Literarte transforma Fernando de Noronha em palco de literatura, cultura e sustentabilidade

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Literarte transforma Fernando de Noronha em palco de literatura, cultura e sustentabilidade


Evento reuniu escritores, artistas, moradores e turistas em atividades voltadas à literatura, cultura popular e sustentabilidade na ilha


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A segunda edição do Festival Literário, Cultural e Artístico (Literarte) de Fernando de Noronha reuniu escritores, artistas, moradores e turistas em atividades voltadas à literatura, cultura popular e sustentabilidade entre os dias 4 e 7 de junho.

Com o tema “Literatura: pontes que conectam mundos”, a programação gratuita promoveu ações ambientais, debates e apresentações culturais gratuitas e teve o objetivo de incentivar a leitura, valorizar a identidade local e fortalecer o turismo cultural na ilha.

O evento contou com a participação de poetas pernambucanos, como a cantora e compositora Luna Vitrolira e os escritores Clarice Freire, Agnes Souza, Edilene Silva, Edna Moura, Daniela Mesquita e Lucas Barros.

Entre os convidados de fora do estado, estiveram nomes premiados como o mineiro Leonardo Piana, vencedor do Prêmio Sesc de Literatura 2025, a paraense Monique Malcher, que ganhou o Prêmio Jabuti na categoria Contos por “Flor de Gume”, a influenciadora Preta Letrada e o jornalista português Luís da Silva Marques.

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Laís Nascimento/JC

II Festival Literário, Cultural e Artístico (Literarte) de Fernando de Noronha reuniu escritores, artistas, moradores e turistas – Laís Nascimento/JC

As mesas abordaram resistência, ancestralidade, vozes negras femininas, transformação social, território e identidade.

A programação musical contou com apresentações de Ravel e Luizinho de Serra, Rai di Serra, Rock Oceânico, Sony Bass e Chico Balla.

A Literarte também celebrou o aniversário de 40 anos da Área de Proteção Ambiental (APA).

Para Roberta Meneses, superintendente de Infraestrutura, Obra e Meio Ambiente de Noronha, o trabalho tem que começar nas creches e escolas.

“É o nosso futuro. A gente está construindo crianças com um olhar diferenciado, que estão aproveitando toda a matéria que seria jogada fora e não teria esse trabalho de reciclagem”, explicou.

O evento é realizado pela Administração de Fernando de Noronha, por meio da Superintendência de Turismo, Cultura e Esportes, em parceria com instituições ligadas ao meio ambiente, como ICMBio, Projeto Tamar, Projeto Golfinho Rotador, Eco Noronha, Ambipar, Noronharte e Neoenergia.

Educação ambiental e cultura


Laís Nascimento/JC

II Festival Literário, Cultural e Artístico (Literarte) de Fernando de Noronha reuniu escritores, artistas, moradores e turistas – Laís Nascimento/JC

Para incentivar crianças e adolescentes a produzirem conteúdos artísticos e culturais com foco na preservação ambiental, o Literarte premiou, em parceria com a Ambipar, estudantes da rede pública de ensino que produziram documentários sobre a conservação da ilha e que realizaram a coleta de materiais recicláveis.

Micheline Pina, diretora do EREM Arquipélago Fernando de Noronha, destacou que as temáticas têm sido abordadas com os alunos durante todo o ano letivo, em diferentes disciplinas.

“Em um lugar que a gente respira a natureza, a gente tem que começar cedo, na escola, esse trabalho de educação ambiental”, pontuou.

A escola recebeu, na última sexta-feira (5), cem cadeiras 100% recicladas, feitas com resíduos coletados em Fernando de Noronha, como tampas de garrafas. A doação foi feita pela Ambipar, empresa responsável pela limpeza na ilha.

“A gente está materializando a economia circular através dessas cadeiras”, afirmou Rachel Portilho, diretora de Comunicação e Marketing da Ambipar.

Cepe Editora

Uma das parceiras no evento foi a Cepe Editora, que levou ao festival um estande com livros premiados e edições das revistas Continente Multicultural e Pernambuco.

Para o público infantil, a Cepe promoveu contações de histórias dos livros “S.O.S Bichos Brasil” e “O caminho para as águas”.

Já para o público adulto, o bate-papo “Literatura e Afetos: Narrativas que curam e conectam” reuniu as escritoras Clarice Freire, Agnes Souza e Edilene Francisca, com mediação de Edna Moura. O debate propôs uma reflexão sobre o poder da literatura como espaço de encontro humano e escuta sensível.

*A repórter viajou a convite da Ambipar






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