Françua Gomes é homenageado pelo Festival Lula Calixto 2026, em Arcoverde

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Françua Gomes é homenageado pelo Festival Lula Calixto 2026, em Arcoverde


O artista e músico do Sertão de Pernambuco recebe, aos 50 anos de idade, o reconhecimento do grupo Samba de Coco Raízes de Arcoverde


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O artista Françua Gomes é o homenageado do Festival Lula Calixto 2026, que acontece entre os dias 9 e 11 de outubro no Alto do Cruzeiro, em Arcoverde. O evento é gratuito e será realizado pelo Samba de Coco Raízes de Arcoverde, grupo do artista.

Ainda neste ano, Françua também recebeu uma homenagem do Cordel do Fogo Encantado, banda pernambucana autoral na qual ele está na história por compor a primeira formação no ano de 1997, em Arcoverde.

Em 2025, o músico foi indicado ao Prêmio da Música Brasileira, sendo uma conquista coletiva do Coco Raízes como destaque nacional.

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Sobre o artista

Natural de Arcoverde, François de Souza Silva tem 50 anos, mas começou no coco aos oito anos de idade. Ainda criança ele atuou como dançarino, ao lado de Lula Calixto, e atualmente faz parte da formação do Samba de Coco Raízes de Arcoverde.

“Com o ganzá, gravei o ‘Godê Pavão’ em 2003. À frente do surdo, gravei mais dois discos: ‘A Caravana Não Morreu’ (2012) e ‘Cantando Coco’ (2024), que é o mais recente lançado pelo grupo. Sendo assim, estou em todos os quatro álbuns do Coco Raízes. Dois no surdo, um no ganzá e o primeiro no trupé (dança)”, conta o artista.

O seu pai é o mestre Cícero Gomes, o fundador do Samba de Coco Trupé, que existe desde 2009 em Arcoverde, e também um dos responsáveis pelo resgate do Samba de Coco em Arcoverde.

“Meu pai, em parceria com minha mãe, criou o Coco Trupé de Arcoverde, que está em atividade há mais de 15 anos. Meu filho Bruno César, minha filha Bruna Souza, meu irmão Valete Gomes e minhas sobrinhas Maria Heloísa e Laura Sofia, ambas filhas de Valete, por exemplo, estão na formação do Coco Trupé de Arcoverde.”


Kaian Alves

Françua Gomes é homenageado pelo Festival Lula Calixto 2026, em Arcoverde – Kaian Alves

Além de musicista, Françua atua como arte-educador realizando diversas atividades formativas, rodas de conversa, oficinas e encontros artístico-culturais, valorizando o pertencimento local, a identidade racial e a classe social.

Nos anos 90, ele tocou triângulo e zabumba com a banda Casaca de Couro (forró pé de serra), formada por Lirinha, Clayton Barros, Zé do Peba e Alberone Padilha.

Até hoje, o artista participa de desfiles com a Banda Colégio Diocesano Cardeal, de Arcoverde, como fuzileiro, além de tocar caixa no Maracatu Batuque do Sertão de Arcoverde e no Mistura de Raça.

No audiovisual, Françua está no elenco do filme “Re Te Tei” (2026), obra de cinema com produção arcoverdense, da categoria infantil/ infanto-juvenil, e inspirada no espetáculo de mamulengos da Tropa do Balacobaco (Arcoverde).






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