CRIMINALIDADE
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Lyferson Barbosa da Silva é suspeito de ordenar assassinato do ex-policial militar Heleno José do Nascimento, conhecido como Júnior Black, em 2023
Raphael Guerra
Publicado em 14/05/2025 às 9:40
| Atualizado em 14/05/2025 às 13:32
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O presidiário Lyferson Barbosa da Silva, apontado pela Polícia Federal como um dos líderes do forte esquema de corrupção no Presídio de Igarassu, no Grande Recife, foi alvo da Polícia Civil de Pernambuco em uma nova operação, deflagrada na terça-feira (13).
Desta vez, Lyferson é suspeito de ordenar o assassinato do ex-policial militar Heleno José do Nascimento, conhecido como Júnior Black. O crime ocorreu na saída de um restaurante no bairro de Boa Viagem, na Zona Sul do Recife, em 17 de julho de 2023. Na ocasião, uma mulher de 54 anos também morreu vítima de bala perdida.
Júnior Black passou 12 anos na Polícia Militar de Pernambuco, antes de ser expulso pela acusação de integrar um grupo de extermínio. Quatro dias antes de ser executado, ele participou de uma troca de tiros com três mortos no município do Parnamirim, no Sertão do Estado.
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“Dois mortos tinham envolvimento com roubos de carga. Um deles teria sumido com um carga do ex-PM, por isso ocorreu esse crime no interior. Ele [homem morto] mantinha posição de extrema importância no crime organizado”, explicou o delegado Jorge Pinto, do Grupo de Operações Especiais (GOE).
Segundo as investigações, o homem assassinado era considerado braço direito de Lyferson, por isso houve a ordem para a morte de Júnior Black por vingança.
“Em apenas quatro dias, houve um planejamento extremamente arquitetado, com utilização de armas longas [fuzis] e carros clonados, e ocorreu o assassinato do ex-policial. Todo o crime foi planejado no Presídio de Igarassu”, afirmou Pinto.

Ex-policial militar foi atingido pelos tiros de fuzil após entrar no carro – ARTUR BORBA/JC IMAGEM
A operação Vendeta, como foi denominada, cumpriu quatro dos cinco mandados de prisão temporária e nove de busca e apreensão expedidos pela Justiça. Segundo a Polícia Civil, o grupo liderado por Lyferson também é suspeito de lavagem de dinheiro, homicídios e porte ilegal de arma. Uma grande quantidade de armas foi apreendida.
No caso de Lyferson, que já é condenado por outros crimes, a polícia cumpriu o mandado na Penitenciária Federal de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, onde ele está atualmente – após ser transferido do Presídio de Igarassu no ano passado.
“Pessoa de extrema periculosidade, tanto que precisou ser transferido para um presídio de segurança máxima e longe de Pernambuco para que não só parasse de ter contato com aparelhos celulares, mas com os ‘braços’ que o auxiliassem no crime”, declarou o delegado.
Lyferson também já foi condenado a mais de 26 anos de prisão pelo assassinato do médico cardiologista Artur Eugênio de Azevedo, de 35 anos. A investigação indicou que ele foi contratado para executar o crime, que ocorreu em Jaboatão dos Guararapes, em 2014.
Os outros alvos da operação Vendeta foram:
1 – Ednaldo Adolfo de Souza, o capitão Ferraz – acusado de integrar uma milícia especializada no comércio ilegal de armas e munições, violação de domicílio, cárcere privado e outros crimes na Paraíba;
2 – Carlos Rodrigues de Souza – ex-policial penal (segue foragido);
3 – Reginaldo Leite Marques de Sá – já foi alvo de outra operação da Polícia Civil em 2023 por suspeita de integrar um grupo criminoso especializado no tráfico de drogas e que teria movimentado quase R$ 500 milhões;
4 – Ronaldo Luiz Coutinho de Souza – tem acusação de liderar um grupo especializado no roubo de carro-forte.
Sobre as investigações das mortes em Parnamirim, o delegado afirmou que todos os policiais envolvidos na ocorrência foram identificados, indiciados e viraram réus na Justiça. Ele não deu mais detalhes.
OPERAÇÃO LA CATEDRAL

Lyferson Barbosa da Silva tinha acesso a celulares e garotas de programa no Presídio de Igarassu – Reprodução
Em 25 de fevereiro deste ano, Lyferson também foi alvo da operação La Catedral, da Polícia Federal, que investiga o esquema de corrupção no Presídio de Igarassu.
As investigações apontaram que ele exercia uma forte liderança no pavilhão onde cumpria pena e que tinha contato direto com o ex-diretor da unidade, Charles Belarmino de Queiroz, e com outros policiais penais em cargos de supervisão.
O contato era feito por meio de mensagens de WhatsApp, ou seja, o presidiário tinha acesso a celulares com autorização da direção.
Em Igarassu, os presos tinham acesso a bebidas alcoólicas, drogas e garotas de programa. Em troca, pagavam propina aos policiais por meio de transferências via Pix. André de Araújo Albuquerque, ex-secretário executivo de Administração Penitenciária e Ressocialização de Pernambuco, foi preso na segunda fase da operação, em abril. As investigações continuam para identificar mais suspeitos.


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