Em ritmo mais rápido que outras fontes, e superando expectativas, a energia solar ganha impulso em todo o mundo, sob a liderança da China
JC
Publicado em 05/04/2026 às 0:00
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A crise no Oriente Médio tem mostrado que a dependência do petróleo já não apresenta a segurança estratégica que ostentou em passado recente – e a economia global pode sofrer consequências negativas inéditas, caso a guerra de Estados Unidos e Israel contra o Irã se prolongue e se espalhe. Mesmo sendo consensual a predominância dos combustíveis fósseis por décadas adiante, os países mais ricos do planeta já perceberam que o investimento em fontes sustentáveis não representa uma escolha, e sim, trata-se de imposição para a demanda energética no século 21 e vindouros.
Os módulos de energia solar, por exemplo, fazem parte da paisagem na maioria das cidades. Puxada pela China, a grande investidora, a força do Sol como impulsionadora de atividades humanas cresce no mundo inteiro, inclusive nos EUA – e também no Brasil, favorecido por imensas áreas expostas à luz natural. Como aponta reportagem da DW Brasil, em apenas uma década, a capacidade de geração saiu de baixos patamares para atingir, atualmente, cerca de 10% da matriz global, superando a nuclear, que responde por 9%. Esse nível de geração não era imaginado, dez anos atrás. Se chegar a 9 mil GW por volta de 2030, será ultrapassada a linha de 20% da demanda de toda a Terra.
A tecnologia barateou os custos, e a aceitação pelos consumidores fez com que a disseminação de painéis solares ganhasse razão de ser, aliando viabilidade econômica à sustentabilidade ambiental. E isso se deve, principalmente, aos chineses, que fabricam 80% dos painéis solares no mundo, e contam com 11% da eletricidade utilizada no país atendida por geração solar, reduzindo a energia baseada no carvão de 70% para 56%. Mas não é somente lá. Na União Europeia, 13% da energia elétrica vem da luz do Sol. Na Espanha, na Grécia e na Hungria, esse índice atendido pela energia solar é superior a 20%. E até nos EUA, tendo Donald Trump contra, o percentual de cobertura aumentou, e agora é de 8% da eletricidade – em 2015, era apenas 1% – mesma cobertura da Índia, para uma população de 1,4 bilhão de pessoas.
No Brasil, a expansão solar também é verificada, com 10% da eletricidade necessária proporcionada por essa fonte limpa. Em companhia da força da água, dos ventos e da biomassa, o Brasil tem quase 90% da matriz gerada de forma sustentável. As usinas eólicas e solares que se multiplicam e crescem na região Nordeste, ajudam o país a manter e elevar a participação das fontes renováveis na matriz energética. A produção de energia limpa evita a emissão de gás carbônico na atmosfera, o que é essencial para controlar o efeito térmico dos gases poluentes e atenuar as mudanças climáticas em curso.
Os países que se destacam na geração de energia limpa detêm maior segurança energética, no momento de uma crise do petróleo, como a que se desenrola no Oriente Médio.

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