Governo descobre que endividamento das famílias vem de cartão de crédito e quer fazer feirão limpa nome oficial até as eleições

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Governo descobre que endividamento das famílias vem de cartão de crédito e quer fazer feirão limpa nome oficial até as eleições


Proposta não levam em conta que empresas de cartões de crédito de loja são as maiores responsáveis pela inclusão nas listas do SPC Brasil e no Serasa



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Sem novos sonhos que embalem uma nova campanha eleitoral, o governo Lula entendeu de sair procurando temas que possam alavancar um discurso de modo a encantar pela quarta vez o eleitor. Está difícil. As coisas novas que implantou em três governos ficaram velhas e as coisas novas que quer implantar não são novas.

Daí porque desde o começo do ano o governo está reembalando temas. A escala 6×1 via MP, para dar protagonismo ao governo; aprovação de uma fórmula de remuneração dos motoristas de aplicativos, motociclistas transportadores de passageiros e entregadores vinculados às plataformas também negociada por ele e agora um programa de negociação de débitos de superendividados, focado nos débitos do cartão de crédito.

Famílias endividadas

O governo descobriu que o país está com um alto índice de famílias endividadas, mesmo que a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor feita pela CNC venha dizendo que o índice está acima de 77% desde fevereiro de 2024. E ficou espantado com o fato de 83,7% estarem relacionadas ao cartão de crédito no mês de fevereiro último.

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O problema é que essas constatações surgem do nada. Como se fossem achados de pesquisas de investigações do próprio governo. E, naturalmente, fica ainda mais estranho quando os ministros do próprio presidente Lula começam a falar de soluções como se os problemas eclodissem feito pinto em chocadeira.

Dario Durigan

Semana passada, por exemplo, o novo ministro da Fazenda, Dario Durigan, divulgou que está sendo gestado pela pasta um programa para socorrer famílias endividadas que deve ser restrito às modalidades mais caras do mercado: cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal sem garantia. Ele disse que o governo constatou que foram apontadas como as principais causas do endividamento excessivo da população e do alto comprometimento da renda com o pagamento das parcelas.

Eureca! Que coisa maravilhosa! Mas, excelência, isso vem acontecendo desde que Lula tomou posse. Em fevereiro de 2024 ao menos 72,04 milhões de brasileiros estão em situação de inadimplência. E já naquele ano 29,27% estavam devendo no cartão de crédito. Tanto que os grandes bancos fizeram 13,11% das negociações, enquanto as empresas securitizadoras fizeram outros 24,44% dos acordos dando até 90% de desconto.

Non-Performing

Securitizadoras são aquelas empresas que compram das dívidas dos bancos e outras empresas por até 5% do valor de face depois de elas terem sido classificadas como prejuízo e tentam receber dos clientes negativados. Virou um outro negócio de bilhões com apenas a empresa do Banco Itaú, a Recovery tem R$132 bilhões de créditos inadimplidos para cobrar através de acordos. Eles chamam isso de NPL (Non-Performing Loans).

Então o governo – que já fez o Desenrola que não resolveu o problema porque só resolveu o mesmo problema dos bancos – agora quer ver se, no ano da eleição, volta ao tema com novas ideias para resolver problemas velhos propondo uma solução nova.

Lógica do programa

A lógica do programa que vem sendo discutido com os bancos (de novo os bancos) é tentar reduzir o serviço da dívida, passando por um processo de estímulo à migração para instrumentos mais baratos e prazos mais alongados, liberando parte do orçamento familiar.

O problema é, de novo, a interlocução. O problema dos endividados do cartão de crédito não é com os bancos ou os megabancos. Depois do Desenrola, eles deram uma enxugada enorme na concessão de cartões e também deixaram de rolar a dívida com a decisão do BC de só permitir não pagar a fatura uma vez.


Ricardo Stuckert

Desenrola Brasil, – Ricardo Stuckert

Sociedade de Crédito

O problema está nas chamadas SCFI (Sociedade de Crédito, Financiamento e Investimento) que nem sempre estão ligadas aos bancos múltiplos, mas emprestam dinheiro via cartão de crédito, o chamado private label, ou marca própria, é um modelo de cartão onde uma empresa terceiriza seu cartão de crédito para uma SCFI. 

É aquela loja em que o cliente entra para comprar um sapato e sai com um cartão de crédito aprovado. Estima-se que dos 250 milhões de cartões hoje no mercado, mais de 150 são de lojas.

Se o ministro Dario Durigan entrar no site do Serasa e vir o Mapa da Inadimplência de fevereiro, vai ver que a dívida com cartão de crédito (26,8%) de fato tem o maior volume enquanto as financeiras têm um pendura de 20,3% de gente negativada. Mas vai ver, também, que os bancos e as empresas de cartão de crédito juntos oferecem apenas 9,3% de oportunidades de negociação. E que, por outro lado, as securitizadoras oferecem 36,4% das negociações.

Distribuindo cartão

Isso explica duas coisas: As chamadas 60 Sociedades de Crédito, Financiamento e Investimento continuam distribuindo cartão de crédito a quem passar numa loja que tenha um private-label.
E como essas pessoas não usam o cartão adequadamente, elas estão a cada dia sendo listadas no Serasa e no SPC Brasil. Segundo: os bancos (que restringiram a entrega de cartões) não estão oferecendo negociações porque o número de clientes hoje é bem menor.

Securitizadoras

Terceiro, porque como o BC determina que uma instituição financeira não pode carregar dívida não paga por mais de dois anos, eles vendem essas carteiras podres às securitizadoras cujo negócio é fazer acordo para receber o que for possível. O que explica os 36,4% de oportunidades de negociações.

Certo. Mas como resolver isso? Bom, talvez fosse melhor o governo comprar as dívidas de pessoas que devem entre R$ 50 e R$ 100. Por parecer incrível, no mapa de negociação existem 19,8% de ofertas de negociação e as pessoas não procuram o Serasa nem o SPC Brasil para limpar o nome.

Depois de ver com as securitizadoras como fechar uma negociação para limpar o nome de milhões de pessoas que devem até R$1 mil e, aí sim, criar um programa para financiar quem deve entre R$1 mil e R$5 mil que tem 52% de ofertas de acordo.

Limpar o nome

Recomenda-se ao ministro da Fazenda, Dario Durigan, ler os dados da CNC cuja pesquisa de endividamento de fevereiro diz que o endividamento ocorreu em todas as faixas, principalmente para famílias com renda acima de cinco salários e que o percentual de inadimplência recuou justamente nas com rendimento até três salários que são as que mais declararam falta de condições de pagar as dívidas atrasadas. Ajuda a entender melhor o quadro.

Até porque, segundo a CNC, o que preocupa é que em fevereiro o aumento do endividamento veio acompanhado por uma elevação da inadimplência, criando um ciclo perigoso devido aos juros altos que incrementam essa dívida.


Divulgação

Biofábrica de Corais em Porto de Galinhas Pernambuco – Divulgação

O Turismo Regenerativo da Biofábrica de Corais

O projeto Biofábrica de Corais foi o vencedor do Prêmio Embratur Visit Brasil na categoria Destaque Prática Sustentável ou Turismo Regenerativo. A startup pernambucana promove uma experiência de recuperação de corais junto a turistas que visitam o Balneário de Porto de Galinhas, sob o comando do CEO, Rudã Fernandes. A cerimônia de entrega foi realizada na última segunda-feira (30) no SESI Lab, em Brasília.

Trata-se de uma iniciativa de pesquisadores da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) que em 2017 criaram um projeto de recuperação dos recifes e de promoção da educação ambiental. Em 2021, virou uma startup incubada no Polo Tecnológico e Criativo da Universidade, na área de Biotecnologia.

Ao visitar o empreendimento, o turista tem a chance de ser pesquisador por um dia, ao visitar o projeto”. Primeiro, ele recebe uma aula teórica sobre segurança, faz o traslado de jangada, realiza mergulhos e vê o trabalho dos pesquisadores nas diversas etapas. Ao término, planta um novo coral.


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Rudã Fernandes, CEO da Biofábrica de Corais, recebe o prêmio Embratur das mãos da empreendedora social Marianne Costa. – Divulgação

A prazo “sem juros”

A 4ª Turma do Superior Tribunal de Justiça julgou improcedente uma ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público de São Paulo contra o Grupo Pão de Açúcar decidindo que a venda a prazo “sem juros” com preço idêntico ao cobrado pelo valor à vista, não configura ocultação de juros embutidos, desde que a oferta seja apresentada de forma clara e adequada, de modo a evitar publicidade enganosa e violação do dever de informação.

Até então, casos como o dos autos eram analisados a partir do dever de informação previsto no artigo 6º, inciso III, do Código de Defesa do Consumidor, o que permitia concluir pela abusividade, na hipótese de o preço à vista embutir os juros do preço a prazo.


FREEPIK/BANCO DE IMAGENS

Especialmente no Domingo de Páscoa, os chocolates ganham destaque à mesa. Mas nem todos apresentam o mesmo valor nutricional – FREEPIK/BANCO DE IMAGENS

Páscoa de 2026

A Páscoa de 2026 deve registrar crescimento nas vendas no e-commerce brasileiro, com projeções de até 12% em relação ao ano anterior, segundo estimativas do setor de pagamentos e dados de mercado divulgados pelo e-commerce Brasil.

Dados de marketplaces mostram a Shopee registrando mais de 1 milhão de pesquisas por termos relacionados a chocolate no período. Mas as vendas físicas continuam com a Americanas como a grande líder de vendas nas lojas físicas. A gigante Mondelez, dona da marca Lacta, que ano passado lançou com exclusividade o Ovo Bis Branco da Páscoa 2025, manteve a exclusividade com o lançamento do Ovo Bis Limão.

Carro elétrico

As vendas de veículos leves eletrificados em março chegaram a 35.356 unidades, consolidando o mercado de eletromobilidade segundo avaliação da ABVE. Foram 33.905 em dezembro de 2025, 23.706 em janeiro de 2026, 24.885 em fevereiro e 35.356 em março.

Fusões e aquisições

O relatório anual da Bain & Company avalia que a reforma tributária em discussão no Brasil tende a redesenhar o mercado de fusões e aquisições (M&A) nos próximos anos, em um contexto de reorganização estratégica do setor em escala global. Em 2025, o mercado mundial de M&A cresceu mais de 40% em valor, segundo.

No Brasil, o avanço foi mais moderado: o volume financeiro das operações cresceu cerca de 8% no ano, alcançando aproximadamente US$ 51 bilhões, sinalizando maior seletividade e concentração de capital em operações de maior porte.


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Unidade Leveros no Recife. – Divulgação

Grupo Leveros

O Grupo Leveros, referência em climatização, inaugura seu novo hub no Recife em 10 de abril, no bairro da Imbiribeira com oferta de soluções para instaladores, revendas e empresas do setor de climatização e refrigeração. O espaço foi concebido como um ecossistema de alta produtividade para o setor, reunindo em uma única estrutura física produtos e capacitação profissional liderado por Alessandro Santos, head de estratégia comercial da Leveros.


DIVULGAÇÃO

Cláudia Schulz, CEO da ABStartups. – DIVULGAÇÃO

Abstartups 15 anos

Liderada por Claudia Schulz, CEO da entidade, a Associação Brasileira de Startups (Abstartups), maior comunidade de startups da América Latina, completa 15 anos de atuação independente e sem fins lucrativos; a associação reforça sua missão de transformar o Brasil no país das startups, ampliando sua representatividade nacional e seu papel estratégico na articulação entre empreendedores, investidores, grandes empresas e o poder público. Ela reúne mais de 3 mil startups ativas em todo o país e já realizou 150 eventos com mais de 180 mil empreendedores impactados.

Raphaela Santos

Depois de participação no Rock in Rio, a cantora Raphaela Santos alcançou novo marco em sua trajetória musical ao ultrapassar a marca de 3 milhões de ouvintes mensais no Spotify, consolidando-se como a artista do gênero brega mais ouvida atualmente na plataforma. Raphaela Santos ultrapassou a marca de 1 bilhão de streamings de áudio e vídeo, um número que evidencia não apenas o alcance de seus lançamentos, mas também a fidelidade de sua base de fãs.


Divulgação

Rafaela Santos Rainha do Brega. – Divulgação






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