Cenas de terror e barbárie nas ruas da capital pernambucana trazem mais uma vez a questão da vista grossa à violência das torcidas organizadas
Publicado em 02/02/2025 às 0:00
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Deveria ser inadmissível que uma partida de futebol suscitasse uma onda de violência com data e hora marcadas, sob a condescendência do poder público, dos clubes e de atores institucionais que fecham os olhos para o drama da população, quando os clássicos provocam uma emoção alheia à disputa pela bola e pela vitória: o pânico diante da ameaça à própria vida. Deveria ser, mas não é: há décadas o problema se repete, as vítimas se multiplicam, e o descontrole urbano só cresce enquanto se avolumam as fileiras de gangues organizadas de torcedores que se preparam para conflitos cada vez mais agudos. O Recife se torna palco de uma guerra civil, como se fosse normal. Mas não é.
O poder público poderia ser menos condescendente com a omissão dos dirigentes de clubes de futebol, que não apenas protegem, como reservam lugares para as torcidas organizadas que se divertem e crescem gritando palavras de incitação à violência contra as torcidas rivais. Os times em campo, o resultado do jogo, parecem detalhes dispensáveis para os integrantes das organizadas, que se reúnem em grupos de centenas e desfilam sua imunidade pelas ruas, avenidas e viadutos, certos da impunidade e de sua condição diferenciada junto aos clubes.
A Federação Pernambucana de Futebol e os dirigentes dos três grandes clubes do estado, por sua vez, poderiam abandonar a postura dúbia que sempre mantiveram, proibindo a entrada de organizadas nos estádios, com o apoio das forças policiais. A quem interessa a violência que vem das ruas e é acolhida nas arquibancadas, como se fizesse parte das cores dos clubes? Os times dependem desses meliantes fantasiados de torcedores? A baderna, a imposição do medo e os crimes contra a ordem pública, praticados pelas organizadas e seus seguidores, não podem seguir fazendo parte do calendário do futebol pernambucano. Os responsáveis pela segurança dos cidadãos, dentro e fora dos estádios, precisam aparecer e assumir seus papeis.
As notas oficiais e as declarações de inconformismo com o grau que a situação chegou, não têm servido, ao longo de décadas, para mudar o quadro. E olha que não faltam tecnologia, nem aparato de segurança, nem faltaria solidariedade coletiva, a medidas de maior rigor para a entrada nos estádios de futebol. Parece faltar interesse, que só desponta por alguns dias depois que as ondas de violência acontecem. A detenção de apenas 14 pessoas pelos tumultos de antes do clássico das multidões reflete a desproporção do vandalismo e da covardia, por bandidos à vontade no exercício da violência. Os vídeos compartilhados nas redes sociais mostram o choque da população. Ao invés de proteger as organizadas em seus cortejos para as brigas marcadas, as forças de segurança poderiam atuar com mais inteligência e menos tolerância com criminosos que não se importam de se expor, e extravasar o ímpeto da brutalidade em conjunto, nas ruas. Desde que essa estranha estratégia de segurança foi implementada, a balbúrdia alguma vez parou?


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