Governo Lula vê motorista de aplicativo como reserva de apoio político em nova base sindical que não existe

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Governo Lula vê motorista de aplicativo como reserva de apoio político em nova base sindical que não existe


Ao insistir na proposta de taxa mínima negociadores esquecem realidade brasileira e ignoram as representações não têm legitimidade na categoria



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Ao tentar colocar no debate eleitoral uma eventual regularização dos serviços de prestação de serviços de transporte por aplicativo, o governo Lula corre o risco de abrir um confronto de interesses entre as partes envolvidas e os deputados do Centrão, que, a despeito de não haver uma solução para a questão, tendem a se aproveitar da insatisfação da categoria com as propostas com vieses sindicais clássicos do PT e demais centrais entidades.

O governo tem de fato uma enorme dificuldade em estender o processo. No caso das centrais sindicais, por questões de etarismo dos dirigentes que inicialmente acreditaram que os motoristas e entregadores poderiam ser uma nova base de apoio. Mas a abordagem foi rechaçada desde os primeiros contatos, ainda em 2023, quando o governo tentou reunir as entidades de prestadores de aplicativos com os dirigentes. A visão de mundo travou e as conversas pararam.

Visão sindical

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O governo apresentou um projeto com a concepção sindical que também foi rechaçado por tentar criar algum tipo de vinculação das plataformas com os prestadores de serviço, o que as duas partes não aceitam.

O projeto com relatoria do deputado pernambucano seguiu sem avanços, embora ele tenha entregado um texto para ser apreciado. A decisão do governo Lula de resolver a questão até as eleições promete mais um embate.

Remuneração

Na verdade, a questão central está em uma definição de uma remuneração mínima ao prestador de serviços, sem que isso seja definido por um algoritmo que leva em conta a demanda, aumentando os preços ao cliente final e reduzindo a comissão a ser paga ao prestador pela plataforma.

E, como sempre, o governo atrapalha-se, inserindo-se no debate a partir de uma visão torta ou equivocada.

Entra o Boulos

Um bom exemplo disso é a proposta do ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos. Para instituir uma taxa de R$ 10, mais adicional de R$ 2,50 por quilômetro após os primeiros 4 km. Na prática, ela é inviável até em São Paulo. No Nordeste e no interior, nem pensar. As empresas defendem o caráter autônomo da atividade.

O problema talvez esteja no cacoete do Congresso em escrever demais e sair criando regras demais sobre uma atividade que não tem domínio dos detalhes e ser incapaz de perceber o essencial.

Qual o sentimento

Outra dificuldade é saber com quem conversar e capturar o sentimento da categoria altamente dispersa, cheia de camadas de interesses e que não se vê como profissão, mas apenas como uma forma de ganhar algum dinheiro enquanto não se reencaixa ou se encaixa no mercado de origem.

Médicos, engenheiros, farmacêuticos e professores com graduação não se veem como motoristas de aplicativos pelo resto de suas vidas.

Mapeamento de IA

As plataformas sabem disso não por pesquisa, mas por mapeamento de dados dos parceiros. Mas não estão interessadas numa solução mediana porque na prática o caos da não regulamentação lhes interessa.

O falso discurso de parceiro agora está suportado pelo que a Inteligência Artificial lhes entrega de informações que, obviamente, não estão dispostas a compartilhar com o Congresso para uma solução de proteção aos entregadores.

Na verdade, as plataformas desenvolveram mais agentes de IA sobre entregadores e motoristas do que qualquer órgão do governo e sabem o que poderia ser um mínimo razoável. Mas, aparentemente, não se apresentam.

Dar uma real

Isso acabou empurrando o debate no Congresso para a realidade que não existe e totalmente analógica. Essencialmente, não cabe ao Congresso estabelecer valor de hora ou de remuneração. É uma prerrogativa da negociação coletiva entre sindicatos e empresas. Mas o governo já entrou na conversa com sua tabela.

O curioso é que existem dezenas de entidades que se apresentam para falar em nome dos trabalhadores de Mobilidade e Tecnologia: motoboys, motentregadores e bikeboys, motofretistas de aplicativos e autônomos e motoristas de aplicativo, além de sindicatos em diversos estados. E naturalmente com focos e interesses diferentes. Mas todos concordam que o projeto está longe de criar um arcabouço que tire a categoria da precarização.

Resignação

O deputado Augusto Coutinho (Republicanos-PE), que enfrenta resistência entre empresas do setor, motoristas de aplicativos e entregadores, parece resignado com o futuro dessa discussão: talvez o bom projeto seja aquele que desagrade um pouco a todos os envolvidos, pois é impossível agradar a todos.

Oficialmente, as plataformas que criaram uma entidade ,a Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec), dizem ser favoráveis à regulamentação, desde que ela preserve a sustentabilidade do negócio, garanta proteção social aos trabalhadores e mantenha o acesso da população ao serviço.

Tese falsa

A tese embute uma série de questões que não batem com a realidade do dia a dia. Porque no modelo de negócio essa sustentabilidade nos paga a proteção social aos trabalhadores sem aumento dos custos cobrados ao cliente.

E esse modelo é integralmente ancorado em algoritmos que foram escritos para remunerar ao máximo a plataforma, depois os contratantes de serviços e, no final, os entregadores e motoristas. Não cabe nessa conta taxa fixa porque o preço é fixado em cima de variáveis. Às vezes, perversas cobrando mais valia dos entregadores.

Proteção Social

Por isso, talvez um caminho menos ruim seja o de proteção social aos trabalhadores. Porque essa conta ascendente está sendo paga pelo Estado brasileiro através do SUS e do INSS.

Na verdade, quando o motorista de moto sofre um acidente e é declarado incapaz e vai para o INSS como acidentado, o histórico dele como trabalhador noutro emprego o habilita a ter proteção. Da mesma forma que não paga a conta, o fato do entregador de comida ser MEI. Sua remuneração de R$ 82,05 não paga uma aposentadoria de usuário mínima. Um cenário que talvez seja interessante para o setor de seguros que ao menos até agora não demonstrou qualquer atenção.


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Recife abriga ao menos três empresas que atuam no segmento de apostas esportivas (bets) – Divulgação

As bets no orçamento doméstico

Ficou pronto um estudo do IBEVAR em parceria com a FIA Business School sobre o avanço do endividamento das famílias brasileiras que detectou uma mudança estrutural no perfil das pressões financeiras no país: as apostas esportivas online, popularizadas a partir de 2019, regularizadas em 2025 e que passaram a exercer impacto superior ao dos juros e da oferta de crédito na aceleração da dívida doméstica.

A pesquisa usou um modelo econométrico de séries temporais controlou os fatores tradicionais — taxa de juros e volume de crédito em relação à renda — e isolou o efeito da entrada das bets no mercado brasileiro. O resultado é contundente: o coeficiente associado às apostas (0,2255) supera com ampla margem o impacto do crédito sobre a renda (0,0440) e dos juros ao consumidor (0,0709). Mesmo somados, os efeitos de crédito e juros não alcançam o peso atribuído à expansão das apostas.

Segundo o estudo, o impacto das bets é quase o dobro da soma dos dois fatores tradicionais — podendo ser ainda maior, já que parte do efeito dos juros já está embutida na dinâmica do crédito.
Estudos norte-americanos apontam que a legalização provocou aumento rápido e persistente no volume apostado, redução da poupança e queda nos investimentos financeiros. No Brasil, com o impacto, o tema começa a ser analisado com mais profundidade, especialmente depois que o setor conseguiu barrar no Congresso Nacional, no ano passado, o aumento da taxação.


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Mulheres tem menos crédito aprovado. – Divulgação

Menos crédito

As mulheres passaram a liderar a inadimplência no Brasil, respondendo por 51,35% dos consumidores negativados, enquanto os homens somam 48,65%, segundo levantamento da CNDL e do SPC Brasil. O país reúne cerca de 73,7 milhões de brasileiros com dívidas em atraso, e os dados mostram que o avanço feminino nesse indicador está menos ligado ao consumo excessivo e mais à estrutura econômica que recai sobre elas.

As mulheres concentraram 65% dos pedidos de crédito realizados nos pontos de venda atendidos pela Top One Financeira em 2025. Os homens representaram 35% das solicitações. Mas apesar de liderarem as solicitações, o percentual de aprovação também mostra seletividade na concessão. Apenas 20% dos cadastros femininos foram aprovados, ante 17% entre os homens. Ou seja, metade dos pedidos feitos por homens é aprovada, enquanto apenas um em cada três é liderado se o pedido for feito por mulheres.


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Dia Mundial da Água levantamento mostra cidades com subsídios para populações de baixa renda – Divulgação

Dia Mundial da Água

Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) divulgou nesta terça-feira (24), por ocasião da celebração do Dia Mundial da Água, a primeira versão da Lista Positiva da Tarifa Social de Água e Esgoto – categoria tarifária social desses serviços destinada a famílias de baixa renda.
A listagem aponta que 143 prestadores desses serviços, que atendem 1.879 municípios (34% do total), concluíram o processo de implementação da Tarifa Social, conforme os critérios estabelecidos na Lei nº 14.898/2024.

Aproximadamente 147,5 milhões de brasileiros vivem em municípios onde o processo de implementação da Tarifa Social já foi iniciado, o que corresponde a cerca de 69% da população do país. Desse total, 94,6 milhões de pessoas (44% dos brasileiros) residem em municípios atendidos por prestadores que já concluíram o processo de implementação, conforme os critérios estabelecidos na legislação federal.

Mulheres na contabilidade

“Contadoras em Movimento: Liderança, Inovação e Conexões” é o tema do encontro que o Conselho Regional de Contabilidade de Pernambuco (CRCPE) promove nesta sexta-feira (27), das 14 às 17h, em homenagem ao mês das mulheres. Participam as contadoras Manu de Paula e Aline Portela e o auditor da Receita Federal, Alexandre de Moraes Rego. Inscrições no www.crcpe.org.br/sistema-de-cursos.
A inovação e a sustentabilidade devem marcar

A Expomóvel Nordeste 2026, que será realizada entre os dias 25 e 27 de março, no Polo Caruaru terá como destaques a apresentação do primeiro colchão com tecnologia biodegradável do mundo desenvolvido em escala industrial por uma indústria instalada em Pernambuco a Colchões Castor, também avança com a implantação de uma nova unidade fabril no município de Pombos, no Agreste pernambucano, com investimento de R$ 6 milhões e previsão de geração de cerca de 100 empregos diretos e indiretos.

Faz e conta

O estouro dos preços dos combustíveis fez a ANP divulgar um balanço de suas atividades. Mas os números são pífios. Em duas semanas, foram fiscalizados 154 agentes econômicos, sendo 128 postos de combustíveis, 24 distribuidoras de combustíveis e dois postos flutuantes, em mais de 50 cidades de 11 estados e do Distrito Federal. Foram lavrados 41 autos de infração, destes 11 por indícios de preços abusivos, e nove autos de interdição, por motivos diversos. O Basil tem 45 mil postos de combustíveis.

Vinhos do Vale

As vinícolas associadas ao Instituto do Vinho do Vale do São Francisco (Vinhovasf) marcam presença na Fruit Attraction São Paulo 2026, considerada a principal feira internacional do setor de frutas e hortaliças no hemisfério sul. O evento começou nesta terça-feira (26) e segue até o dia 26 de março, no São Paulo Expo & Convention Center, reunindo produtores, exportadores e compradores de diversos países. Pernambuco está apresentando as marcas de Lagoa Grande, Rio Sol, Rio Valley e Garziera.


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Francisco Otaviano de Amorim Viana. – Divulgação

Francisco Otaviano

O médico ginecologista Francisco Otaviano de Amorim Viana é o novo presidente da Unimed Federação Pernambucana. Foi eleito durante a Assembleia Geral Ordinária, no último dia 17, em reconhecimento a uma trajetória sólida, marcada pelo compromisso, ética e dedicação à saúde cooperativista. Amorim Viana já foi presidente do Conselho de Administração da Unimed Vale do São Francisco e membro do Conselho Fiscal da Unimed do Brasil.

 

 





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