Início de campanha foi marcado por primeiras críticas entre candidatos a governador

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Início de campanha foi marcado por primeiras críticas entre candidatos a governador



Católicos, os dois principais candidatos a governador cumpriram à risca suas obrigações religiosas, mas as semelhanças pararam por aí.

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Raquel Lyra começou sua campanha à reeleição este domingo fazendo uma prece nos Montes Guararapes, em Jaboatão, e João Campos, como prometeu, fez seu primeiro ato, seguido de benção, no Morro da Conceição, no Recife. Católicos, os dois principais candidatos a governador cumpriram à risca suas obrigações religiosas mas as semelhanças pararam por aí. Entre adesivaços, no caso de Raquel, e caminhadas, no caso de João, sobraram críticas de um lado e do outro, demonstrando que a campanha, além dos compromissos tradicionais – João prometeu 4 novos hospitais – será também de cobranças acusações e estocadas no adversário.

A primeira crítica foi feita por Raquel ao ser indagada pela imprensa sobre o episódio em que João foi acusado pelo PSOL de tentar tirar a candidatura do jornalista Ivan Moraes a governador: “Muitas vezes a democracia está no discurso mas não está na prática. E falar sobre isso é muito importante. Não é sobre retirar candidaturas ou colocar candidaturas, é sobre permitir que cada um possa exercer a sua autonomia, a sua vontade, livremente, disputando nas urnas. A defesa da democracia precisa estar além do discurso”.

Ela previu que a campanha vai redundar em uma comparação entre gestões e concluiu: “ em todas as áreas do nosso Governo, Pernambuco andou pra frente muito mais do que nos oito anos do Governo anterior” (referia-se ao PSB, de Campos). No comitê do Pina ela citou em seu discurso e entrevista que “Pernambuco não tem dono. O dono de Pernambuco é o seu povo”. Seria uma indireta ao seu adversário que afirmou: “a partir do ano que vem quem vai mandar em Pernambuco é o povo. Pernambuco vai ter um Governo que vai cuidar do seu povo”.

A crítica mais forte feita por João aconteceu quando ele prometia construir quatro hospitais, citando que no atual governo nenhuma nova unidade foi erguida e alfinetou: “no meu Governo não vai ter reforma de arrumadinho, com o teto caindo em cima das pessoas”, referia-se a um acidente acontecido há menos de um mês no Hospital da Restauração, que está passando por uma grande reforma, quando numa sala que, segundo o Governo, ainda não estava passando por obra de recuperação, uma parte do teto desabou ferindo uma paciente.



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