História do McDonald’s que teria fechado em Olinda vira curta premiado e chega ao circuito europeu

Facebook
Twitter
LinkedIn
Pinterest
Pocket
WhatsApp
História do McDonald’s que teria fechado em Olinda vira curta premiado e chega ao circuito europeu


“Os Arcos Dourados de Olinda”, de Douglas Henrique, foi construído a partir de imagens restauradas, fotografias e jornais do estado



Clique aqui e escute a matéria

A famosa história de que Olinda teria sido a primeira cidade do mundo a ver uma unidade do McDonald’s fechar as portas vai ganhar as telas internacionais nas próximas semanas. O curta-metragem “Os Arcos Dourados de Olinda”, dirigido por Douglas Henrique, estreia no circuito europeu após acumular premiações no Brasil.

A trajetória dá sequência a outros eventos internacionais aos quais o título foi selecionado para participar. Na última quarta-feira (1º), a obra esteve na programação do 35º Festival Curta Cinema – Festival Internacional de Curtas do Rio de Janeiro e venceu a categoria “Prêmio Especial do Júri”.

Na cidade histórica pernambucana, “Os Arcos Dourados de Olinda” articula, ao longo de 24 minutos, memória urbana e contexto político para revisitar a presença do fast-food e suas implicações na vida local.

O filme foi construído a partir de imagens restauradas e abrigadas em arquivos públicos do Recife e de Olinda, fotografias e jornais. Ao todo, foram catalogadas mais de 400 fitas de vídeo que nunca haviam sido digitalizadas.

‘;
window.pushAds.push({ id: “banner-300×350-area” });
}

‘;
window.pushAds.push({ id: “banner-300×250-4” });
}


Divulgação

“Os Arcos Dourados de Olinda” foi construído a partir de imagens restauradas, fotografias e jornais – Divulgação

“Me fascina muito o amor que temos por Pernambuco, que vai até os extremos. Eu decidi começar a investigar essa história e fui encontrando outros temas que envolviam a cidade e se ambientavam no mesmo período. No final da primeira pesquisa, a história me convidou a escrever um filme sobre a cidade mais importante do mundo”, contou o diretor Douglas Henrique.

O projeto teve financiamento por meio de edital público da Lei Paulo Gustavo. Para Douglas, os arquivos trazem à tela um passado ainda próximo de 26 anos, “mas que poderia facilmente ser de 2026”.

“As disputas continuam as mesmas, as influências externas continuam aqui, agora por outras armas, e as dificuldades do povo também são exatamente iguais. Mas, pelo menos no final, a paixão por um lugar, por uma cultura, também está nas pessoas que são as protagonistas da história desse lugar”, destacou.

O curta estreou no Festival do Rio, onde recebeu menção honrosa, em Cuba, e foi premiado como Melhor Documentário Internacional no Bogoshorts, em Bogotá, na Colômbia.


Divulgação

“Os Arcos Dourados de Olinda” venceu a categoria “Prêmio Especial do Júri” no Festival Internacional de Curtas do Rio de Janeiro – Divulgação

“Essa recepção internacional positiva e já nos levou a investir mais esforços para que o filme chegue ao maior número possível de países. É muito caro para o realizador participar desses espaços, que muitas vezes são a principal porta de entrada para o mercado. Por isso, considero crucial investir em formação e difusão”, disse o diretor.

O cineasta afirmou, ainda, que considera fundamental divulgar o que é feito no estado para a população local. Em exibição único no Cinema São Luiz, o curta teve sessão lotada.

Cinema pernambucano em destaque


Divulgação

“Os Arcos Dourados de Olinda” acompanha momento de destaque do cinema pernambucano – Divulgação

O sucesso de público e os prêmios de “Os Arcos Dourados de Olinda” acompanham um momento de destaque do cinema pernambucano. Desde a trajetória de “O Agente Secreto” no Oscar, em Cannes e no Globo de Ouro, com estatuetas e aclamação da crítica, o estado se tornou vitrine cultural para todo o mundo.

No festival Curta Cinema, outro título que representa Pernambuco se destacou: “Trincheiras”, de Lucas da Rocha e Maria Clara Almeida, em que a solidariedade feminina garante a celebração do 8º aniversário de Jade Nicole, mesmo com a mãe dela trabalhando fora. O curta foi o vencedor da “Competição Primeiros Quadros”, dedicada a novos realizadores.

Também participaram da programação do evento o curta “Medo Monstro”, de Andrew Gledson e Eduardo Padrão, uma animação que reflete sobre empatia, coletividade e consciência social, e “O Ursos e Nós”, de Maria Acselrad, que mergulha na tradição dos Ursos do Carnaval pernambucano.

Fundado em 1991, o Curta Cinema consolidou-se ao longo de mais de três décadas como um dos mais importantes festivais dedicados ao curta-metragem no Brasil e na América Latina.






Source link

Facebook
Twitter
LinkedIn
Pinterest
Pocket
WhatsApp

Nunca perca uma notícia importante

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *