Em São Paulo, as ex-ministras Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede) vão concorrer ao Senado. França queria lançar a candidatura ao Bandeirantes
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Depois de muitos impasses nas negociações com aliados, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva conseguiu resolver as pendências para a definição de seu palanque no principal colégio eleitoral do País. Em São Paulo, o ex-ministro do Empreendedorismo Márcio França (PSB) será vice na chapa de Fernando Haddad ao Palácio dos Bandeirantes. O Estadão antecipou que esta era a formação da chapa preferida por Lula.
Em Minas Gerais, Estado que tem o segundo maior eleitorado, Lula ainda tentará convencer a ex-prefeita de Contagem Marília Campos (PT) a assumir a candidatura ao governo. Até hoje, Marília resiste à pressão do PT.
Em São Paulo, as ex-ministras Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede) vão concorrer ao Senado. França queria lançar a candidatura ao Bandeirantes, sob o argumento de que, com a desistência de Paulo Serra (PSDB) e Kim Kataguiri (Missão) de disputar o governo paulista, a centro-esquerda precisava de mais um nome para forçar um segundo turno entre Haddad e o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), considerado favorito.
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Até mesmo o vice-presidente Geraldo Alckmin, porém, entrou em campo para convencê-lo a fazer dobradinha com Haddad. Antes da escolha de França, o ex-ministro da Fazenda tinha tentado compor a chapa com uma mulher na vice, de preferência mais ligada ao espectro político de centro. Não conseguiu.
O nome de Simone foi cogitado para a vaga, mas a avaliação interna é a de que ela tem muitas chances de voltar ao Senado e não deveria arriscar uma eleição praticamente certa por algo duvidoso, uma vez que Tarcísio ocupa o primeiro lugar em todas as pesquisas para o Bandeirantes. O mesmo diagnóstico foi feito em relação à Marina, ex-titular do Meio Ambiente.
PT está em encruzilhada em Minas
Em Minas, o PT está numa encruzilhada. Diante da desistência do senador Rodrigo Pacheco (PSD) em disputar o Palácio Tiradentes e das dificuldades em montar o palanque de Lula no segundo maior colégio eleitoral do País, Marília tem sido pressionada por seu próprio partido a entrar no páreo. Mas ela não quer aceitar a missão.
A ex-prefeita de Contagem chegou a chamar a decisão do PT de lançar candidato próprio ao governo de Minas como um “equívoco estratégico”. Bem avaliada nas pesquisas, ela diz ter renunciado à prefeitura de Contagem para concorrer ao Senado e afirma que essa é sua “única disponibilidade”.
A história mostra que, desde a redemocratização, o presidente eleito sempre venceu em Minas. Lula, por enquanto, está sem palanque definido no Estado. Hoje no PDT, o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil apoiou o PT em 2022, mas rompeu com o partido e não quer aliança com Lula. O outro nome considerado é o do empresário Josué Alencar, ex-presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), que se filiou ao PSB.
Lula passou a quarta-feira, 24, em reunião com aliados, no Palácio da Alvorada, acompanhado pelo presidente do PT, Edinho Silva, que coordena sua campanha à reeleição. A decisão mais difícil do dia foi a saída de Jaques Wagner da liderança do governo no Senado. Wagner foi atingido na nona fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que investiga um esquema de fraudes ligadas ao Banco Master.
No gerenciamento da crise, o ministro da Secretaria de Comunicação Social (Secom), Sidônio Palmeira, combinou com Wagner a divulgação da saída dele bem perto do horário do jogo do Brasil contra a Escócia. A estratégia fez com que o impacto da informação ruim para o Planalto fosse “diluído” no noticiário da Copa do Mundo.














