O complexo está situado a apenas 20 quilômetros do Complexo Industrial Portuário de Suape e do Aeroporto Internacional, com acessos pela BR-101
JC
Publicado em 20/07/2026 às 13:41
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No rastro do maior crescimento logístico registrado no Nordeste nos últimos cinco anos, a multinacional Maersk consolidou as operações de seu centro de distribuição no Cabo de Santo Agostinho, na Região Metropolitana do Recife. Com uma área total de aproximadamente 12 mil metros quadrados, a estrutura foi projetada para absorver a forte expansão do comércio regional e atender a setores dinâmicos como o varejo, automotivo, tecnologia e bens de consumo.
O investimento acompanha um momento de forte aceleração do setor portuário e aquaviário na região. Segundo dados oficiais compilados pelo Ministério dos Portos e Aeroportos, com base no Estatístico Aquaviário da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), o Nordeste movimentou 329,7 milhões de toneladas de cargas por mares e rios em 2025. O grande motor desse avanço foi a operação de contêineres, que alcançou 21,2 milhões de toneladas — um crescimento de 9% em relação ao ano anterior, o patamar mais alto da metade da década.
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Diante desse cenário, a localização do armazém da Maersk tornou-se um diferencial estratégico. O complexo está situado a apenas 20 quilômetros do Complexo Industrial Portuário de Suape e do Aeroporto Internacional do Recife, com acesso direto a rodovias federais como a BR-101, que interligam os estados nordestinos. A unidade já opera a pleno vapor, prestando serviços de armazenagem e movimentação para os segmentos de bebidas premium e peças de reposição (spare parts), além de oferecer o modelo de cross-docking para acelerar o escoamento das mercadorias.
Para sustentar o fluxo intenso, a infraestrutura dispõe de 36 docas com capacidade para receber até 36 contêineres simultaneamente. Essa robustez permite atender desde o setor de linha branca até produtos de cuidado pessoal, alimentos e componentes de energia solar.
Segundo Ricardo Rocha, presidente da Maersk para o Brasil, Paraguai, Uruguai e Argentina, o avanço do consumo e da atividade econômica na região exige redes de abastecimento muito mais integradas e resilientes.
“O Nordeste desempenha um papel cada vez mais estratégico para o desenvolvimento econômico do Brasil, concentrando investimentos, expansão do consumo e novas oportunidades de negócios. Nosso objetivo é apoiar esse crescimento por meio de soluções logísticas integradas que conectem empresas, mercados e consumidores com mais eficiência, previsibilidade e agilidade. Ao combinar armazenagem, transporte e gestão da cadeia de suprimentos, ajudamos nossos clientes a reduzir complexidades operacionais e a fortalecer sua competitividade em um ambiente cada vez mais dinâmico”, afirma o executivo.
Além do ganho de eficiência, o complexo foi projetado sob a ótica da sustentabilidade para mitigar a emissão de gases de efeito estufa (GEE). A operação local adota iluminação integral em LED, coleta seletiva rigorosa e uma frota de equipamentos de movimentação 100% elétrica. As máquinas utilizam baterias de lítio, que permitem recargas rápidas, garantindo alta produtividade sem gerar emissões locais de poluentes.
O controle tecnológico é outro pilar que sustenta o ritmo do armazém. Todo o fluxo — do recebimento e gestão de estoques até a preparação e expedição dos pedidos — é gerenciado por um sistema WMS (Warehouse Management System) proprietário da Maersk. A ferramenta monitora as etapas em tempo real por meio de radiofrequência, garantindo maior precisão e flexibilidade operacional do que as soluções tradicionais de mercado, preparando a infraestrutura para acompanhar os próximos ciclos de crescimento da economia nordestina.












