A escolha tardia de Lula expôs o Planalto e fortaleceu Alcolumbre, que agora controla o ritmo e o preço da aprovação do indicado ao STF.
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A escolha de Lula por Jorge Messias para o STF revela mais do que um erro de cálculo político. O presidente confundiu timing e convicção, decidiu comprar um guarda-chuva precisamente quando o temporal já desabava sobre sua cabeça.
A analogia parece absurda mas encaixa. Quando se compra um guarda-chuva no meio da chuva, ele custa mais caro. E Lula esperou o temporal começar para perguntar ao vendedor o preço, que imediatamente subiu. O petista escolheu o momento mais caro possível para fazer uma indicação que, se era inescapável desde o início, deveria ter sido tratada como fato consumado assim que a cadeira ficou vaga.
Ao adiar várias vezes o anúncio e alimentar expectativas, o governo criou pressões, abriu frentes e perdeu poder de barganha com um Senado do qual o Planalto já é dependente demais.
Momento errado
O problema não é o nome de Jorge Messias, mas o momento em que Lula decidiu anunciá-lo. Ao deixar a escolha para o auge das pressões, o presidente abriu espaço para disputas que poderiam ter sido evitadas.
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Movimentos sociais cobraram a indicação de uma mulher. Movimentos negros exigiram representatividade. Partidos aliados pressionaram por alternativas. O PT fez gestos públicos que ampliaram a leitura de indecisão.
E Davi Alcolumbre (União), que tinha preferência por Rodrigo Pacheco (PSD), aproveitou a hesitação do governo para aumentar seu preço político.
Pressões acumuladas
Ao alimentar expectativas por semanas, Lula permitiu que cada grupo construísse sua própria narrativa sobre quem deveria ser o escolhido.
No dia da Consciência Negra, anunciar um homem branco acentuou o desgaste. O gesto transformou insatisfação em crítica pública.
O desgaste não veio apenas do simbolismo da data, mas da percepção de que o governo prometeu possibilidades que nunca teve intenção real de cumprir.
Preço elevado
Quando Lula finalmente anunciou Messias, Alcolumbre reagiu imediatamente. Colocou em pauta um projeto que pode elevar gastos em mais de R$ 20 bilhões, sinalizando que a relação com o governo tem custo alto quando Brasília percebe fraqueza.
Senadores passaram a questionar a aprovação do nome do futuro ministro. Partidos aliados avisaram que o governo terá dificuldade para formar maioria em outras votações. A articulação do Planalto vai ter que correr atrás do prejuízo numa corrida em que o próprio Planalto determina o momento da largada. Chega a aparentar ingenuidade.
Fragilidade exposta
O risco de derrota na sabatina existe e não pode ser subestimado. Hoje, o governo teria cerca de trinta votos. Precisa de quarenta e um no plenário.
Quem poderia entregar os votos faltantes é justamente Alcolumbre. Só que agora o preço subiu. Cada concessão adicional do governo terá impacto direto no orçamento da União e nas prioridades legislativas. No fim da lista do prejuízo quem paga a conta? O pagador de impostos. Sempre sobra pra ele.
Custo institucional
O governo terá de ceder mais para aprovar Messias. E, ao ceder mais, enfraquece sua capacidade de negociar outras pautas. O custo institucional é maior do que o custo político. Indicar no momento errado impõe ao país uma conta que não deveria existir.
O governo precisava apenas assumir rapidamente a escolha que sempre pretendeu fazer. Ao demorar, criou ruído, elevou a pressão e entregou munição para adversários e aliados. Agora, resta ao Planalto tentar evitar que a chuva avance.
Quem deixa pra comprar guarda-chuva no meio do temporal paga mais caro e ainda assim termina molhado. Porque tudo que é feito de improviso, sem planejamento tende a ser menos efetivo.



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