O Irã passou por uma onda de protestos gigantesca nas últimas duas semanas, que sofreram uma repressão brutal por parte das autoridades
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O Irã fechou seu espaço aéreo para todos os voos internacionais na noite desta quarta-feira (14) exceto aqueles com origem ou destino a Teerã que tenham autorização. Autoridades iranianas comunicaram a medida às companhias aéreas em meio aos protestos no país.
O ministro das Relações Exteriores do país, Abbas Araghchi, afirmou em entrevista ao canal de TV Fox News que as autoridades iranianas têm “controle total” da situação.
“Após três dias de operações terroristas, agora há calma. Estamos em pleno controle”, disse Araghchi ao programa Special Report da emissora.
O site Flightradar24, especializado em monitoramento de tráfego de aeronaves, registrava apenas dois voos nos céus iranianos por volta das 20h30 no horário de Brasília, sendo ambos provenientes da China. Outros com destino a Teerã, capital do país, ainda não haviam adentrado o espaço aéreo iraniano.
Anteriormente nesta quarta, as autoridades de controle aéreo da Alemanha emitiram uma diretiva avisando às companhias aéreas do país para que evitassem entrar no espaço aéreo iraniano, de acordo com o site Flightradar24.
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“Situação perigosa no Irã: é recomendado que os operadores aéreos civis alemães não entrem na região de informação de voo de Teerã”, diz o comunicado, em referência ao código do espaço aéreo iraniano. “Risco potencial à aviação devido à escalada de conflitos e armamento antiaéreo.”
A grupo de transporte aéreo alemão Lufthansa anunciou nesta quarta-feira que suas companhias evitarão os espaços aéreos iraniano e iraquiano “até nova ordem”, após as ameaças dos Estados Unidos contra o Irã.
Além da companhia aérea de mesmo nome, o grupo Lufthansa reúne outras como Austrian, Brussels Airlines, Discover, Eurowings, Swiss e ITA Airways, explicou em um comunicado que evitará esses espaços aéreos “devido à situação atual no Oriente Médio”.
Mais de 3 mil mortes
O Irã passou por uma onda de protestos gigantesca nas últimas duas semanas, que sofreram uma repressão brutal por parte das autoridades. A ONG Iran Human Rights (IHR), com sede na Noruega, contabilizou 3.428 manifestantes mortos pela repressão, além de mais de 10 mil detidos.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na terça-feira, 13, que “ajuda estaria a caminho dos manifestantes” e que “tomaria medidas enérgicas caso pessoas que protestaram fossem enforcadas”, sem especificar quais seriam. No entanto, nesta quarta, o mandatário americano disse que “a matança parou” e que “não ocorreriam execuções”.
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