Pesquisa divulgada nesta quarta-feira (15) mostra presidente com 45% das intenções de voto contra 37% do senador, abrindo oito pontos de vantagem
Pedro Beija
Publicado em 15/07/2026 às 7:30
| Atualizado em 15/07/2026 às 12:22
Notícia
É o fato ou acontecimento de interesse jornalístico. Pode ser uma informação nova ou recente. Também
diz respeito a uma novidade de uma situação já conhecida.
Artigo
Texto predominantemente opinativo. Expressa a visão do autor, mas não necessariamente a opinião do
jornal. Pode ser escrito por jornalistas ou especialistas de áreas diversas.
Investigativa
Reportagem que traz à tona fatos ou episódios desconhecidos, com forte teor de denúncia. Exige
técnicas e recursos específicos.
Content Commerce
Conteúdo editorial que oferece ao leitor ambiente de compras.
Análise
É a interpretação da notícia, levando em consideração informações que vão além dos fatos narrados.
Faz uso de dados, traz desdobramentos e projeções de cenário, assim como contextos passados.
Editorial
Texto analítico que traduz a posição oficial do veículo em relação aos fatos abordados.
Patrocinada
É a matéria institucional, que aborda assunto de interesse da empresa que patrocina a reportagem.
Checagem de fatos
Conteúdo que faz a verificação da veracidade e da autencidade de uma informação ou fato divulgado.
Contexto
É a matéria que traz subsídios, dados históricos e informações relevantes para ajudar a entender um
fato ou notícia.
Especial
Reportagem de fôlego, que aborda, de forma aprofundada, vários aspectos e desdobramentos de um
determinado assunto. Traz dados, estatísticas, contexto histórico, além de histórias de personagens
que são afetados ou têm relação direta com o tema abordado.
Entrevista
Abordagem sobre determinado assunto, em que o tema é apresentado em formato de perguntas e
respostas. Outra forma de publicar a entrevista é por meio de tópicos, com a resposta do
entrevistado reproduzida entre aspas.
Crítica
Texto com análise detalhada e de caráter opinativo a respeito de produtos, serviços e produções
artísticas, nas mais diversas áreas, como literatura, música, cinema e artes visuais.
Clique aqui e escute a matéria
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece numericamente à frente em todos os cenários de segundo turno testados pela pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (15). No principal confronto simulado, o petista registra 45% das intenções de voto, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL) marca 37%.
Em relação ao levantamento anterior, divulgado em junho, Lula oscilou positivamente um ponto percentual, enquanto Flávio variou um ponto para baixo. A diferença entre os dois passou de seis para oito pontos percentuais, embora as mudanças estejam dentro da margem de erro de dois pontos para mais ou para menos.
‘;
window.pushAds.push({ id: “banner-300×350-area” });
}
‘;
window.pushAds.push({ id: “banner-300×250-4” });
}
Os eleitores que afirmam votar em branco, anular o voto ou não sabem em quem votar somam 18% no cenário principal, enquanto os indecisos representam 4%.
O cenário do segundo turno indicado pela pesquisa acompanha o movimento observado na simulação de primeiro turno, em que Lula registra 40% das intenções de voto, contra 28% de Flávio Bolsonaro, abrindo 12 pontos de vantagem. Em ambos os cenários, as oscilações em relação ao levantamento anterior ocorreram dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.
Confira os números do segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro:
- Lula (PT): 45% (+1)
- Flávio Bolsonaro (PL): 37% (-1)
- (-1) Branco/nulo/não sabe: 14% (-)
- Indecisos: 4% (-)
A pesquisa foi encomendada pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 eleitores com 16 anos ou mais. As entrevistas foram realizadas entre os dias 10 e 13 de julho. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07181/2026.
Lula também supera Caiado, Zema e Renan Santos
A Quaest simulou ainda outros três cenários de segundo turno para a disputa presidencial de 2026. Em todos eles, Lula mantém os mesmos 45% das intenções de voto e aparece numericamente à frente de Ronaldo Caiado, Romeu Zema e Renan Santos.
Entre os adversários testados, Renan Santos foi quem apresentou o maior avanço em relação ao levantamento anterior, oscilando positivamente dois pontos percentuais e chegando a 33% das intenções de voto.
Lula (PT) x Ronaldo Caiado (PSD)
- Lula: 45% (-)
- Ronaldo Caiado: 36% (+1)
- Branco/nulo/não sabe: 15% (-1)
- Indecisos: 4% (-)
Lula (PT) x Romeu Zema (Novo)
- Lula: 45% (-)
- Romeu Zema: 35% (-)
- Branco/nulo/não vai votar: 15% (-1)
- Indecisos: 4% (+1)
Lula (PT) x Renan Santos (Missão)
- Lula: 45% (-1)
- Renan Santos: 33% (+2)
- Branco/nulo/não vai votar: 18% (-2)
- Indecisos: 4% (-)
Para o cientista político Adriano Oliveira, professor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), os números da Quaest reforçam uma tendência que ele afirma identificar em pesquisas qualitativas realizadas desde o ano passado: a eleição presidencial caminha para uma disputa marcada pela alta rejeição dos dois principais polos políticos.
“É uma eleição do medo. Quando o eleitor chegar à urna, decidirá por quem tem menos medo. E, neste momento, quem desperta menos medo para seguir em frente é o presidente Lula”, afirmou, em entrevista ao programa Passando a Limpo, da Rádio Jornal.
Segundo Adriano, as pesquisas qualitativas mostram que parte do eleitorado manifesta críticas ao governo petista, mas ainda assim prefere Lula em uma eventual disputa direta com o candidato apoiado pelo bolsonarismo.
“É muito comum o eleitor dizer que não gosta do Lula. Mas, quando perguntamos ‘entre ele e Flávio Bolsonaro, ou alguém apoiado pelo bolsonarismo?’, a resposta costuma ser: ‘aí eu prefiro Lula'”, disse.
Na avaliação do cientista político, o desempenho de Lula decorre menos de uma ampliação do apoio ao governo e mais da percepção de parte do eleitorado de que o presidente representa uma alternativa considerada de menor risco em relação ao principal adversário. Para ele, esse comportamento é especialmente relevante entre os eleitores independentes, grupo apontado por diferentes levantamentos como decisivo para o resultado da eleição.
Para Adriano Oliveira, o desempenho de Renan Santos merece atenção por representar, segundo suas pesquisas qualitativas, um eleitorado que procura uma alternativa fora da polarização entre lulismo e bolsonarismo.
Ainda assim, ele avalia que o desconhecimento nacional do candidato e a força estrutural do bolsonarismo dificultam que esse movimento ameace, neste momento, a polarização entre Lula e Flávio Bolsonaro.
Primeiro turno: Lula tem 40% e Flávio aparece com 28%
No cenário de primeiro turno, Lula também mantém a liderança na disputa pelo Palácio do Planalto. O petista registra 40% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro aparece com 28%.
A diferença entre os dois aumentou em relação ao levantamento anterior, passando de dez para 12 pontos percentuais. Nenhum dos demais candidatos testados pela Quaest ultrapassa 4%.
O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), aparece com 4%, seguido por Renan Santos (Missão), com 3%, e Romeu Zema (Novo), com 2%.
Os eleitores que afirmam votar branco, nulo ou que não pretendem comparecer às urnas somam 8%, enquanto 11% ainda estão indecisos.
Confira os números do primeiro turno:
- Lula (PT): 40% (+1)
- Flávio Bolsonaro (PL): 28% (-1)
- Ronaldo Caiado (PSD): 4% (+1)
- Renan Santos (Missão): 3% (-)
- Romeu Zema (Novo): 2% (-)
- Cabo Daciolo (Mobiliza): 1%
- Augusto Cury (Avante): 1% (-)
- Joaquim Barbosa (DC): 1% (-)
- Samara Martins (UP): 1% (-)
- Edmilson Costa (PCB): 0% (-)
- Heró Bezerra (PRTB): 0% (-)
- Hertz Dias (PSTU): 0%
- Branco/nulo/não vai votar: 8% (-1)
- Indecisos: 11% (+1)
Nordeste segue como principal vantagem de Lula; Sul tem disputa mais equilibrada
Os recortes regionais mostram diferenças importantes no mapa eleitoral. O Nordeste continua sendo o principal reduto de Lula, com 55% das intenções de voto no primeiro turno, contra 24% de Flávio Bolsonaro. A vantagem do petista na região é de 31 pontos percentuais.
No Sudeste, onde está o maior colégio eleitoral do país, Lula aparece com 35%, enquanto Flávio registra 28%. Já no Sul, a disputa aparece mais equilibrada: o petista tem 29% e o senador do PL soma 27%.
No Centro-Oeste e Norte, Lula também aparece à frente, com 39%, contra 24% de Flávio. O destaque do recorte é o desempenho de Ronaldo Caiado, que alcança 13% na região.
Flávio perde apoio entre eleitores da direita não bolsonarista
A pesquisa também identificou mudanças na composição do eleitorado de Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno.
Entre os entrevistados que se definem como de direita, mas não bolsonaristas, a intenção de voto no senador caiu de 82% para 74% em relação ao levantamento anterior. Por outro lado, a pesquisa registrou aumento de seis pontos no número de eleitores que não vão votar, além de um aumento de um ponto nos eleitores de Lula e nos indecisos, dentro deste grupo.
O levantamento também indicou queda de Flávio entre os eleitores bolsonaristas. Apesar do alto índice – que ultrapassa os 90%, foi identificada uma queda de seis pontos percentuais entre os eleitores de Flávio Bolsonaro, neste segmento, saindo de 97% para 91%, enquanto o índice de eleitores que não vão votar subiu cinco pontos, indo de 1% para 5%.
Entre os eleitores independentes, Lula aparece numericamente à frente de Flávio no segundo turno: 40% contra 27%, com ambos crescendo três pontos em comparação ao levantamento anterior. Nesse segmento, houve queda de quatro pontos no eleitorado que não pretende votar, saindo de 30% para 26%.
Eleitores de Lula têm voto mais consolidado
A pesquisa também mediu o grau de definição dos eleitores. Do total de entrevistados, 65% afirmaram que a escolha de voto é definitiva, enquanto 35% disseram que ainda podem mudar.
Entre os eleitores de Lula, 77% afirmam já ter decidido o voto, com o índice apresentando crescimento de seis pontos, enquanto 23% dizem que a escolha ainda pode mudar.
Entre os eleitores de Flávio Bolsonaro, 62% dizem ter voto definido, representando queda de oito pontos e 37% afirmam que podem mudar de posição até a eleição.












