Um texto inédito de Plínio Marcos sobre o amigo Rolando Boldrin, escrito à mão na década de 1980, será encenado em forma de monólogo musical a partir de outubro, mês da celebração dos 90 anos do apresentador, músico e ator, morto em 2022.
Antes da estreia de “Longe de Casa – A História de Rolando Boldrin”, o texto será apresentado em leituras dramáticas no Centro Cultural São Paulo, entre os dias 27 e 30 de agosto, em quatro sessões gratuitas.
Segundo a produção do espetáculo, a dramaturgia era guardada pela viúva do apresentador, Patrícia Maia Boldrin. O motivo do texto nunca ter sido levado ao palco é um mistério para a família.
A atualização da obra é realizada pelo ator e diretor Rodrigo Mangal, que também fará a leitura dramática e vai estrelar o espetáculo. Em forma de causo, o solo conta a trajetória do artista, do nascimento ao sucesso como difusor da cultura popular brasileira.
Plínio Marcos e Boldrin ficaram amigos nos corredores da TV Tupi, onde trabalharam como figurantes. O dramaturgo teria sido o responsável por convencer o cantor e apresentador a abandonar o repertório de canções francesas para assumir o papel de contador de causos e divulgador da música regional brasileira.
“É um projeto da vida inteira. Para mim, tem um valor pessoal imenso: venho de família rural de Minas Gerais, e essa formação moldou quem sou. Estar com esse texto na mão é uma verdadeira surpresa do destino que jamais poderia imaginar, ainda mais contando com a confiança da Patrícia”, diz Mangal, que fez parte do grupo Parlapatões.
A leitura dramática será acompanhada pelos músicos Fred Fonseca e Roger Resende, que apresentarão canções como “Luar do Sertão”, “Chão de Estrelas”, “Cabocla Tereza” e “Eu, a Viola e Deus”.












