Este blog confirmou, através de duas fontes, que Kassab ligou para o senador Ciro Nogueira, presidente nacional do PP e copresidente da Federação
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O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, está ajudando a governadora Raquel Lyra nas negociações para escolha do nome da Federação União Progressista que vai compor a vaga para o Senado na sua chapa. Este blog confirmou, através de duas fontes, que Kassab ligou para o senador Ciro Nogueira, presidente nacional do PP e copresidente da Federação, para saber qual o posicionamento final do colegiado sobre o nome do representante do grupo na composição para o Senado. Ciro teria, segundo essas fontes, reafirmado que a Federação não abre mão da escolha da executiva estadual que optou pelo deputado federal Eduardo da Fonte.
Esse telefonema indica que, mesmo após a votação local, ainda haveria dúvidas no Palácio do Campo das Princesas a respeito do desfecho do imbróglio criado entre o ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho, presidente estadual do União Brasil e Eduardo da Fonte, presidente estadual do PP e da própria Federação, que uniu o PP e União Brasil . Miguel, mesmo não tendo votos suficientes para derrotar Eduardo da Fonte na executiva, se absteve de votar e obteve do presidente nacional Antonio Rueda, que é do seu partido, uma nota oficial informando, antes do encontro, que a decisão local só teria validade com a aquiescência da nacional.
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Isso não impediu que o próprio Ciro também publicasse nota oficial, após a decisão a executiva pernambucana, referendando o resultado de 5 a 2 pró-Eduardo da Fonte e que, pelo estatuto da Federação, só poderá ser derrubado se o próprio Ciro e Rueda concordarem pois cada um tem 50% de poder sobre as decisões nacionais. Miguel Coelho tem insistido que cabe à governadora definir a sua chapa e não os partidos. Também culpa Eduardo da Fonte de não ter colocado na convocação oficial do encontro que seria deliberado sobre a escolha do nome para o Senado. O deputado federal Lula da Fonte respondeu que em toda reunião há sempre assuntos gerais, como ocorreu no encontro da executiva, e que nesses assuntos gerais cabe aos membros presentes apoiar ou não o que for proposto e que Miguel não se contrapôs a isso. Apenas se absteve o que entende como uma participação.
Dia e hora para terminar
Essa discussão tem dia e hora para terminar. A Convenção que oficializará a governadora Raquel Lyra como candidata à reeleição está marcada para o dia 02 de agosto e os nomes dos demais componentes da chapa precisam ser escolhidos alguns dias antes para dar tempo à preparação do Clube Português, onde ela vai ocorrer, para o encontro. Já se tem como certo que a governadora tem nome em seu próprio partido para ocupar esta vaga que é o senador Fernando Dueire, e na sua cabeça deve estar definido até quando ela vai esperar uma conciliação entre Eduardo da Fonte e Miguel Coelho.
Razões para postergação
Na verdade, tanto Miguel Coelho quanto Eduardo da Fonte contrariariam a governadora durante o processo político da eleição de 2026 iniciado pelo prefeito João Campos no final de 2024, logo após ser reeleito prefeito com 78% dos votos dos recifenses. Miguel Coelho, que tinha ficado contrariado por não ter garantido espaços no Governo Raquel, após ter apoiado a governadora no segundo turno de 2022, se afastou da mesma, fez acordo com João Campos indicando o irmão deputado estadual Antonio Coelho para secretário de Turismo do Recife e passou a posar para fotos com o prefeito como pré-candidato ao Senado. Só se afastou quando sentiu que João iria optar por Humberto Costa e Marília Arraes. Nesse período, a governadora foi à Federação União Progressista propor que Eduardo da Fonte e Miguel compusessem a sua chapa para o Senado. Miguel aceitou mas Dudu não, o que começou a cravar o seu afastamento da governadora. Posteriormente ela tomou conhecimento que Eduardo tinha conversado com João Campos para ser candidato ao Senado no lugar de Marília Arraes, o que azedou ainda mais a convivência entre os dois.
A despedida de Wal
Mesmo em um domingo de Copa do mundo, o deputado estadual Waldemar Borges que faleceu no último sábado, teve um funeral digno do que foi durante a vida: um homem do diálogo e do respeito às opiniões alheias reconhecido pelo mundo político estadual que participou pessoalmente ou com manifestações pelas redes sociais das centenas de depoimentos que enalteceram o parlamentar após o registro de sua morte. A governadora Raquel Lyra, que foi sua colega de parlamento, decretou luto oficial de três dias no estado em sua memória e o ex-prefeito João Campos foi com toda a família ao sepultamento. Causou comoção a manifestação de sua esposa, a ministra Luciana Santos e dos seus filhos pela perda de um grande companheiro.
PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR
Na balança de Raquel quem a contrariou mais – Eduardo da Fonte ou Miguel Coelho?











