O presidente do Louvre, Christophe Leribault, disse que o museu precisa de um “grande plano” de renovação e transformação, pois não existe uma “solução milagrosa” capaz de garantir sua segurança. A declaração à AFP acontece um ano depois do roubo de jóias no museu mais visitado do mundo.
Em 19 de outubro do ano passado, um grupo de homens levou, em apenas oito minutos e em plena luz do dia, várias joias da Coroa avaliadas em mais de US$ 100 milhões, cerca de R$ 500 milhões. O saque estampou as manchetes da imprensa internacional e deixou o mundo atônito.
O incidente expôs as falhas de segurança da instituição, que no ano passado recebeu cerca de nove milhões de visitantes, a grande maioria estrangeiros.
“Precisamos de um grande plano [para o] Louvre. As operações indispensáveis para garantir a segurança do museu exigem obras no edifício histórico e nas infraestruturas. Não existe uma solução ‘superficial’, fácil e milagrosa”, disse Leribault.
Desde o incidente, uma série de obras foram realizadas para tornar o local mais seguro, afirmou o dirigente, nomeado em fevereiro. Ele citou, por exemplo, a instalação de câmeras “nos pontos mais críticos” e o “reforço da segurança nos acessos”.
A implementação do plano de segurança, avaliado em 83 milhões de euros, R$ 465 milhões, e cujos atrasos foram criticados após o incidente, “avança a passos largos”, indicou Leribault.
No entanto, o dirigente ressaltou a “complexidade” de realizar essas obras “mantendo, ao mesmo tempo, o museu aberto aos seus milhões de visitantes anuais”.













