As mudanças nos tiram da zona de conforto e de segurança mas são necessárias para sairmos da estagnação e evoluirmos alcançando outros degraus
JC
Publicado em 12/04/2026 às 0:00
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“Zaqueu, desce depressa, que Eu hoje devo ficar em tua casa” – Jesus (Lucas, 19:5)
Profundas reflexões poderemos fazer a respeito deste convite extraordinário de Jesus a Zaqueu e a cada um de nós. É preciso “descer”, colocar-nos perto de Jesus. Se ficarmos no nosso pedestal, poderemos até ver Jesus, mas à distância, e apenas com os olhos, não com o coração.
Zaqueu desceu rapidamente e recebeu Jesus com alegria. Uma alegria convertida em compromisso – (“Senhor, vou dar aos pobres metade dos meus bens e, se causei qualquer prejuízo a alguém, restituirei quatro vezes mais”). Não basta acolher o amor de Jesus, é necessário que este amor maior seja para servir aos outros. Só a humildade nos coloca no caminho de Jesus; do contrário, Ele passa e nós ficamos em cima do sicômoro.
Zaqueu e Jesus, um encontro marcado com profundas mudanças. Aqui vemos uma conversão seguida de transformação. Porque são muitos os que se convertem, mas poucos os que se transformam. As mudanças são pessoais e intransferíveis. Precisamos estar comprometidos, porém, ainda temos muita dificuldade em mudar nossa forma de pensar e de agir. Todos nós, em maior ou menor grau, temos muita resistência a isso.
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Na verdade, as mudanças nos tiram da zona de conforto e de segurança e, por isso, consideramo-las um tanto incômodas, entretanto são necessárias para sairmos da estagnação e evoluirmos, alcançando outros degraus.
Na verdade, as mudanças nos tiram da zona de conforto e de segurança e, por isso, consideramo-las um tanto incômodas. Entretanto, são necessárias para sairmos da estagnação e evoluirmos, alcançando outros degraus.
Como é urgente a realização diária da “reforma íntima”, do autoconhecimento, do autodescobrimento! Esperamos uma mudança do mundo, mas o mundo também espera de nós. O fato é que desejamos mudar os outros porque é mais fácil olhar ao nosso redor. Medimos os outros com nossa régua. Mais difícil é olhar para dentro e ver o que precisamos mudar em nossas vidas para que possamos estar em paz em nosso coração. Até podemos tentar mudar os outros com palavras, mas o exemplo é sempre a melhor referência em quase tudo. Cada um reforma aquilo que percebe e que lhe é possível em cada momento.
O espírito André Luiz, (“Taça de Luz” – psicografia de Chico Xavier) diz que muitos dormem, mas poucos despertam. Isso significa que cada indivíduo, encarnado ou não, tem um nível de consciência espiritual e grau de evolução moral muito particular. E não se trata de sono físico, mas sim de um estado de torpor espiritual, onde a maioria das pessoas vive focada apenas nos prazeres e conquistas materiais, esquecendo-se da verdadeira natureza do espírito e da imortalidade da alma.
A Doutrina Espírita nos informa que muitos desencarnam e, por terem sido apegados à matéria, permanecem em um estado de inconsciência ou confusão no plano espiritual, “dormindo” por dias, meses ou até anos antes de perceberem a sua nova realidade.
O despertar ocorre quando o espírito “acorda” para a realidade da sua missão na Terra. E como a Terra é uma escola, muitos são chamados e poucos são os escolhidos, porque raros se dedicam à cooperação e ao aproveitamento real do aprendizado.
Zaqueu foi chamado para este despertamento para as grandes mudanças em sua vida. Aceitou sair da inércia moral, assumir a responsabilidade pela própria evolução e viver com os olhos voltados para a Luz.
Assim como Zaqueu, também precisamos romper a nossa zona de conforto e nos colocar em movimento. Somos convidados a descer de nossas figueiras, do orgulho, do egoísmo, do isolamento, da indiferença, para que possamos realizar o alinhamento moral, a reconciliação do ser consigo mesmo e com a lei divina.
É importante percebermos que no nosso corpo há dois centros muito importantes: o cérebro e o coração. Compreender com o cérebro, muitos de nós já compreendemos porque somos racionais. Compreender com o coração ainda está um pouco longe de nosso alcance porque somos vagarosos de coração.
Que o “hoje” de Zaqueu estenda até nós e que o Mestre Jesus bata à porta e seja hóspede em nosso coração, em nossa vida.
E para descobrirmos quem somos, bastam apenas boa vontade e humildade. Muitos são os caminhos e as fontes para quem já faz essa busca. Sem conhecimento de nós mesmos não há reforma íntima, sem diagnóstico preciso e correto, não há cura. A cura não será milagrosa, da noite para o dia, porque poderão acontecer recaídas inevitáveis.
E o que fazer?
Recomeçar. Recomeçar. RECOMEÇAR!
Maria José Morais é palestrante espírita e escritora. Está vinculada à Fraternidade Espírita Peixotinho (Recife). É colaboradora do programa “Pelos Caminhos de Jesus”, do canal da Ediluz Livros Espíritas. Morais_mariajose@hotmail.com

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