Lula afirmou que é preciso apresentar propostas capazes de convencer o Congresso e a sociedade da necessidade de ampliar os investimentos no setor
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pediu nesta sexta-feira, 24, que pesquisadores desenvolvam projetos de ciência e tecnologia robustos o suficiente para justificar sua exclusão do arcabouço fiscal.
“Se a gente quiser resolver os problemas do País, vai ter que criar projetos que tenham começo, meio e fim; projetos que tenham sustentação, para a gente tentar discutir que aquele projeto precisa estar fora do arcabouço fiscal”, disse, em reunião com lideranças da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).
Criado em 2023, já durante o governo Lula 3, o arcabouço fiscal substituiu o antigo teto de gastos. Pela nova regra, as despesas podem crescer acima da inflação ao ritmo de 70% do crescimento das receitas, respeitando-se o mínimo de 0,6% ao ano e o máximo de 2,5%.
Durante a reunião, Lula afirmou que é preciso apresentar propostas capazes de convencer o Congresso e a sociedade da necessidade de ampliar os investimentos no setor.
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“É preciso convencer o Senado e a Câmara dos Deputados de que, se a gente quiser chegar, na ciência, a determinado patamar em dez anos, nós temos que dizer: durante dez anos, temos que fazer tais investimentos, têm que acontecer tais coisas para podermos resolver o problema do Brasil”, afirmou.
Lula também pediu aos pesquisadores que apresentem projetos convincentes não apenas para a comunidade científica, mas para toda a sociedade, de forma a justificar a ampliação dos recursos destinados à área.
Ao defender mais investimentos em ciência e pesquisa, o presidente afirmou que o Brasil precisa se preparar para eventuais ameaças externas. Segundo ele, o País deve se qualificar “para sermos donos do que temos no nosso território” e não pode se limitar à exportação de matérias-primas. “O Brasil não será exportador de terras raras, de minerais críticos in natura”, disse.
“Se a gente não pesquisar e não investir, sem saber se vai dar certo ou não, a gente não vai entrar nessa disputa. A gente vai ficar vendo o Trump brigar com o Xi Jinping. E como o Brasil tem um potencial extraordinário, nós temos que nos qualificar para que a gente seja dono do que nós temos no nosso território”, ressaltou o presidente.
Em seguida, Lula afirmou que “qualquer dia, um doido resolve invadir o Brasil” e citou a Guerra do Paraguai como exemplo dos custos de um conflito. “É difícil não. O Paraguai um dia invadiu o Brasil. Para fazer coisa boa, o cara tem que pensar, mas para fazer loucura, o cara não precisa pensar”.











