As declarações foram dadas durante o lançamento da campanha petista no Estádio Municipal 1º de Maio, em São Bernardo do Campo, em São Paulo
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou neste domingo, 16, que disputa um quarto mandato para impedir o retorno da direita ao Palácio do Planalto. Ao justificar a candidatura à reeleição, o petista voltou a responsabilizar a gestão de Jair Bolsonaro (PL) pelas mortes ocorridas durante a pandemia de covid-19.
“Enquanto eu for vivo, não vou parar de lutar e não vou permitir que volte uma direita responsável pela morte de 400 mil pessoas na covid por irresponsabilidade. Se você ri de um velhinho que está morrendo asfixiado por falta de ar, que futuro você quer para o povo brasileiro?”, declarou.
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As declarações foram dadas durante o lançamento da campanha petista no Estádio Municipal 1º de Maio, conhecido como Vila Euclides, em São Bernardo do Campo (SP). O local é considerado o berço político de Lula por ter sido palco das greves dos metalúrgicos lideradas por ele no fim da década de 1970, durante a ditadura militar.
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Lula também destacou que é o primeiro presidente da República eleito três vezes no País. Em um discurso marcado pela oposição entre trabalhadores e empresários, o petista disse que “eleger patrão é uma contradição” e comparou a escolha a “colocar a raposa dentro do galinheiro”.
Ao defender as realizações de seus governos, Lula citou investimentos em educação, saúde, habitação e geração de empregos. O presidente também afirmou que inaugurará neste ano “a última gota de água em Fortaleza”, em referência às ações de segurança hídrica na região. A menção ocorreu em meio à vantagem do ex-ministro Ciro Gomes (PSDB) sobre o governador Elmano de Freitas (PT) nas pesquisas eleitorais do Ceará.
Em julho, Lula inaugurou o Túnel Major Sales, na divisa entre a Paraíba e o Rio Grande do Norte. A estrutura integra o Ramal do Apodi da transposição do Rio São Francisco e busca ampliar o abastecimento de água no semiárido nordestino.
Também estiveram presentes o candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, e as candidatas ao Senado, Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB). Lula pediu votos casados para a chapa em meio à distância do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) sobre Haddad nas pesquisas. Mais cedo, em discurso, Tebet fez ecoar entre os apoiadores a frase “quem vota Lula, vota Haddad”.
O presidente também afirmou que não quer outros países explorando terras raras no Brasil. Em seu primeiro discurso oficial como candidato à reeleição neste domingo, Lula disse que pensar em futuro é pensar em como o Brasil vai explorar a riqueza que hoje é chamada de terras raras e minerais críticos, um tema que está sob disputa entre China e Estados Unidos.
Segundo ele, o Brasil não tem opção pela China nem pelos Estados Unidos. “O que nós queremos é colocar nossas meninas e meninos para estudar como nós vamos explorar esse minério, como vamos produzir celulares, chips, baterias elétricas e tudo o que for produzido pelos minerais críticos e terras raras”, disse, ressaltando que não se quer exportar o mineral bruto para depois comprar as coisas prontas, mas extrair, transformar e industrializar no Brasil para depois vender. “Eu não quero nem que os Estados Unidos, nem que a Rússia, nem que a China, nem que França ou Inglaterra, ninguém explore nosso Brasil. Nós que vamos explorar em benefício do povo brasileiro”.
Lula ainda disse que o Brasil está “devendo a si mesmo” se transformar em uma grande nação e que, por isso, afirmou, colocou o vice-presidente, Geraldo Alckmin, no Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (Mdic) para criar a nova indústria Brasil que tem investimento de quase R$ 800 bilhões para fazer a indústria brasileira crescer.
O presidente também falou em seu discurso sobre a criação do Ministério da Segurança Pública. “Se for aprovada a PEC da segurança pública vou criar o Ministério da Segurança Pública para dividir responsabilidades com Estados e municípios para a gente libertar o povo das vilas mais pobres que têm quadrilha que manda na vila e aporrinha a vida. Vamos libertar o povo, prendendo todo mundo que acha que é dono de uma favela ou bairro pobre”, afirmou.














