Israel divulga lista de 250 presos após acordo de paz entrar em vigor

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Israel divulga lista de 250 presos após acordo de paz entrar em vigor


Este acordo inicial entre o Hamas e Israel aborda apenas alguns dos 20 pontos de um plano proposto por Trump no mês passado, com fases futuras

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Estadão Conteúdo


Publicado em 10/10/2025 às 21:44
| Atualizado em 10/10/2025 às 21:45



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Israel publicou nesta sexta-feira, 10, uma lista com 250 prisioneiros “detidos por razões de segurança” que poderão ser trocados pelos reféns mantidos em cativeiro na Faixa de Gaza, após o acordo de cessar-fogo com o grupo terrorista Hamas, que entrou em vigor às 12h no horário local (6h no horário de Brasília). A relação de detidos, divulgada no site do Ministério da Justiça israelense, não inclui nenhuma das figuras emblemáticas da luta armada palestina contra Israel.

O grupo terrorista Hamas, que governa Gaza desde 2007, havia enviado os nomes desses detidos ao Egito, Estados Unidos e Catar, países que atuam como mediadores no conflito, iniciado após o ataque do grupo islamista palestino a Israel em 7 de outubro de 2023. Na lista constavam Marwan Barghouti, Ahmad Saadat, Hassan Salame e Abbas al-Sayyed, todos condenados à prisão perpétua por atentados fatais em território israelense. Na quinta, o governo de Israel já tinha divulgado que Barghouti não seria incluído na troca.

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O primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, afirmou mais cedo que dos 48 reféns que continuam na Faixa de Gaza, 20 estão vivos e 28 morreram. Israel e o Hamas aprovaram o plano do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, marcando um passo importante para o fim de uma guerra devastadora de dois anos. Com o cessar-fogo, as tropas do Exército israelense começaram a se reposicionar dentro de Gaza para as linhas acordadas no acordo de trégua. Antes disso, palestinos relataram intenso bombardeio em partes de Gaza.

De acordo com o plano de Trump, nas 72 horas seguintes ao início da trégua, o Hamas deve libertar os reféns – vivos e mortos – sequestrados durante o ataque que deu início ao conflito, além de entregar o corpo de um soldado israelense morto em 2014.

Em contrapartida, Israel deve libertar 250 prisioneiros detidos por razões de segurança e 1.700 palestinos de Gaza presos por suas forças desde outubro de 2023.

TRUMP REFORÇA QUE ACORDO “É BOM PARA TODO MUNDO”

O presidente americano, Donald Trump, disse que o acordo de paz para Gaza “é bom para Israel e para todo mundo”, ao responder perguntas de repórteres no Salão Oval, nesta sexta-feira. Na ocasião, ele confirmou que viajará para Egito e Israel, sem dar mais detalhes.

“Gaza será reconstruída. Os reféns retornarão na segunda-feira, junto com os corpos de outras 28 pessoas”, afirmou.

Ao ser questionado sobre o Prêmio Nobel da Paz de 2025, ele disse: “Eu estou feliz porque salvei muitas vidas. Eu também ajudei ela María Corina Machado em sua trajetória, precisa de muita ajuda na Venezuela”.

ACORDO EM VIGOR

O acordo de cessar-fogo entre Israel e o grupo terrorista Hamas na Faixa de Gaza entrou em vigor às 12h no horário local (6h no horário de Brasília) desta sexta-feira (10). As tropas do Exército israelense começaram a se reposicionar dentro de Gaza para as linhas acordadas no acordo de trégua após aprovação do cessar-fogo pelo gabinete do primeiro-ministro Binyamin Netanyahu durante a madrugada.

Milhares de pessoas que haviam se reunido em Wadi Gaza, no centro do território palestino, pela manhã, começaram a caminhar para o norte após o anúncio do Exército. Antes disso, palestinos relataram intenso bombardeio em partes de Gaza.

A aprovação do plano do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pelo gabinete israelense marca um passo importante para o fim de uma guerra devastadora de dois anos que desestabilizou o Oriente Médio. Um breve comunicado do gabinete de Netanyahu, na madrugada desta sexta-feira, informou que a coalizão aprovou o “esboço” de um acordo para libertar os reféns, sem mencionar outros aspectos do plano que são mais controversos.

Um oficial de segurança israelense que conversou com a Associated Press (AP) apontou que o Exército de Israel deve controlar cerca de 50% da Faixa de Gaza, segundo as linhas acordadas no cessar-fogo.

Detalhes do acordo

O líder do gabinete político do Hamas, Khalil al-Hayya, disse que Israel irá liberar cerca de 2 mil prisioneiros palestinos e irá permitir a travessia de fronteira entre Gaza e Egito para que um grande fluxo de ajuda humanitária possa entrar na Faixa de Gaza. O membro do grupo terrorista afirmou que todas as mulheres e crianças detidas em prisões israelenses também serão libertadas. Ele não ofereceu detalhes sobre a extensão da retirada israelense de Gaza.

Al-Hayya apontou que o governo Trump e os mediadores do Egito, Catar e Turquia deram garantias de que a guerra na Faixa de Gaza acabou. “Declaramos hoje que chegamos a um acordo para acabar com a guerra e a agressão contra nosso povo”, disse Al-Hayya em um discurso televisionado na noite de quinta-feira.

Para ajudar a apoiar e monitorar o acordo de cessar-fogo, oficiais dos EUA disseram que enviariam cerca de 200 tropas para Israel como parte de uma equipe internacional mais ampla. Os funcionários falaram sob condição de anonimato para discutir detalhes não autorizados para liberação.

Próximas fases

Este acordo inicial entre o Hamas e Israel aborda apenas alguns dos 20 pontos de um plano proposto por Trump no mês passado, e algumas das questões mais difíceis parecem ter sido deixadas para uma fase futura das negociações. Entre elas, quem governaria a Faixa de Gaza do pós-guerra e se, em que medida e como o Hamas deporia suas armas.

Trump reiterou em uma reunião na quinta-feira que o desarmamento fará parte da segunda fase do acordo sobre Gaza. “Não vou falar sobre isso porque vocês mais ou menos sabem o que é a fase dois. Mas… haverá desarmamento”, disse Trump a repórteres. O presidente acrescentou que também haverá retiradas das forças israelenses.

Israelenses e palestinos comemoraram o anúncio do cessar-fogo na noite de quarta-feira, 8. Mesmo com muitos detalhes ainda a serem acordados, muitos expressaram alívio com o progresso.

Na chamada Praça dos Sequestrados, em Tel-Aviv, israelenses cantaram, dançaram e ergueram bandeiras israelenses e americanas. Einav Zangauker, mãe do refém israelense Matan Zangauker, disse a jornalistas que quer dizer ao filho que o ama. “Se eu tenho um sonho, é ver Matan dormir em sua própria cama”, disse ela.

 

 

 





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