Justiça determina que Prefeitura de Petrolina crie plano municipal de segurança pública

Facebook
Twitter
LinkedIn
Pinterest
Pocket
WhatsApp
Justiça determina que Prefeitura de Petrolina crie plano municipal de segurança pública


Decisão é resultado de ação civil pública do MPPE, que vem cobrando um planejamento desde 2024. Município registra crescimento da violência

Por

Raphael Guerra


Publicado em 14/04/2026 às 12:04
| Atualizado em 14/04/2026 às 14:59



Clique aqui e escute a matéria

A Justiça determinou que a Prefeitura de Petrolina, no Sertão de Pernambuco, apresente, em até 30 dias, um cronograma para a elaboração de um Plano Municipal de Segurança Pública. A decisão é resultado de uma ação civil pública do Ministério Público de Pernambuco (MPPE), que vem cobrando o planejamento desde 2024.

A Lei Federal nº 13.675/2018, que instituiu o Sistema Único de Segurança Pública (Susp), prevê a integração entre os órgãos de segurança federais, estaduais e municipais. Às prefeituras cabe a elaboração de planos de segurança pública – com ações de prevenção à violência.

O MPPE ressaltou que a ausência do plano inviabiliza o planejamento estratégico das políticas públicas de segurança, prejudica a integração institucional e impede a execução de ações estruturadas de prevenção à violência em Petrolina, além de comprometer a captação de recursos federais.

‘;
window.pushAds.push({ id: “banner-300×350-area” });
}

‘;
window.pushAds.push({ id: “banner-300×250-4” });
}

Na ação civil pública, o MPPE pontuou que “o Município permanece em estado de inércia no que concerne à elaboração e efetiva implementação do Plano Municipal de Segurança Pública”. 

Em reunião realizada em janeiro de 2025, a Secretaria Municipal de Segurança Pública comprometeu-se a criar um grupo de trabalho e a celebrar um Termo de Cooperação Técnico-Científica com a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) para elaboração do plano, mas isso ainda não ocorreu. 

Outros reuniões foram realizadas em abril e maio, sem avanços. Já em fevereiro deste ano, sob nova gestão na Secretaria Municipal de Segurança Pública, a prefeitura manifestou intenção de buscar parceria com o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) e com o governo do Estado. 

DECISÃO JUDICIAL

Em decisão publicada na sexta-feira (10), o juiz João Alexandrino de Macêdo Neto, da Vara da Fazenda Pública da Comarca de Petrolina, destacou que a “segurança pública constitui dever do Estado e direito fundamental da coletividade, nos termos do art. 144 da Constituição Federal”.

O magistrado ressaltou, ainda, a necessidade de agilidade da prefeitura na apresentação do cronograma para elaboração do plano. 

“A cada dia de omissão, a coletividade permanece desprovida de política pública estruturada de prevenção criminal, o que evidencia a urgência da intervenção judicial”, disse.

Caso a decisão judicial não seja cumprida, será aplicada multa diária de R$ 1 mil, limitada inicialmente a R$ 30 mil, cujo valor será revertido ao Fundo Municipal de Segurança Pública.

Mais cedo, a coluna solicitou um posicionamento da assessoria da Prefeitura de Petrolina. Quando houver reposta, o texto será atualizado. 

ONDA DE VIOLÊNCIA EM PETROLINA

Recentemente, uma onda de violência foi registrada em Petrolina, sendo necessário o envio de reforço policial para conter os assassinatos – ocorridos sobretudo devido à guerra entre duas das principais facções que atuam no País. O Comando Vermelho, com origem no Rio de Janeiro, e o Bonde do Maluco, a principal da Bahia, disputam o domínio do tráfico de drogas município.

A escala da violência em Petrolina foi observada ao longo de 2025. De acordo com a Secretaria de Defesa Social (SDS), 181 pessoas foram assassinadas, enquanto 168 vidas foram perdidas em 2024. No primeiro trimestre deste ano, 56 mortes já foram somadas. O município é o terceiro com maior número de assassinatos no Estado, perdendo apenas para Recife (124) e Jaboatão dos Guararapes (65). 






Source link

Facebook
Twitter
LinkedIn
Pinterest
Pocket
WhatsApp

Nunca perca uma notícia importante

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *