Candidato a vice de Zema participou de debate no Palácio do Comércio, no Recife, e criticou atuação do STF no Caso Master
Ryann Albuquerque
Publicado em 04/09/2026 às 12:47
| Atualizado em 04/09/2026 às 12:49
Notícia
É o fato ou acontecimento de interesse jornalístico. Pode ser uma informação nova ou recente. Também
diz respeito a uma novidade de uma situação já conhecida.
Artigo
Texto predominantemente opinativo. Expressa a visão do autor, mas não necessariamente a opinião do
jornal. Pode ser escrito por jornalistas ou especialistas de áreas diversas.
Investigativa
Reportagem que traz à tona fatos ou episódios desconhecidos, com forte teor de denúncia. Exige
técnicas e recursos específicos.
Content Commerce
Conteúdo editorial que oferece ao leitor ambiente de compras.
Análise
É a interpretação da notícia, levando em consideração informações que vão além dos fatos narrados.
Faz uso de dados, traz desdobramentos e projeções de cenário, assim como contextos passados.
Editorial
Texto analítico que traduz a posição oficial do veículo em relação aos fatos abordados.
Patrocinada
É a matéria institucional, que aborda assunto de interesse da empresa que patrocina a reportagem.
Checagem de fatos
Conteúdo que faz a verificação da veracidade e da autencidade de uma informação ou fato divulgado.
Contexto
É a matéria que traz subsídios, dados históricos e informações relevantes para ajudar a entender um
fato ou notícia.
Especial
Reportagem de fôlego, que aborda, de forma aprofundada, vários aspectos e desdobramentos de um
determinado assunto. Traz dados, estatísticas, contexto histórico, além de histórias de personagens
que são afetados ou têm relação direta com o tema abordado.
Entrevista
Abordagem sobre determinado assunto, em que o tema é apresentado em formato de perguntas e
respostas. Outra forma de publicar a entrevista é por meio de tópicos, com a resposta do
entrevistado reproduzida entre aspas.
Crítica
Texto com análise detalhada e de caráter opinativo a respeito de produtos, serviços e produções
artísticas, nas mais diversas áreas, como literatura, música, cinema e artes visuais.
Clique aqui e escute a matéria
O candidato a vice-presidente na chapa de Romeu Zema (Novo), senador licenciado Eduardo Girão (Novo-CE), criticou, nesta sexta-feira (4), a postura do Senado diante da crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF), a Procuradoria-Geral da República (PGR), a Polícia Federal e os desdobramentos do Caso Master.
Para Girão, a maioria dos senadores mantém um “silêncio ensurdecedor” diante do cenário. A declaração foi dada em conversa com a imprensa antes de participar do Debate com Girão, realizado no Palácio do Comércio, sede da Associação Comercial de Pernambuco (ACP), no bairro do Recife.
Selecione um cargo e uma UF para buscar.
“Como o Senado é acovardado e a gente vê um silêncio ensurdecedor na maioria esmagadora dos senadores, parece que nada está acontecendo”, afirmou.
Os novos capítulos do Caso Master envolvem mensagens e áudios extraídos do celular de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, com referências a ministros do STF, integrantes da PGR, políticos e outras autoridades. O material também alimenta uma disputa institucional sobre a condução das apurações e a validade do relatório produzido pela Polícia Federal.
‘;
window.pushAds.push({ id: “banner-300×350-area” });
}
‘;
window.pushAds.push({ id: “banner-300×250-4” });
}
Ele também criticou o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), e descreveu a rotina do Senado durante seu período de licença.
“Eu estou licenciado do Senado porque eu não acho correto estar recebendo dinheiro do Senado nesses meses. Todo mundo estava parado até essa semana. Nem discurso podia fazer no plenário, o Davi fechou o plenário.”
Para o candidato, o silêncio da maioria dos senadores está ligado ao calendário eleitoral. “Tá todo mundo preocupado com a sua campanha, tá todo mundo preocupado com o egoísmo”, disse.
Girão lembrou ainda que já havia protocolado pedido de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes e de afastamento contra o procurador-geral da República, Paulo Gonet, antes da atual escalada da crise.
“Falta de aviso não foi, falta de ação de nossa parte também não. É um momento dramático que vive o país hoje por exatamente a autoblindagem dos poderosos do Brasil.”
STF, PGR e Polícia Federal
Girão diferenciou a atuação do ministro André Mendonça, relator do Caso Master no STF e responsável por retirar o sigilo do relatório da Polícia Federal que reuniu as comunicações de Vorcaro.
A avaliação ocorre após a divulgação de mensagens e áudios que revelaram um encontro entre Mendonça e o banqueiro, em março de 2025, em São Paulo.
O ministro confirmou que recebeu Vorcaro, mas afirmou que o encontro ocorreu para tratar da STP 976, relacionada a precatórios, e não de assuntos envolvendo o Banco Master ou o Banco Central. Mendonça também declarou ter adotado, no processo, uma posição contrária aos interesses do empresário.
Mesmo com a confirmação do encontro entre Mendonça e Vorcaro, Girão elogiou a condução do ministro no caso e afirmou esperar uma postura de autocontenção dentro do STF.
“Eu espero que haja autocontenção dentro do próprio STF. Eu vejo o ministro André Mendonça fazendo um trabalho técnico, responsável, dentro dos autos, com o amparo ali de pessoas do bem, de vários setores da sociedade, pessoas íntegras.”
Em seguida, ao comentar os contratos envolvendo o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, e as alterações feitas posteriormente no acordo com o Banco Master, Girão levantou suspeitas sobre uma possível tentativa de favorecer Vorcaro. “Isso aí, se não é uma advocacia administrativa para blindar o Vorcaro, eu não sei mais o que é.”
Caso Master e polarização
Questionado se a divulgação de mensagens ligadas a diferentes campos políticos poderia aprofundar a polarização no país, Girão disse acreditar no contrário.
“Eu acredito que esse escândalo, que a gente já vem denunciando há tempos, furou a bolha. Não é um assunto mais de direita, de esquerda. Eu acho que isso é menor.”
Ele citou nomes de diferentes campos políticos mencionados nos vazamentos. “Eu vejo que esses vazamentos estão bem democráticos, vamos dizer assim. Porque, se você pegar Ciro Nogueira, Flávio Bolsonaro, Lula, Lulinha, isso está mostrando o viés de quem precisa da explicação para o Brasil. Ministros do Supremo, Polícia Federal, o Paulo Gonet.”
Para Girão, as novas informações ampliaram o conhecimento da população sobre as relações e os fatos que envolvem o caso. Na avaliação dele, isso pode favorecer candidatos que não aparecem ligados às pessoas citadas nas revelações.
“O que eu acho é que favorece gente decente. Por exemplo, na nossa lista de contatos de muitos parlamentares decentes, que se tem no Brasil, e não é só no nosso partido, tem outros também, não tem lista de Vorcaro, não tem nome de Sicário, não tem na lista o ministro do STF, são relações republicanas”, afirmou.
Girão disse que, antes da divulgação das informações, parte do que era conhecido permanecia sem elementos públicos que permitissem uma avaliação mais ampla. “Antes, a gente sabia, mas estava na sombra, não tinha as informações. Com essas revelações, eu acho importante, porque a gente pode começar a limpar a sujeira”, declarou
Apoio a Raquel Lyra
Girão também confirmou apoio à reeleição da governadora Raquel Lyra (PSD). “Compartilho desse apoio. Eu acredito muito na liderança servidora da governadora Raquel Lyra, que é uma pessoa que tem uma história de convivência aí, de trajetória na vida política com gente decente.”
O candidato também citou nomes do Novo que devem disputar cargos eletivos em Pernambuco e afirmou que o partido pretende oferecer alternativas ao eleitorado no Estado.
Encerrou defendendo que os desdobramentos do Caso Master sejam analisados para além da disputa ideológica — “Eu sou muito esperançoso com o que vai acontecer com o Brasil”, disse — e convidou a população para as manifestações marcadas para o dia 7.














