Decisão é resultado de ação civil pública do MPPE, que vem cobrando um planejamento desde 2024. Município registra crescimento da violência
Raphael Guerra
Publicado em 14/04/2026 às 12:04
| Atualizado em 14/04/2026 às 14:59
Notícia
É o fato ou acontecimento de interesse jornalístico. Pode ser uma informação nova ou recente. Também
diz respeito a uma novidade de uma situação já conhecida.
Artigo
Texto predominantemente opinativo. Expressa a visão do autor, mas não necessariamente a opinião do
jornal. Pode ser escrito por jornalistas ou especialistas de áreas diversas.
Investigativa
Reportagem que traz à tona fatos ou episódios desconhecidos, com forte teor de denúncia. Exige
técnicas e recursos específicos.
Content Commerce
Conteúdo editorial que oferece ao leitor ambiente de compras.
Análise
É a interpretação da notícia, levando em consideração informações que vão além dos fatos narrados.
Faz uso de dados, traz desdobramentos e projeções de cenário, assim como contextos passados.
Editorial
Texto analítico que traduz a posição oficial do veículo em relação aos fatos abordados.
Patrocinada
É a matéria institucional, que aborda assunto de interesse da empresa que patrocina a reportagem.
Checagem de fatos
Conteúdo que faz a verificação da veracidade e da autencidade de uma informação ou fato divulgado.
Contexto
É a matéria que traz subsídios, dados históricos e informações relevantes para ajudar a entender um
fato ou notícia.
Especial
Reportagem de fôlego, que aborda, de forma aprofundada, vários aspectos e desdobramentos de um
determinado assunto. Traz dados, estatísticas, contexto histórico, além de histórias de personagens
que são afetados ou têm relação direta com o tema abordado.
Entrevista
Abordagem sobre determinado assunto, em que o tema é apresentado em formato de perguntas e
respostas. Outra forma de publicar a entrevista é por meio de tópicos, com a resposta do
entrevistado reproduzida entre aspas.
Crítica
Texto com análise detalhada e de caráter opinativo a respeito de produtos, serviços e produções
artísticas, nas mais diversas áreas, como literatura, música, cinema e artes visuais.
Clique aqui e escute a matéria
A Justiça determinou que a Prefeitura de Petrolina, no Sertão de Pernambuco, apresente, em até 30 dias, um cronograma para a elaboração de um Plano Municipal de Segurança Pública. A decisão é resultado de uma ação civil pública do Ministério Público de Pernambuco (MPPE), que vem cobrando o planejamento desde 2024.
A Lei Federal nº 13.675/2018, que instituiu o Sistema Único de Segurança Pública (Susp), prevê a integração entre os órgãos de segurança federais, estaduais e municipais. Às prefeituras cabe a elaboração de planos de segurança pública – com ações de prevenção à violência.
O MPPE ressaltou que a ausência do plano inviabiliza o planejamento estratégico das políticas públicas de segurança, prejudica a integração institucional e impede a execução de ações estruturadas de prevenção à violência em Petrolina, além de comprometer a captação de recursos federais.
‘;
window.pushAds.push({ id: “banner-300×350-area” });
}
‘;
window.pushAds.push({ id: “banner-300×250-4” });
}
Na ação civil pública, o MPPE pontuou que “o Município permanece em estado de inércia no que concerne à elaboração e efetiva implementação do Plano Municipal de Segurança Pública”.
Em reunião realizada em janeiro de 2025, a Secretaria Municipal de Segurança Pública comprometeu-se a criar um grupo de trabalho e a celebrar um Termo de Cooperação Técnico-Científica com a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) para elaboração do plano, mas isso ainda não ocorreu.
Outros reuniões foram realizadas em abril e maio, sem avanços. Já em fevereiro deste ano, sob nova gestão na Secretaria Municipal de Segurança Pública, a prefeitura manifestou intenção de buscar parceria com o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) e com o governo do Estado.
DECISÃO JUDICIAL
Em decisão publicada na sexta-feira (10), o juiz João Alexandrino de Macêdo Neto, da Vara da Fazenda Pública da Comarca de Petrolina, destacou que a “segurança pública constitui dever do Estado e direito fundamental da coletividade, nos termos do art. 144 da Constituição Federal”.
O magistrado ressaltou, ainda, a necessidade de agilidade da prefeitura na apresentação do cronograma para elaboração do plano.
“A cada dia de omissão, a coletividade permanece desprovida de política pública estruturada de prevenção criminal, o que evidencia a urgência da intervenção judicial”, disse.
Caso a decisão judicial não seja cumprida, será aplicada multa diária de R$ 1 mil, limitada inicialmente a R$ 30 mil, cujo valor será revertido ao Fundo Municipal de Segurança Pública.
Mais cedo, a coluna solicitou um posicionamento da assessoria da Prefeitura de Petrolina. Quando houver reposta, o texto será atualizado.
ONDA DE VIOLÊNCIA EM PETROLINA
Recentemente, uma onda de violência foi registrada em Petrolina, sendo necessário o envio de reforço policial para conter os assassinatos – ocorridos sobretudo devido à guerra entre duas das principais facções que atuam no País. O Comando Vermelho, com origem no Rio de Janeiro, e o Bonde do Maluco, a principal da Bahia, disputam o domínio do tráfico de drogas município.
A escala da violência em Petrolina foi observada ao longo de 2025. De acordo com a Secretaria de Defesa Social (SDS), 181 pessoas foram assassinadas, enquanto 168 vidas foram perdidas em 2024. No primeiro trimestre deste ano, 56 mortes já foram somadas. O município é o terceiro com maior número de assassinatos no Estado, perdendo apenas para Recife (124) e Jaboatão dos Guararapes (65).

/catracalivre.com.br/wp-content/uploads/2026/04/freepik-vista-aerea-realista-de-f-2846021575.jpg?w=300&resize=300,300&ssl=1)




/catracalivre.com.br/wp-content/uploads/2026/04/freepik-interior-de-geladeira-lim-2845950646.jpg?w=300&resize=300,300&ssl=1)






/catracalivre.com.br/wp-content/uploads/2026/04/freepik-vista-aerea-realista-de-f-2846021575.jpg?w=150&resize=150,150&ssl=1)



