Com rejeição de 48% para ambos, último confronto exige propostas que alcancem o eleitor desconfiado e deem alguma razão para comparecer às urnas.
Notícia
É o fato ou acontecimento de interesse jornalístico. Pode ser uma informação nova ou recente. Também
diz respeito a uma novidade de uma situação já conhecida.
Artigo
Texto predominantemente opinativo. Expressa a visão do autor, mas não necessariamente a opinião do
jornal. Pode ser escrito por jornalistas ou especialistas de áreas diversas.
Investigativa
Reportagem que traz à tona fatos ou episódios desconhecidos, com forte teor de denúncia. Exige
técnicas e recursos específicos.
Content Commerce
Conteúdo editorial que oferece ao leitor ambiente de compras.
Análise
É a interpretação da notícia, levando em consideração informações que vão além dos fatos narrados.
Faz uso de dados, traz desdobramentos e projeções de cenário, assim como contextos passados.
Editorial
Texto analítico que traduz a posição oficial do veículo em relação aos fatos abordados.
Patrocinada
É a matéria institucional, que aborda assunto de interesse da empresa que patrocina a reportagem.
Checagem de fatos
Conteúdo que faz a verificação da veracidade e da autencidade de uma informação ou fato divulgado.
Contexto
É a matéria que traz subsídios, dados históricos e informações relevantes para ajudar a entender um
fato ou notícia.
Especial
Reportagem de fôlego, que aborda, de forma aprofundada, vários aspectos e desdobramentos de um
determinado assunto. Traz dados, estatísticas, contexto histórico, além de histórias de personagens
que são afetados ou têm relação direta com o tema abordado.
Entrevista
Abordagem sobre determinado assunto, em que o tema é apresentado em formato de perguntas e
respostas. Outra forma de publicar a entrevista é por meio de tópicos, com a resposta do
entrevistado reproduzida entre aspas.
Crítica
Texto com análise detalhada e de caráter opinativo a respeito de produtos, serviços e produções
artísticas, nas mais diversas áreas, como literatura, música, cinema e artes visuais.
Clique aqui e escute a matéria
Todo mundo já sabe que Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT) conseguem brigar. Agora, será que conseguem governar o Brasil? É o que os dois precisam demonstrar no debate da Globo nesta sexta-feira (23). O Datafolha aumentou a responsabilidade de ambos ao registrar 50% dos votos válidos para cada um. Na semana passada, eram 51% para Flávio e 49% para Lula. A eleição continua aberta, e os candidatos chegam ao último confronto com uma obrigação que parece incomodá-los bastante que é a de explicar o que pretendem fazer com o poder que tanto disputam. Um precisa provar que tem futuro e o outro precisa provar que tem postura. Foi o principal problema, respectivamente, de Lula e de Flávio no debate anterior, da Band.
Empate
Nos votos totais do Datafolha, Flávio manteve 47%, enquanto Lula passou de 45% para 46%. Brancos e nulos somam 5%, e os indecisos, 2%. Com margem de erro de dois pontos, a oscilação não autoriza anunciar uma arrancada do presidente nem um desmoronamento do adversário. Autoriza, porém, cobrar alguma prudência de quem imaginou que o resultado estava encaminhado. Flávio não conseguiu abrir uma distância segura. Lula permanece competitivo, mas ainda precisa convencer uma parcela do eleitorado que conhece muito bem seu governo e continua sem querer “renovar o contrato”.
‘;
window.pushAds.push({ id: “banner-300×350-area” });
}
‘;
window.pushAds.push({ id: “banner-300×250-4” });
}
O empate impõe tarefas diferentes. Flávio precisa explicar por que a mudança que oferece merece confiança. Lula precisa dizer por que continuar com ele pode produzir resultados melhores do que os que entregou até agora. Para o presidente, a pergunta da abertura vem acompanhada de uma cobrança adicional. Ele já governa. Se há tanta resistência à sua permanência, alguma coisa em seu desempenho precisa ser revista. Falar do passado dos governos do PT como se a insatisfação fosse resultado exclusivo de desinformação é uma maneira eficiente de continuar sem entender o eleitor. E ser derrotado.
Aprovação
Lula recebeu uma notícia favorável nessa pesquisa. A aprovação do seu trabalho passou de 48% para 49%, enquanto a desaprovação recuou de 50% para 48%. A aprovação voltou a ficar numericamente acima da desaprovação como não ficava desde o meio do ano. Há espaço para o presidente disputar uma avaliação melhor, mas também há resistência suficiente para impedir qualquer comemoração antecipada.
Aprovar o trabalho de um presidente e desejar mais quatro anos dele são decisões diferentes. Lula precisa apresentar alguma perspectiva de futuro para quem reconhece realizações, mas está cansado do governo. Recitar o próprio currículo pode animar a militância. E só isso.
Confiança
Flávio enfrenta a outra metade dessa cobrança. O desgaste de Lula oferece uma oportunidade, mas não torna automaticamente confiável quem se apresenta para substituí-lo. O eleitor pode querer mudança e, ao mesmo tempo, temer a instabilidade de um governo Bolsonaro. Cabe ao senador reduzir essa insegurança. Cada vez que prefere uma provocação a uma resposta sobre como pretende governar, desperdiça tempo com um público que já está convencido e deixa sem resposta justamente quem poderia ampliar sua votação.
A rejeição ajuda a entender o tamanho do obstáculo. Considerando quem rejeita ambos, os dois chegam a 48%. Quase metade do eleitorado resiste a cada candidato. Nesse ambiente, um ataque capaz de render aplausos entre aliados também pode confirmar a má impressão de quem está do lado de fora.
Escolha
O último debate ainda pode pesar numa disputa tão apertada. Os 5% de brancos e nulos e os 2% de indecisos merecem atenção, embora não sejam apenas um estoque de votos esperando uma boa frase para mudar de destino. Há também a tarefa de mobilizar quem já escolheu, mas precisa sair de casa para votar. Outra sessão de insultos como a do último domingo pode reforçar o desânimo. Quem ainda está em dúvida precisa de um motivo para escolher um presidente. Motivos para desistir dos dois já há de sobra.












