Plataforma online do Grupo Teleport, lançada no Recife, ensina empresários brasileiros a acessar crédito e incentivos fiscais oferecidos pela China
JC
Publicado em 09/08/2025 às 9:16
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As missões empresariais promovidas pelo Grupo Teleport nos últimos dois anos vêm ampliando o intercâmbio comercial entre Brasil e China. A mais recente iniciativa é a Escola China Brasil, plataforma online com cursos compactos sobre linhas de crédito, incentivos fiscais e setores prioritários oferecidos pelo governo chinês e por entidades empresariais do país asiático. O lançamento ocorreu nesta sexta-feira (8), no Recife, durante encontro com empresários e instituições.
A Escola é uma extensão do HubBrasilChina, escritório virtual e coworking inaugurado no ano passado em Macau, cidade chinesa de colonização portuguesa. Segundo o presidente do Grupo Teleport, Gildo Neves Baptista, a ideia surgiu a partir das oportunidades identificadas já na primeira missão empresarial.
“Desde a primeira viagem percebemos possibilidades de acesso a financiamentos chineses, de 200 mil até 20 milhões de yuans. São valores importantes especialmente para pequenas e médias empresas, considerando que o yuan vale hoje R$ 0,76”, explica.
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Para solicitar os recursos, a empresa precisa ter endereço comercial na China — que pode ser uma filial instalada no HubBrasilChina — e um cadastro equivalente ao CNPJ. Essa estrutura permite transferir mercadorias entre Brasil e China sem tributação, como se fossem operações internas.
“A Escola já é outro degrau. Ela oferece conhecimento para acessar o capital. É um negócio que vai ajudar outros negócios”, afirma Baptista.
Os cursos são baseados na legislação chinesa e contam com a experiência do professor de Relações Internacionais da Universidade de Pernambuco, Luís Othon Bastos, que viaja à China desde 2002. O conteúdo inclui aulas gravadas e mentorias ao vivo, com dicas práticas e aspectos culturais das negociações comerciais.
“Estamos dando o passo a passo de forma prática, com orientações e dicas sobre a cultura chinesa”, completa Baptista.
Parceria com Niterói
A primeira parceria formal da Escola China Brasil foi firmada em março, em Macau, com a Prefeitura de Niterói (RJ). O acordo prevê cursos profissionalizantes em tecnologia chinesa, capacitação de empresários para exportação e uma pós-graduação em comércio exterior.
“Queremos preparar mais pessoas para atuar no mercado de consertos de equipamentos importados da China, fortalecer as relações comerciais e multiplicar o comércio entre os dois países”, disse a secretária municipal de Inovação, Ciência e Tecnologia, Juliana Benício.
O modelo pode ser replicado em outros municípios, segundo o diretor-geral da Escola China Brasil, Gildo Neves Baptista Jr.
“Começamos em Niterói, mas queremos estar na maioria das cidades brasileiras. Temos um modelo de contrapartida que permite às prefeituras firmarem parcerias sem custo direto”, explica.
A proposta de formar mão de obra técnica também tem foco ambiental: aumentar a vida útil de equipamentos e reduzir o lixo eletrônico.
“Retornando para uso próprio ou venda no mercado de usados, os equipamentos vão circular num mercado binacional com mais de 1,5 bilhão de pessoas”, afirma Baptista.
Cenário global
Para Luís Othon Bastos, a atual tensão comercial entre Brasil e Estados Unidos pode acelerar a aproximação com a China.
“A China precisa importar quase tudo, especialmente alimentos, e vê o Brasil como parceiro estratégico no BRICS. Cerca de 500 milhões de chineses estão nas classes A e B e valorizam produtos brasileiros por serem feitos com energia limpa”, observa.
O presidente do Instituto de Pesquisas Estratégicas em Relações Internacionais e Diplomacia (Iperid), Gilberto Freyre Neto, também esteve presente e destacou o papel de Pernambuco no cenário internacional.
“O Estado se projeta como uma extensão do Brasil no mundo moderno. Queremos ajudar a consolidar relações ganha-ganha entre países amigos, em qualquer área ou estrutura política”, disse.
Freyre Neto lembrou ainda a ligação histórica do Brasil com o comércio entre Ocidente e Oriente, desde o período colonial, quando Portugal integrava a rota da seda.
“Isso nos dá protagonismo e cria pontos de contato históricos e culturais que facilitam os negócios”, concluiu.

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