Jardins filtrantes no Recife completam três anos com redução de 90% da poluição

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Jardins filtrantes no Recife completam três anos com redução de 90% da poluição


Localizado no Parque do Caiara, o sistema trata 350 mil litros de água por dia do Riacho do Cavouco antes do deságue no Rio Capibaribe



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Após três anos de operação no Parque do Caiara, na Iputinga, o projeto jardins filtrantes apresenta indicadores de recuperação ambiental no Riacho do Cavouco, um dos afluentes do Rio Capibaribe. O sistema, que utiliza soluções baseadas na natureza para o tratamento de efluentes, atingiu a marca de 350 mil litros de água filtrados diariamente, com índices de purificação que variam entre 90% e 95%.

O projeto foi implementado pela Agência Recife para Inovação e Estratégia (ARIES) como um protótipo de infraestrutura verde para áreas urbanas densas. O objetivo central é reduzir a carga poluidora de cursos d’água degradados antes que atinjam o leito principal da bacia hidrográfica, utilizando processos biológicos em vez de produtos químicos.

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Funcionamento técnico e fitorremediação

A estrutura ocupa uma área de 7 mil metros quadrados e opera por meio de cinco tanques filtrantes. O processo, conhecido tecnicamente como fitorremediação, utiliza a interação entre microrganismos e a vegetação para a remoção de poluentes.

Os principais componentes do sistema incluem:

  • 350 mil litros de volume hídrico filtrados por dia;
  • Estrutura de filtragem composta por camadas de pedras e areia;
  • Aproximadamente 7.500 mudas de plantas aquáticas;
  • Aumento médio de 70% nos níveis de oxigênio da água tratada.

Segundo Mariana Pontes, presidente da ARIES, os dados coletados reforçam a viabilidade da técnica.

“Monitoramentos recentes indicam avanços expressivos, com melhoria de até 90% a 95% na qualidade da água e aumento de cerca de 70% na oxigenação, criando condições mais favoráveis à recuperação ambiental do riacho”, afirma.

Parcerias internacionais e educação ambiental

A iniciativa foi viabilizada como um projeto-piloto dentro do programa CITinova, coordenado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O financiamento provém do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF), com implementação a cargo do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA).

Além da função sanitária, a instalação do sistema no Parque do Caiara serviu como âncora para a requalificação da área pública. “O local passou a funcionar como um laboratório urbano a céu aberto, atraindo pesquisadores, estudantes e moradores e fortalecendo a relação da população com os recursos hídricos da cidade”, explica Mariana Pontes.

Replicação em canais e áreas críticas

A experiência acumulada nos últimos 36 meses agora serve de base para o planejamento urbano da capital pernambucana. A gestão municipal, que atualmente administra o sistema, avalia a aplicação de soluções semelhantes, como jardins de chuva e áreas de biorretenção, em outros canais e pontos críticos de alagamento.

“Os jardins filtrantes mostram como é possível integrar recuperação ambiental, qualificação do espaço público e bem-estar de todos. Ao tratar a água de um riacho, o projeto também aproxima a população dos rios e fortalece uma agenda de cidade mais resiliente. O Caiara funciona como um laboratório que já gera resultados concretos e conhecimento para expandir soluções semelhantes em outros territórios”, conclui a presidente da ARIES.






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