecipar qual será a posição em relação ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em Pernambuco, nas eleições de 2026, e afirmou que a definição dependerá do posicionamento da federação partidária formada por União Brasil e PP.
Segundo ele, o momento ainda é de construção política e não há espaço para decisões imediatas. O União Brasil oficializou apoio à reeleição de Raquel Lyra (PSD) na disputa pelo Governo do Estado, com o nome de Miguel lançado para o Senado.
“A federação passou oito meses para ser oficializada. A gente não vai ter, nas primeiras 12 horas, todas as definições”, disse.
Decisão dependerá de articulação nacional
Miguel destacou o peso político da federação e defendeu cautela antes de qualquer definição sobre alianças nacionais. De acordo com ele, o grupo reúne ampla representatividade em todo o país.
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“Você não tem uma frente partidária com mais de 100 deputados federais, oito senadores, oito governadores e mil prefeitos e acha que vai ser por um grupo de WhatsApp que vai se tomar uma decisão”, afirmou.
A declaração indica que o posicionamento em relação a Lula deve passar por negociação ampla entre as lideranças da federação, com impacto direto nos palanques estaduais.
Expectativa é de ampliação da base em Pernambuco
No cenário local, Miguel Coelho afirmou que a tendência é de crescimento da base de apoio da governadora Raquel Lyra após a consolidação das alianças.
“Passado esse momento, tudo vai se acalmar e a gente vai conseguir ampliar a frente política de apoio à governadora”, disse.
Ele também mencionou que a articulação envolve não apenas a disputa pelo Governo do Estado, mas também a formação das chapas para o Senado, vice-governador e Câmara Federal.
Críticas ao cenário nacional e defesa de reformas
Ao comentar o contexto político do país, Miguel defendeu que o Brasil avance em pautas estruturais e deixe de lado disputas ideológicas.
Entre os pontos citados, ele mencionou a necessidade de um Estado “mais enxuto e mais igual”, revisão de privilégios e maior equilíbrio entre os poderes
O ex-prefeito também criticou a repetição de problemas históricos no país.
“A gente continua falando dos mesmos problemas: tráfico de drogas, desemprego, falta de hospital, de crédito e de escola. Ninguém aguenta mais isso”, afirmou.
Debate deve priorizar resultados
Para Miguel Coelho, o cenário eleitoral de 2026 deve ser pautado por propostas concretas e capacidade de entrega por parte das lideranças políticas.
“A gente precisa de lideranças que cobrem resultado e que pensem em quem mais sofre, que é o povo brasileiro”, disse.
A fala sinaliza que, além da disputa por alianças, o debate nacional tende a ser influenciado por críticas ao modelo atual e pela cobrança por maior eficiência das políticas públicas.

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