Campanha da governadora afirma que apoio nas redes é espontâneo e diz que reportagem não apresenta vínculo formal com a candidatura
Pedro Beija
Publicado em 10/09/2026 às 14:59
| Atualizado em 10/09/2026 às 15:03
Notícia
É o fato ou acontecimento de interesse jornalístico. Pode ser uma informação nova ou recente. Também
diz respeito a uma novidade de uma situação já conhecida.
Artigo
Texto predominantemente opinativo. Expressa a visão do autor, mas não necessariamente a opinião do
jornal. Pode ser escrito por jornalistas ou especialistas de áreas diversas.
Investigativa
Reportagem que traz à tona fatos ou episódios desconhecidos, com forte teor de denúncia. Exige
técnicas e recursos específicos.
Content Commerce
Conteúdo editorial que oferece ao leitor ambiente de compras.
Análise
É a interpretação da notícia, levando em consideração informações que vão além dos fatos narrados.
Faz uso de dados, traz desdobramentos e projeções de cenário, assim como contextos passados.
Editorial
Texto analítico que traduz a posição oficial do veículo em relação aos fatos abordados.
Patrocinada
É a matéria institucional, que aborda assunto de interesse da empresa que patrocina a reportagem.
Checagem de fatos
Conteúdo que faz a verificação da veracidade e da autencidade de uma informação ou fato divulgado.
Contexto
É a matéria que traz subsídios, dados históricos e informações relevantes para ajudar a entender um
fato ou notícia.
Especial
Reportagem de fôlego, que aborda, de forma aprofundada, vários aspectos e desdobramentos de um
determinado assunto. Traz dados, estatísticas, contexto histórico, além de histórias de personagens
que são afetados ou têm relação direta com o tema abordado.
Entrevista
Abordagem sobre determinado assunto, em que o tema é apresentado em formato de perguntas e
respostas. Outra forma de publicar a entrevista é por meio de tópicos, com a resposta do
entrevistado reproduzida entre aspas.
Crítica
Texto com análise detalhada e de caráter opinativo a respeito de produtos, serviços e produções
artísticas, nas mais diversas áreas, como literatura, música, cinema e artes visuais.
Clique aqui e escute a matéria
O candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB) cobrou, nesta quinta-feira (10), uma investigação após a publicação de uma reportagem do portal Metrópoles sobre supostos pagamentos, em 2024, a pessoas para fazer comentários nas redes sociais favoráveis à governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD) e críticos ao pessebista.
Em vídeo publicado nas redes sociais, João afirmou que as informações divulgadas pelo portal reforçam as acusações que ele já vinha fazendo sobre a existência de uma estrutura organizada de ataques contra sua candidatura. O socialista questionou ainda quem teria financiado a atuação relatada e se haveria recursos públicos envolvidos.
Selecione um cargo e uma UF para buscar.
“O que o portal Metrópoles revela no dia de hoje, com prints, comentários, comprovante de Pix, tudo isso liderado por uma pessoa que tem relação direta com uma bet de Caruaru e que, dito por ela, foi procurada este ano para intensificar e continuar esses ataques a mim. Isso é muito grave”, afirmou João.
‘;
window.pushAds.push({ id: “banner-300×350-area” });
}
‘;
window.pushAds.push({ id: “banner-300×250-4” });
}
Segundo o Metrópoles, mensagens de grupos de WhatsApp e comprovantes obtidos pela reportagem indicariam pagamentos semanais a integrantes de um grupo responsável por fazer postagens nas redes sociais. O portal afirma ter identificado, entre as publicações, comentários favoráveis a Raquel e críticos a João.
A reportagem também afirma que a pessoa apontada como responsável pela organização do grupo disse ter sido procurada, em 2024, por uma pessoa ligada ao prefeito de Caruaru Rodrigo Pinheiro (PSD), aliado político da governadora, para atuar nas redes sociais. Ela negou, contudo, ter orientado ataques contra João Campos.
Ainda de acordo com o portal, a responsável pelo grupo afirmou ter sido procurada neste ano pela equipe de Raquel para criar uma nova estrutura de WhatsApp, mas sustentou que a atuação em 2026 seria voluntária. A própria reportagem não aponta vínculo formal entre a campanha da governadora e os supostos pagamentos relatados.
João volta a citar “gabinete do ódio”
Na manifestação desta quinta, João associou a nova denúncia às acusações que já vinha fazendo durante a campanha sobre o que classifica como um “gabinete do ódio” voltado a atacá-lo nas redes sociais.
“Quem está financiando isso? Tem dinheiro público envolvido nisso? Porque não vale tudo na política”, questionou.
O candidato afirmou que já ingressou com ações judiciais contra pessoas que associa aos ataques e disse que uma nova medida está sendo apresentada nesta quinta.
“Isso não pode ficar impune. A polícia precisa investigar, a Justiça tomar as decisões e nenhuma candidatura pode tolerar isso”, declarou.
João também voltou a mencionar Amisadai Andrade, ex-servidor da gestão estadual citado anteriormente em uma reportagem sobre uma suposta rede de páginas e perfis contra o pessebista. Ao tratar dos dois episódios, João sustentou que as acusações precisam ser investigadas e afirmou que não vai “baixar a cabeça” para o que classificou como ataques criminosos.
Campanha de Raquel rebate
Em nota enviada à imprensa, a campanha de Raquel Lyra afirmou que atua “dentro da lei e das regras eleitorais” e declarou que o apoio recebido pela governadora nas redes sociais é espontâneo.
A campanha também ressaltou que a reportagem não apresenta vínculo formal entre a candidatura de Raquel e a atuação descrita. Na nota, acusou ainda adversários de manterem uma estrutura organizada de ataques contra a governadora, que, segundo a campanha, já seria alvo de investigação na Justiça Eleitoral.
“Perfis falsos, disparos coordenados e ofensas fabricadas têm autoria e método, e serão respondidos onde precisam ser: na Justiça”, afirmou a campanha.
Confira a nota na íntegra abaixo:
“A campanha da governadora Raquel Lyra atua dentro da lei e das regras eleitorais. O apoio que ela recebe nas redes é espontâneo e nasce do trabalho entregue em Pernambuco, como qualquer pernambucano pode constatar.
Chama atenção que a reportagem, além de não apresentar vínculo formal com a campanha, silencie sobre a estrutura organizada de ataques que opera contra a governadora. Estrutura que já é alvo de investigação no Tribunal Regional Eleitoral. Perfis falsos, disparos coordenados e ofensas fabricadas têm autoria e método, e serão respondidos onde precisam ser: na Justiça.”














