Mestre Biloco, fundador da ciranda mais antiga em atividade de Pernambuco, morre aos 83 anos

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Mestre Biloco, fundador da ciranda mais antiga em atividade de Pernambuco, morre aos 83 anos


Severino Luiz de França liderava a Ciranda dos Cangaceiros há cinco décadas e era o último mestre a preservar a tradição do folguedo Aruenda no Estado

Por

JC


Publicado em 11/04/2026 às 14:59



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O músico e mestre de cultura popular Severino Luiz de França, conhecido como Mestre Biloco, faleceu na manhã deste sábado (11), aos 83 anos, em sua residência no município de Goiana, Mata Norte de Pernambuco. A causa da morte não foi divulgada oficialmente, e as informações sobre o velório e o sepultamento ainda serão confirmadas pela família.

Biloco era uma das figuras centrais do patrimônio imaterial da região, atuando como maestro, instrumentista e regente de diferentes manifestações culturais. Ele fundou, em 1971, a Ciranda dos Cangaceiros, atualmente o grupo de ciranda em atividade mais antigo de Pernambuco.

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Tradição da Aruenda

A atuação de Mestre Biloco era caracterizada pela preservação de elementos técnicos raros na cultura popular contemporânea. Segundo o Inventário Nacional de Referências Culturais do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Biloco era o último mestre a utilizar o apito para coordenar o início da ciranda, uma prática das origens do gênero.

Além da ciranda, Biloco exercia um papel único na preservação da Aruenda em Pernambuco. O folguedo, com raízes nos séculos XVI e XVIII, era mantido vivo exclusivamente por meio do grupo Aroeira da Saudade, sob a liderança do mestre, que se tornou o último elo ativo dessa tradição no Estado.

Além do resgate do folguedo histórico, Mestre Biloco atuava como líder da Ciranda dos Cangaceiros, mestre de baque solto no grupo Leão do Fortaleza e na regência de orquestras de frevo e bandas marciais.

Trajetória e formação musical

Nascido no Sertão e radicado em Goiana desde os quatro meses de idade, Severino Luiz de França foi um músico autodidata. Iniciou a construção de instrumentos rústicos ainda na infância e especializou-se no trombone de pisto.

Em sua residência, Biloco fundou a Banda Musical Independente Senhor Bom Jesus dos Passos, onde formou gerações de músicos para as bandas marciais da Mata Norte.

Apesar de décadas de atuação, o primeiro registro profissional da obra de Mestre Biloco ocorreu apenas em 2024, com o lançamento de um álbum contendo 13 faixas autorais. O projeto, idealizado pelo selo Matinada Records, visava documentar o estilo singular de suas composições antes que a tradição oral se perdesse.






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